09/07/2010

CABINDA: AMNISTIA INTERNACIONAL TORNA PÚBLICA EXIGÊNCIA PARA A LIBERTAÇÃO DE PRISIONEIROS DE CONSCIÊNCIA EM CABINDA

COMUNICADO DE IMPRENSA
DA AMNISTIA INTERNACIONAL


Data: 09/07/10

Angola deve libertar prisioneiros de consciência que enfrentam julgamento pelo ataque à equipa de futebol do Togo

A Amnistia Internacional apelou hoje para a libertação imediata e incondicional de dois defensores dos direitos humanos que enfrentam julgamento em Angola por acusações relacionadas com um ataque à equipa de futebol Togolesa que deixou duas pessoas mortas e várias feridas.

Francisco Luemba, advogado, e Raul Tati, padre católico, vão enfrentar um julgamento por acusações de crime de “outros actos contra a segurança Interior do estado” no dia 12 de Julho, relativamente ao ataque na região de Cabinda, em Angola. A Amnistia Internacional declarou-os prisioneiros de consciência.

Ambos eram membros da entretanto extinta organização de direitos humanos Mpalabanda e há vários anos criticam publicamente o governo e a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), um grupo armado que luta pela secessão de Cabinda.

“Estes homens foram presos simplesmente por expressarem pacificamente a sua opinião sobre Cabinda por autoridades que estão a aproveitar-se do ataque à equipa de futebol Togolesa para reprimir os defensores dos direitos humanos”, declarou Muluka-Anne Miti, investigadora da Amnistia Internacional sobre Angola.

“A Amnistia Internacional condena o deplorável ataque à equipa de futebol Togolesa e apela às autoridades para que assegurem que os responsáveis sejam presentes à justiça.”

A equipa de futebol Togolesa foi atacada no dia 8 de Janeiro, quando atravessava Cabinda de autocarro para participar na Taça das Nações Africanas.

A polícia prendeu Raul Tati e Francisco Luemba, pouco depois do ataque. Os homens foram encontrados com documentos sobre Cabinda e tinham recentemente participado numa conferência com o objectivo de encontrar uma solução pacífica para a situação na conturbada região.

Esta conferência envolveu membros da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), um grupo armado que tem vindo a conduzir uma campanha armada pela secessão da região desde a independência de Angola em 1975.

As autoridades angolanas declararam que as prisões foram efectuadas “no âmbito das acções Policiais tendentes a determinar os mentores do acto banditismo e terrorista contra a Selecção Togolesa, ocorrido no dia 8 de Janeiro do ano de 2010” e acusaram os arguidos de crime de “outros actos contra a segurança Interior do estado”.

Dois outros detidos, José Benjamim Fuca e Belchior Lanso Tati, que também participaram na conferência, confessaram alegadamente serem membros da FLEC e os quatro foram todos acusados de violarem o artigo 26º da Lei Angolana dos Crimes contra a Segurança do Estado, que determina que “todo e qualquer acto, não previsto na lei, que ponha ou possa pôr em perigo a segurança do estado será punído”.

“O Artigo 26º viola os princípios da legalidade no direito penal, é vago e não permite aos indivíduos prever se uma determinada acção é ilegal. Isto significa, basicamente, que qualquer acto que as autoridades digam que é um crime será um crime, mesmo que tal não esteja especificado na lei na altura em que o crime for cometido,” comentou Muluka-Anne Miti.

“Este artigo viola claramente a legislação e normas internacionais de direitos humanos e deve ser portanto rejeitado.”

José Benjamim Fuca e Belchior Lanso Tati, que foram também acusados nos termos desta lei, devem ser libertados, a não ser que sejam acusados de um crime reconhecido como tal e lhes seja garantido um julgamento justo.

Um quinto indivíduo, André Zeferino Puati, que foi condenado nos termos desta lei no dia 11 de Junho de 2010, deve ser libertado ou julgado de novo nos termos de uma lei que satisfaça os requisitos das normas internacionais.



FIM/

Documento Público
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Para mais informação, por favor contacte o gabinete de imprensa da Amnistia Internacional em Londres, Reino Unido, pelo telefone +44 20 7413 5566 ou pelo e-mail: press@amnesty.org

International Secretariat, Amnesty International, 1 Easton St., London WC1X 0DW, Reino Unido www.amnesty.org

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AMNESTY INTERNATIONAL
PRESS RELEASE

Date 09 July 2010

Angola must free prisoners of conscience facing trial over Togo football team attack

Amnesty International today called for the immediate and unconditional release of two human rights defenders facing trial in Angola on charges linked to an attack on the Togolese football team that left two people dead and several injured.

Francisco Luemba, a lawyer, and Raul Tati, a Catholic priest, are set to face trial on charges of the crime of “other acts against the security of the state” on 12 July over the attack in the Cabinda region of Angola. Amnesty International has declared them prisoners of conscience.

Both were members of the now banned human rights organization Mpalabanda and have for many years publicly criticised the government and the Front for the Liberation of the Cabinda State FLEC - an armed group fighting for secession of Cabinda.

“These men have been arrested simply for peacefully expressing their opinion about Cabinda, by authorities that are taking advantage of the attack on the Togolese football team to crack down on human rights defenders.” said Muluka-Anne Miti, Angola researcher at Amnesty International.

“Amnesty International condemns the deplorable attack on the Togolese football team and calls on the authorities to ensure that those responsible are brought to justice.”

The Togolese football team came under fire on 8 January while travelling by bus through Cabinda to attend the Africa Cup of Nations.

Police arrested Raul Tati and Francisco Luemba shortly after the attack. The men were found with documents on Cabinda and had recently attended a conference aimed at finding a peaceful resolution to the situation in the troubled region.

This conference involved members of Front for the Liberation of the Cabinda State (FLEC), an armed group that has been leading an armed campaign for the secession of the region since Angola's independence in 1975.

Angolan authorities said that the arrests were made ‘in the context of police investigations aimed at determining the mentors of the terrorist attack against the Togo football team on 8 January 2010’ and charged the defendants with the crime of “other acts against the security of the state”.

Two other detainees, José Benjamin Fuca and Belchior Lanso Tati, who also attended the conference, allegedly confessed to being members of FLEC and all four were accused of violating article 26 of the Angolan Law of Crimes against the Security of the State which states that “all and every act, not foreseen in the law that puts at risk or could put at risk the security of the state will be punishable”.

“Article 26 violates the principle of legality in criminal law. It is vague and does not enable individuals to foresee whether a particular action is unlawful. It basically means that any act which the authorities say is a crime will be a crime even if this was not stated in law at the time the act was committed,” said Muluka-Anne Miti.

“It clearly violates international human rights law and standards and must therefore be repealed.”

José Benjamin Fuca and Belchior Lanso Tati, who have also been charged under this law, should be released unless they are charged with a recognizable criminal offense and guaranteed a fair trial.

A fifth individual, André Zeferino Puati, who was convicted under this law on 11 June 2010 should be released or re-tried under a law which satisfies the requirements of international standards.



END/

Public Document
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For more information please call Amnesty International's press office in London, UK, on +44 20 7413 5566 or email: press@amnesty.org

International Secretariat, Amnesty International, 1 Easton St., London WC1X 0DW, UK www.amnesty.org

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AMNESTY INTERNATIONAL
COMMUNIQUÉ DE PRESSE

ÉFAI
Date : 09/07/10

Amnesty International a aujourd’hui demandé la libération immédiate et sans conditions de deux défenseurs des droits humains devant être jugés en Angola pour des infractions en relation avec une attaque perpétrée contre l’équipe togolaise de football, qui a fait deux morts et plusieurs blessés.

Francisco Luemba, un avocat, et Raul Tati, un prêtre catholique, doivent passer en jugement le 12 juillet pour l'infraction d’«autres actes atteintes à la sûreté de l’État », à la suite de cette attaque qui s’est déroulée dans la région de Cabinda (Angola). Amnesty International a déclaré les considérer comme des prisonniers d'opinion.

Tous deux étaient membres de l’organisation de défense des droits humains Mpalabanda, désormais interdite, et dénoncent depuis de nombreuses années les agissements du gouvernement et du Front de libération de l'État de Cabinda (FLEC) – un groupe armé luttant pour la sécession de la province de Cabinda.

« Ces hommes ont été arrêtés uniquement pour avoir exprimé de manière pacifique leur opinion sur Cabinda, par des autorités qui profitent de l’attaque perpétrée contre l’équipe togolaise de football pour sévir contre des défenseurs des droits humains », a déclaré Muluka-Anne Miti, spécialiste de l’Angola à Amnesty International.

« Amnesty International condamne la déplorable attaque dont l’équipe togolaise de football a été victime, et demande aux autorités de veiller à ce que les responsables présumés soient traduits en justice. »

L’équipe togolaise de football a été visée par des coups de feu le 8 janvier alors qu’elle traversait la province de Cabinda en bus pour se rendre à la Coupe africaine des Nations.

La police a arrêté Raul Tati et Francisco Luemba peu après les faits. Ces deux hommes ont été trouvés en possession de documents sur Cabinda et avaient récemment assisté à une conférence visant à trouver une issue pacifique à la situation tendue que connaît cette province.

Participaient également à cette conférence des membres du FLEC, groupe menant une campagne armée en faveur de la sécession de ce territoire depuis l’indépendance de l’Angola, en 1975.

Les autorités angolaises ont affirmé que ces arrestations ont été effectuées « dans le cadre d’enquêtes de police visant à trouver les responsables de l’attentat terroriste ayant visé l'équipe togolaise de football le 8 janvier 2010 » et ont inculpé les deux hommes l'infraction d’«autres atteintes à la sûreté de l’État ».

Deux autres détenus, José Benjamin Fuca et Belchior Lanso Tati, qui ont également assisté à la conférence, auraient « avoué » être membres du FLEC, et tous quatre ont été accusés d’avoir enfreint l’article 26 de la loi angolaise relative aux atteintes à la sûreté de l’État, qui dispose que « tout acte non prévu par cette loi, qui menace ou est susceptible de menacer la sûreté de l'État, sera passible de sanctions ».

« L’article 26 viole le principe de légalité en droit pénal. Il est vague et ne permet pas aux particuliers de déterminer si un acte spécifique est illégal. Cela signifie en substance que tout acte qualifié d'infraction par les autorités sera considéré comme tel, même si cela ne figurait pas dans la loi au moment où l’acte a été accompli », a ajouté Muluka-Anne Miti.

« Cette loi est clairement contraire aux normes internationales et au droit international relatifs aux droits humains, et doit donc être abrogée. »

José Benjamin Fuca et Belchior Lanso Tati, qui ont eux aussi été inculpés au titre de cette loi, doivent être relâchés, à moins que les autorités compétentes ne les inculpent d'une infraction pénale prévue par la loi et veillent à ce qu’ils bénéficient d’un procès équitable.

Un cinquième homme, André Zeferino Puati, déclaré coupable le 11 juin 2010 en vertu de cette même loi, doit être remis en liberté ou rejugé en vertu d’une loi conforme aux exigences des normes internationales.


FIN

Document public
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Pour obtenir de plus amples informations, veuillez prendre contact avec le Service de presse d’Amnesty International à Londres, au Royaume-Uni ; tél. : +44 20 7413 5566 ; courriel : press@amnesty.org

Amnesty International, International Secretariat, 1 Easton St., London WC1X 0DW, Royaume-Uni, www.amnesty.org.

CABINDA: JULGAMENTO DE DEFENSORES DE DIREITOS HUMANOS MARCADO PARA 12 DE JULHO E SOCIEDADE CIVIL MOVIMENTA-SE

Está marcado para 12 de Julho de 2010, o julgamento dos defensores dos direitos humanos detidos em Cabinda, entre outros:
Raúl Tati, Padre Católico e Professor Universitário, foi Secretário Geral da CEAST (Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé), Vigário Geral da Diocese de Cabinda e Reitor do Seminário Maior de Cabinda. Detido a 16 de Janeiro, às 18h 30m, na Residência de Amigos.
Francisco Luemba, Advogado, Jurista e Professor Universitário. Em 2008 publicou em Portugal um Livro sobre a História de Cabinda, intitulado “O Problema de Cabinda Exposto e Assumido à Luz da Verdade e da Justiça”. Detido a 17 de Janeiro, às 6h da Manhã, na sua Residência.
e
Belchior Lanso Tati, Economista. Detido a 13 de Janeiro, às 15h, na sua Residência.
Assim, para além do encontro que defensores deos direitos humanos mantiveram a 08 de Julho de 2010 com o Provedor de Justiça, José Marcos Mavungo, activista em Cabinda, endereçou uma carta aberta ao Juiz Presidente do Tribunal Constitucional:
, Refa. 06.JMM.SCS.PJ.07.10
Cabinda, 08 de Julho d 2010

C/c-: Presidente da República - Luanda
Presidente da Assembleia Naconal – Luanda
Provedor de Justiça – Luanda
Procurador Geral da República -Luanda
Secretário de Estado para os Direitos Humanos - Luanda

À Sua Exa.
Juíz Presidente do Tribunal Constitucional
Att.: Rui Ferreira ۔ Luanda

Ref.:۔ Restrição das Liberdades Constitucionais e Processos Políticos em Cabinda

Excelência,

Eu , José Marcos Mavungo, portador do B.I. n.º 000130796CA016, venho com os meus respeitosos cumprimentos expor a Vossa Excelência assuntos que nos preocupam e afligem relacionados com a limitação de exercício das liberdades democráticas e da regressão política exercida através de processos judiciais em Cabinda.

Ao mesmo tempo, solicito as providências e os bons ofícios de Vossa Excelência com vista à normalização da situação.

1. Direito e Liberdades Democráticas
O regime das liberdades, direitos e garantias constitucionais conhece inúmeras e graves restrições. A título de exemplo posso referir o seguinte:

Reuniões são suspeitas e consideradas subversivas, quando envolvem pessoas conotadas como lideres de opinião e defensores de direitos humanos.

Por outro lado, exprimir ou defender uma opinião que não seja a favor do Governo ou do partido no poder é suspeito e passível de medidas. Exige coragem e implica riscos que poucos aceitam correr. Mais difícil ainda é organizar uma manifestação que não seja de apoio ao Governo ou ao MPLA. Tal foi o caso do impedimento abusivo da marcha contra as detenções arbitrárias em Cabinda marcada para 22 de Maio de 2010.

Por sua vez, a liberdade de associação sofre as mais severas restrições. A partir de 2004, o Cartório Notarial da Comarca de Cabinda não aceita celebrar nenhuma escritura pública de constituição duma associação ligada à defesa dos direitos humanos. Suspeita-se que exista uma prévia "autorização do SINFO” que avalia os estatutos e os fundadores em relação ao seu perfil socio-político, passado e círculo de amigos. A inexistência de associações de defesa dos direitos humanos, bem como as perseguições movidas contra defensores dos direitos humanos em Cabinda parece confirmar este fenómeno.

Paralelamente a estas limitações ilegais e inconstitucionais, exerce۔se uma verdadeira repressão política por via dos Tribunais.

2. Processos Judiciais Imparciais
A intimidação e a repressão são também, muitas vezes, exercidas por meio de processos judiciais. Essa prática desacredita o sistema da justiça, que perde a confiança do povo, e põe em causa a idoneidade, seriedade, integridade e competência das respectivas magistraturas.

O primeiro grande processo que aqui exponho é o da extinção da associação MPALABANDA. A sentença proferida em Julho de 2006, é nula por falta de fundamentação e por omissão de conhecimento ou de pronúncia, para além de outros vícios.

Apesar de tudo, o recurso interposto da iníqua sentença, em 2006 ainda não foi apreciado. Parece ter caído num poço sem fundo.

Ao processo de extinção da associação, seguiu۔se o do jornalista José Fernando Lelo. Julgado pelo Tribunal Militar de Cabinda, foi considerado como autor moral dos crimes de subversão e rebelião armada e condenado, em Setembro de 2008, a 12 anos de prisão maior. É de realçar que, além de outras irregularidades, não houve prova credível para fundamentar a condenação.

Em recurso, o Supremo Tribunal Militar, em Agosto de 2009, convolaria os crimes contra a segurança do Estado em crimes militares. Na esteira disso, absolveu o pretenso autor moral, mas elevou as penas dos 5 (cinco) co۔réus, militares das FAA, de 13 para 24 anos!

A este processo, seguiram outros que correram na vala dos crimes contra a segurança do Estado do Tribunal Provincial de Cabinda.Os arguidos desses processos eram aldeões presos na sequência de ataques da guerrilha contra as FAA, muitas vezes torturados, mantidos em detenções no Comando da Região Militar por períodos mais ou menos longos, eram depois entregues ao Procurador Provincial da República, conforme já foi divulgado em relatórios da MPALABADA, da Amnistia Internacional, da Human Rights Watch e do Departamento de Estado Norte Americano para os Direitos Humanos.

Indiciados por prática de crimes contra a segurança do Estado, as suas prisões eram validadas pelo magistrado do Ministério Público (MP). Instruídos os processos e acusados, a despeito da falta de provas, eram condenados a pesadas penas.

O caso mais recente é o processo-crime em que são arguidos os defensores de direitos humanos, Belchior Lanzo Tati, Raul Tati e Francisco Luemba, para além de outros.

A 11 de Março, foram notificados da Acusação e a 29 de Abril da Pronúncia. Ordenara۔se a apensação dos processos de instrução, estando a correr no Tribunal sob o no. 76۔B/2010. De acordo com os advogados de defesa, que se baseiam na inconstitucionalidade dos argumentos da acusação, a continuidade do processo leva a considera-los “prisioneiros de consciência”. Tal facto foi salientado na exigência de transparência do processo pela Omunga e no seu término pela Human Rights Watch.

Pelo exposto, evidencio o facto de que os defensores dos direitos humanos aqui referenciados sejam mandados em liberdade, donde, de resto nunca deveriam ter saído, fazendo assim justiça. Ademais, a permissão para que a associação MPALABANDA possa exercer as suas actividades constitui outra exigência de justiça para Cabinda.

A 10 de Junho de 2010, em Genebra, na sessão do mecanisno de Revisão Periódica Universal do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, Georges Rebelo Chikoty, em representação do Estado angolano aceitou a seguinte recomendação: “Manter um diálogo aberto com os defensores dos direitos humanos, em particular em Cabinda, onde, na sequência do recente e deplorável ataque contra a equipa de futebol togolesa, os defensores dos direitos humanos parecem ter sido detidos sem evidência de sua cumplicidade”.

Esperando que o exposto merece a atenção de Vossa Excelência, subscrevo-me deixando expressa a minha disponibilidade para poder prestar informação complementar que seja necessária.

De V. Exa.

Atenciosamente

José Marcos Mavungo

PROVEDOR DE JUSTIÇA ACOMPANHA SITUAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS EM CABINDA

COMUNICADO

PROVEDOR DE JUSTIÇA RECEBE DEFENSORES DE DIREITOS HUMANOS E ABORDA SITUAÇÃO DE CABINDA

O Provedor de Justiça, Dr. Chipilica, recebeu ontém (08 de Julho de 2010) no seu gabinete junto às instalaões da Assembleia Nacional, o coordenador da OMUNGA e o defensor de direitos humanos de Cabinda, José Marcos Mavungo.

Esta audiência foi marcada pelo Provedor de Justiça em sequência de uma carta dirigida pela OMUNGA onde denunciava a actual situação de Cabinda.

Durante o encontro, falou-se sobre:
1 – situação geral de Cabinda
2 – situação dos defensores de direitos humanos detidos actualmente e o seu julgamento
3 – impedimento abusivo pelo Governo provincial de Cabinda da marcha prevista para 22 de Maio de 2010.
4 – decisão de extinsão da associação MPALABANDA e actual processo de recurso

O Provedor de Justiça mostrou-se interessado em acompanhar a situação de direitos humanos em Cabinda.




José António Martins Patrocínio




Coordenador

06/07/2010

CAMPANHA: "DALAI LAMA COMPLETA 75 ANOS"

Caros amigos,
O Dalai Lama completa 75 anos hoje. Por muitas décadas ele nos deu esperança, dando um exemplo generoso da sua sabedoria, não-violência e compaixão por um mundo melhor.
Agora nós podemos retribuir o favor -- vamos enviar ao Dalai Lama uma homenagem de milhões de pessoas do mundo todo! Ela será entregue a ele pessoalmente em um "muro de felicitações" ao lado do templo de Dharamsala e disseminada por toda a região.
Vamos tomar um minuto para juntos homenagearmos o Dalai Lama, e fazer o seu aniversário durar enquanto as pessoas estiverem assinando! -- clique aqui para assinar o tributo -- e depois encaminhe este alerta para pessoas que gostariam de fazer o mesmo:
O líder espiritual do Tibet passou mais de 50 anos no exílio, e ele continua a pregar a paz e compaixão. Vamos compartilhar com ele o quanto ele é querido e o quanto nos inspiramos pela sua história de vida. Clique aqui para assinar a homenagem de aniversário global ao Dalai Lama:
Com esperança,
Alice, Pascal, Ben, Graziela, Paul e toda a equipe Avaaz
PS: A comunidade Avaaz tem apoiado rádios, bloggers e tecnologias para impedir a censura, para que haja uma livre circulação de informações para dentro e de fora do Tibete. Nós trabalharemos com estes parcerios nos próximos dias para garantir que as nossas mensagems de aniversário de esperança, gratidão e incentivo do mundo todo, cheguem a milhares de tibetanos e chineses.

A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 4,9 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

02/07/2010

AJPD, OMUNGA E EMBAIXADA AMERICANA: "DIREITOS HUMANOS, ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO E CONSTITUIÇÃO

NOTA DE IMPRENSA
A Associação nacional “Justiça, Paz e Democracia” (AJPD), em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos em Angola, e a OMUNGA realizam uma Palestra-Conferência subordinada ao tema «DIREITOS HUMANOS, ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO E CONSTITUIÇÃO», no dia 8 DE JULHO DE 2010, numa das salas do HOTEL MIL CIDADES, em Benguela, das 15 ÀS 18HORAS, no espaço Quintas de Debate.

O tema será apresentado pelos palestrantes, Dr.Thomas Hastings, Ministro-Conselheiro Interino da Embaixada dos E.U.A., pelo Dr. Fernando Macedo, Professor Universitário.

Objectivos:
ü Proporcionar condições propícias para um debate e análise sobre os direitos humanos, estado de direito e Constituição.
ü Contribuir para um espaço de diálogo com vista a recolher conclusões que possam influenciar a visão dos Angolanos sobre os direitos humanos, sociedade civil, Estado de Direito;
ü Criar espaço de debate sobre o Estado de Direito Democrático, direitos humanos e Constituição no actual contexto mundial e de Angola;
ü Influenciar os órgãos políticos sobre a necessidade de adequarem as suas práticas e políticas às regras e aos princípios consagrados na Constituição.
ü Envolver mais a classe académica e política de Benguela designadamente estudantes, professores e investigadores universitários, juristas, economistas, sociólogos, deputados, membros do governo; membros de direcção dos partidos políticos, líderes cívicos e religiosos e formadores de opinião nas questões de promoção dos direitos humanos e dos valores do Estado de Direito Democrático.

Benguela-Luanda, 3 de Julho 2010.

Pelas Organizações.
Manuel Malanvindele
António Ventura

ABÍLIO XAVIER: ELOGIO FÚNEBRE

Conferência Provincial da Sociedade Civil de Benguela

Grupo de Coordenação Provincial da 4ª Conferência Provincial

Elogio fúnebre

Foi com profunda dor que as Organizações da Sociedade Civil tomaram conhecimento do passamento físico, no dia 28 de Junho, na Republica da Namíbia, do nosso irmão e colega, que em vida se chamou Abílio Xavier.

Abílio Xavier, nascido aos 27 de Março de 1972, no Município do Lobito, filho de Manuel Xavier e de Celestina Bundo, concluiu o Curso pré – universitário (PUNIV) no Lobito. Posteriormente deslocou-se para Luanda, onde frequentou o 1º ano do curso de Direito, na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto.

Em 2004 regressou para Benguela onde instalou o escritório da LARDEF nesta Província, dedicando-se ao longo destes anos na luta pela defesa dos direitos das Pessoas com Deficiência, transformando-se no rosto visível dos defensores dos direitos dos seus concidadãos que vivem nesta condição.

Em 2005 participa na fundação da RAPED (Rede das Associações de Pessoas com Deficiência) tendo sido eleito Coordenador da mesma, durante o mandato de 1 (um) ano. Esta Rede é composta por 7 (sete) Associações nomeadamente LARDEF, ANDA, AMMIGA, APADV, ACPJS, ACAIDA e AAIMCD.

Deste modo a sua acção foi visível, o que permitiu que muitos de nós aprendêssemos a olhar a pessoa deficiente sem preconceitos discriminatórios. Em Outubro de 2007, na abertura da 1ª Conferência Provincial da Sociedade Civil, Abílio subiu as escadas até à Sala de Conferências da Emissora Provincial de Benguela, afim de manifestar a sua indignação em relação à selecção de um local que limita o acesso aos cidadãos com dificuldades de locomoção. Este gesto constituiu o momento de viragem da forma como muitos de nós olhávamos para este segmento da nossa sociedade. A partir dali, o movimento das Organizações da Sociedade Civil passou a ser mais abrangente. A LARDEF e outras Organizações membros da RAPED passaram a fazer parte das diferentes tarefas ao nível da Província. Neste ano, um membro da LARDEF fez parte da Delegação da Província que participou na 1ª Conferencia Nacional da Sociedade Civil, realizada em Novembro, em Luanda.

Em 2009, tendo em conta que a Província de Benguela assumira a Coordenação Nacional da 3ª Conferencia Nacional da Sociedade Civil, a LARDEF foi eleita para coordenar os trabalhos de preparação e realização das Conferencias Municipais e Provincial da Sociedade Civil em Benguela. Todo este trabalho foi realizado sob sua liderança. Nesta condição, participou também dos trabalhos de organização e realização da sessão plenária da Conferencia Nacional da Sociedade Civil em Novembro de 2009, em Benguela.

Ainda em 2009 coordenou o Projecto Kwamamako, implementado pela RAPED, que visava a assinatura de protocolo de parceria com Instituições Publicas para a observação dos direitos das pessoas com deficiência.

Abílio Xavier, foste um amigo incomparável, companheiro de luta e deixas um vazio irreparável no seio da família, colegas das Organizações da Sociedade Civil e não só. Neste momento, resta-nos reafirmar o nosso compromisso de continuidade das acções em prol da observância dos direitos das pessoas com deficiência, como a melhor forma de honrarmos os princípios que defendeste e a obra por ti iniciada para que neste País todos os cidadãos sejam iguais independentemente da sua condição física e social.

Perante este infausto acontecimento, as Organizações da Sociedade endereçam à família enlutada e aos Colegas da LARDEF, os seus mais Em 2009 coordenou o Projecto Kwamamako, virado para a assinatura de protocolo de parceria com Instituições Publicas para a observação dos direitos das pessoas com deficiência profundos sentimentos de pesar.

Que a sua alma descanse em paz.

Que Deus o tenha na sua glória.

Benguela, 2 de Julho de 2010.

Pelo Grupo de Coordenação da 4ª Conferência Provincial da Sociedade Civil


António Figueiredo
Director Executivo da APHA.

VENCEMOS PELA PROTECÇÃO DAS BALEIAS

Caros amigos,
Nós conseguimos! A proposta para legalizar a matança de baleias não foi aprovada nas negociações no Marrocos -- e nossa campanha ajudou a fazer a diferença.
Em algumas semanas nós conseguimos criar a maior petição pela proteção de baleias da história, assinada por 1,2 milhão de pessoas ao redor do mundo, e entregamos diretamente a delegados-chave na reunião da Comissão Baleeira Internacional. No final, a proibição de caça a baleias, já em vigor há 24 anos, foi mantida.
O lobby a favor da caça tentou usar favores políticos para estabelecer uma cota para a caça, mas com a pressão aumentando nas reuniões fechdas, nossa petição massiva se tornou um dos maiores temas na BBC World News, e nós trabalhamos com negociadores favoráveis à nossa causa e aliados para colocar pressão onde era mais necessário e onde chamaria a atenção do mundo.
Peter Garrett, o Ministro do Meio Ambiente australiano, recebeu nossa petição em nome dos países com o mesmo posicionamento em frente a jornalistas do mundo inteiro e disse "Muito obrigado, Avaaz. É um prazer imenso estar aqui e aceitar essa petição... Eu acredito que as vozes do mundo precisam ser ouvidas. Eu certamente as escuto hoje".
A delegação dos EUA nos recebeu falando -- "Avaaz! Nós vimos seu outdoor no aeroporto!", e delegados estavam animados discutindo nosso contador de assinaturas gigante do lado de fora das negociações, acompanhando seu crescimento até ela passar de 1 milhão de assinaturas.
Depois da reunião, um negociador europeu nos disse: "Nós conseguimos manter a proibição à caça... Eu venho checando a petição online. Eu fiquei impressionado ao ver os números aumentando tão rápido e que pessoas do todo o mundo estavam assinando".
Essa é uma vitória importante para as baleias -- e para o poder da população mundial -- juntos nós mostramos que decisões internacionais podem ser influenciadas por esforços bem direcionados vindos de pessoas de todos os cantos.
No entanto, vencer essa batalha não garante a segurança das baleias ainda -- a frota de caça "científica" do Japão já está navegando pelas brechas da Comissão Baleeira Internacional para matar centenas de baleias.
Para vencer de vez nós precisamos iniciar uma campanha pelo fortalecimento e reforma da Comissão, e nos mobilizar em países com governos a favor da caça de baleias, como o Japão -- onde o Gabinete conhece a Avaaz e onde nós já conseguimos mudanças na política ambiental no passado.
Nós podemos conseguir se pessoas suficientes doarem pequenas quantias semanalmente. Nós chegamos a 6.000 doadores regulares -- se chegarmos a 10.000 nós podemos começar a financiar a campanha no Japão e outros países-chave agora. Clique aqui para virar um mantenedor da Avaaz e fazer com que as campanhas aconteçam:
Durante os poucos anos de existência da Avaaz, nosso movimento explodiu através de uma simples idéia democrática: que a pressão popular pode ir contra e vencer interesses poderosos. Seja protegendo baleias, indo contra a corrupção, apoiando movimentos democráticos legítimos ou lutando por um acordo sobre mudanças climáticas, nós estamos nos unindo para criar uma ponte entre o mundo em que vivemos e o mundo que todos nós queremos.
Agora, se um número suficiente de nós contribuir uma pequena quantia para as campanhas da Avaaz financiadas por seus próprios membros, nós teremos a força para ter ainda mais vitórias. Clique aqui para doar agora:
Com esperança,
Ricken, Alice, Paul, Mia, Ben, Luis, David, Graziela, Milena e toda a equipe Avaaz