24/08/2010

FNJ: 34.º CONGRESSO NACIONAL

Jornalistas reafirmam defesa do diploma e decisão de não sindicalizar não diplomados
A defesa do Jornalismo como essencial à democracia e dos jornalistas como categoria fundamental para garantir o direito da sociedade à informação marcaram o 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, realizado de 18 a 22 de agosto em Porto Alegre. Destacaram-se entre as resoluções as lutas pela aprovação das PECs dos Jornalistas, pela democratização da comunicação, criação do Conselho Federal dos Jornalistas e por uma nova e democrática Lei de Imprensa, além da manutenção da decisão de não sindicalizar não diplomados. A nova diretoria da FENAJ, presidida por Celso Schröder, tomou posse no evento.
Durante os três dias de debates, painéis e miniconferências abordaram temas como o Jornalismo como necessidade social e a conjuntura nacional, a política e os conflitos sociais na América Latina, a desregulamentação das profissões no Brasil, a defesa da profissão de Jornalista e o ensino do Jornalismo, novas tecnologias e direitos autorais. Houve, também, oficinas sobre gênero, raça e etnia e enconros para tratar da organização internacional da categoria, particularmente na perspectiva dos jornalistas latinoamericanos e dos países que falam a língua portuguesa.
Já em três plenárias deliberativas foram aprovadas dezenas de propostas que compõem o Plano de Lutas da Federação Nacional dos Jornalistas para o próximo período. Dentre elas destaca-se a luta pela restituição do diploma de curso superior de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, com mais mobilizações pela aprovação das Propostas de Emenda Constitucional que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado com este objetivo. Este será, também, o centro de um Termo de Compromisso que as entidades sindicais dos jornalistas encaminharão aos candidatos à Presidência da República e aos governos estaduais com as principais reivindicações da categoria.
Também compões eixos centrais do plano de ação da FENAJ para o próximo triênio as lutas pela democratização da comunicação com a implementação das resoluções da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), pela aprovação de uma nova e democrática Lei de Imprensa, pela criação do Conselho de Comunicação Social e do Conselho Federal de Jornalistas (CFJ) e pela definição de um piso salarial e contrato coletivo nacional para os jornalistas.
O 34º Congresso Nacional dos Jornalistas aprovou, também, a manutenção da decisão de não sindicalizar e não emitir carteiras para não diplomados. Uma comissão formada por representantes dos sindicatos da categoria e da FENAJ sistematizará, até março de 2011, propostas de enfrentamento dos problemas surgidos após a fatídica decisão do STF de extinguir com a exigência do diploma para o exercício da profissão, particularmente quanto ao registro profissional.
No sábado (21/08), ao final dos trabalhos, houve solenidade de entrega da Comenda de Honra da FENAJ aos jornalistas Nilson Lage e Daniel Herz (in memorian) e a posse das diretorias recém eleitas do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul e da FENAJ, presididas respectivamente por José Nunes e Celso Schröder. Os trabalhos do Congresso de Porto Alegre foram encerrados no domingo com reunião da nova direção da FENAJ.
As principais resoluções do 34º Congresso Nacional dos Jornalistas estão sintetizadas na “Carta de Porto Alegre”, cuja íntegra segue abaixo. O conjunto das resoluções do Congresso está sendo sistematizado e será disponibilizado no site da FENAJ nos próximos dias. Deliberou-se, ainda, que o 35º Congresso Nacional da categoria, a realizar-se em 2012, será em Rio Branco, no Acre.
Carta de Porto Alegre
Os jornalistas brasileiros, reunidos em seu 34º Congresso Nacional, realizado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, de 18 a 22 de agosto de 2010, dirigem-se à Nação Brasileira para reafirmar a defesa do Jornalismo como bem público essencial à democracia e a defesa dos jornalistas como categoria profissional responsável pela efetiva produção jornalística, dentro do princípio do direito da sociedade à informação.
Há no país uma ação permanente patrocinada pelos grandes grupos de comunicação para desqualificar o Jornalismo, confundindo propositadamente a produção de informação jornalística com entretenimento, ficção e mera opinião. Igualmente, a categoria dos jornalistas sofre ataques à sua constituição e organização.
Por isso, mais uma vez, os jornalistas brasileiros afirmam a defesa da regulamentação da profissão e conclamam a sociedade a apoiar a luta pela aprovação das Propostas de Emendas Constitucionais (PECs), em tramitação no Congresso Nacional, que restituem a exigência da formação de nível superior específica para o exercício da profissão.
Os jornalistas brasileiros entendem que a luta pela regulamentação da profissão e pela democratização da comunicação é de interesse público. Por isso, pedem a continuidade da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) como instância democrática e plural de discussão e deliberação das políticas públicas para o setor.
Em seu 34º Congresso Nacional, os jornalistas brasileiros afirmam a necessidade de dar consequência às decisões da 1ª Confecom e destacam como prioridade a criação do Conselho Nacional de Comunicação como instância deliberativa, a criação do Conselho Federal de Jornalistas (CFJ) e do Código de Ética do Jornalismo e a aprovação de uma nova e democrática Lei de Imprensa para o país.
Não por acaso, no mesmo período de realização do 34º Congresso dos Jornalistas, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) reuniu-se no Rio de Janeiro para defender seus interesses empresariais, antagônicos aos da grande maioria do povo brasileiro. Falsamente, a ANJ afirma defender a liberdade de expressão e de imprensa, mas aponta para uma autorregulamentação do setor, sob o controle do patronato, em contraposição às propostas de regulação e regulamentação, por lei, defendidas pelos trabalhadores.
Os jornalistas brasileiros denunciam a exploração a que são submetidos pelos donos dos veículos de comunicação, que violam abertamente os mais comuns direitos trabalhistas. Reafirmam sua luta por melhores condições de salário e trabalho, pelo respeito à jornada diária, pela aplicação do Código de Ética da profissão, pela garantia de segurança no exercício profissional e contra a precarização das relações de trabalho. Tomam, ainda, a iniciativa de fortalecer a posição dos jornalistas no âmbito da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de outras centrais sindicais.
Além das lutas sindicais específicas, os jornalistas brasileiros se comprometem a trabalhar no combate ao racismo e pela promoção de políticas de equidade de gênero, raça e etnia na organização da categoria e na produção jornalística. Também destacam a importância de fortalecer os veículos públicos de comunicação e seus serviços noticiosos, como a Voz do Brasil, ameaçada atualmente por um projeto de lei apoiado pelas empresas jornalísticas.
As lutas da categoria no Brasil somam-se às dos jornalistas de outros países da América Latina e do Caribe, do continente africano e dos demais países reunidos na Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), que estiveram presentes no 34º Congresso Nacional.
Por fim, às vésperas de eleições gerais no país, os jornalistas brasileiros conclamam os candidatos, em nível nacional e estadual, a se comprometerem com as bandeiras da democratização dos meios de comunicação e com a defesa do Jornalismo e da regulamentação profissional dos jornalistas.
Porto Alegre, 21 de agosto de 2010

23/08/2010

Resumo do 1º dia da Conferência Nacional Sobre Desalojamentos Forçados NÃO PARTAM A MINHA CASA 29 a 31 de Julho em Benguela

SOLIDARIEDADE COM DESALOJADOS EM FRANÇA

REF.ª: OM/ __ 208 __ /10
LOBITO, 23 de Agosto de 10
À atenção do Sr Embaixador da França em Angola
L U A N D A

Nós, Associação OMUNGA informados pela rede No Vox da situação dos 190 adultos e 45 crianças expulsos do Edifício Honore Balzac, em La Courneuve, a 8 julho passado e evacuados do seu acampamento em condições extremamente violentas no passado dia 21 de julho passado, protestamos contra a violência policial, chocante e vergonhosa, e exigimos o realojamento rápido de todos os expulsos e, se necessário, a sua regularização.

Queira aceitar, Senhor Embaixador nossos cumprimentos corteses.

José A. M. Patrocínio
Coordenador Geral
OBS: Transcrevemos a baixo o link onde pode aceder ao vídeo sobre a acção da polícia francesa http://www.dailymotion.com/video/xe63l2_evacuation-de-familles-sans-logemen_news?start=7#from=embed e o apelo da No vox
Aqui em Português o apelo da No-Vox
A difundir amplamente:

Os(as) expulsos(as) de La Courneuve e a associação Direito à Habitação (DAL – Droit au Logement França), membro da rede No Vox apela à Solidariedade Internacional no protesto contra o desalojamento forçado e a brutalidade policial e exige o realojamento e, em certos casos, a regularização dos indocumentados!

No dia 08 de julho de 2010, 235 pessoas, incluindo 45 crianças, foram expulsas suas habitações no prédio Honoré de Balzac, La Courneuve, subúrbio parisiense, de um edifício condenado à destruição. Encontrando-se na rua sem habitação alternativa, essas famílias montaram barracas frente a esse edifício para pedir o seu realojamento. A 21 de julho de manhã, a polícia interveio para evacuar o campo por ordem do Prefeito de Seine Saint-Denis. A Operação policial começou pela prisão do porta-voz da Associação DAL, Jean-Baptiste Eyraud e o afastamento (?) de jornalistas presentes. O vídeo do despejo, postado na internet (link para o vídeo: http://www.dailymotion.com/video/xe63l2_evacuation-de-familles-sans-logemen_news?start=41#from=embed) mostra a violência policial. Mulheres grávidas foram brutalizadas,crianças arrastadas para o chão e pessoas feridas. Todas e todos foram conduzidos à esquedra e libertados à noite O chocante vídeo de evacuação foi largamente difundido pelos mídia, e um movimento de solidariedade internacional está em curso. Já houve uma concentração na embaixada francesa na Polónia na passada segunda-feira. Para protestar contra a violência policial, requerer o realojamento dos desalojados e a regularização dos indocumentados, as famílias e o DAL pedem a toda a rede No-Voxpara enviar e, se possível, para organizar manifestações frente `s embaixadas francesas nos países das organizações.
A petição está também on-line no site do DAL (link para este site: http://www.droitaulogement.org/petitions/index.php?petition=6)

Obrigado para enviar um e-mail para no-vox@no-vox.org para informar das acções efectuadas por cada um de vós. Lista de embaixadas e consulados de França no estrageiro: http://www.mfe.org/index.php/Annuaires/Ambassades-et-consulats-francais-al-etranger

Mais informações sobre o DAL: www.droitaulogement.org

Exemplo de modelo de fax a poder ser utilizado:
"À atenção da Sra. / Sr Embaixador da França em (país)...
Nós, (nome da organização) informados pela rede No Vox da situação dos 190 adultos e 45 crianças expulsos do Edifício Honore Balzac, em La Courneuve, a 8 julho passado e evacuados do seu acampamento em condições extremamente violentas no passado dia 21 de julho passado, protestamos contra a violência policial, chocante e vergonhosa, e exigimos o realojamento rápido de todos os expulsos e, se necessário, a sua regularização.
Queira aceitar, Senhora / Senhor Embaixador nossos cumprimentos corteses.
(a organização)"

20/08/2010

PARTICIPE NA LUTA PELA REFORMA AGRÁRIA (MST - Brasil)


PARTICIPE DA LUTA PELA REFORMA AGRÁRIA

O MST vem para as cidades nesta semana pedir apoio, mais uma vez, a todos os trabalhadores e trabalhadoras em defesa da Reforma Agrária. Queremos apresentar uma proposta de novo modelo para a agricultura brasileira, que de fato distribua a terra, ajude a gerar empregos, produzir alimentos de qualidade e a preços acessíveis aos brasileiros.
O Movimento tem como objetivo principal a luta pela democratização da terra. O Brasil tem uma das maiores concentrações de terra do mundo: mais de 43% das terras agricultáveis do país estão nas mãos de 1% de latifundiários (cerca de 50 mil proprietários, enquanto 4 milhões de famílias não tem terra para trabalhar).
Nós avaliamos que, para distribuir parte das terras improdutivas, é necessário fazer um processo massivo de Reforma Agrária. Dessa forma, as condições de vida da população das cidades também vai melhorar. Defendemos uma Reforma Agrária Popular, com a criação de agroindústrias, que possam gerar renda e criar empregos no meio rural, com a construção de escolas e universidades de boa qualidade, possibilitando que a população permaneça no campo e tenha boas condições de vida.
Por defender a bandeira da divisão da terra, a nossa luta incansável faz dos Sem Terra vítimas de uma grande campanha de criminalização da mídia e dos latifundiários. Há uma tentativa de transformar o MST em culpado pelos crimes causados pelo latifúndio do agronegócio.
Nós viemos às cidades e vamos sair às ruas para denunciar o agronegócio pela destruição da natureza, pelo uso de grande quantidade de veneno - que além de destruir o solo envenena a população – e pela expulsão do homem e da mulher do campo. Queremos também denunciar o uso de trabalho escravo nas áreas de produção do agronegócio. Um crime como esse não pode ficar impune e essas terra devem ser distribuídas para a Reforma Agrária.
Ajude a defender a Reforma Agrária. Dividir a terra é contribuir com a melhoria das condições de vida dos trabalhadores do campo e da cidade. Defender a Reforma Agrária é lutar pela preservação do meio ambiente e pelo fim da violência no campo, produzida pelas grandes empresas capitalistas e pelo latifúndio.
Participe dessa luta. Vista o boné do MST e ajude a defender essa bandeira, que não é só dos camponeses, é sua também.
Viva Reforma Agrária! Viva o povo brasileiro!
Secretaria Nacional do MST
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Acesse a página especial da Mobilização Nacional pela Reforma Agrária. Coloque o boné do MST na cabeça, divulgue e dê de presente!
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APAGOU-SE A VELA QUE ILUMINAVA AS ESCURAS (Luís Samacumbi)

Apagou-se a vela que iluminava as escuras
Frei João Domingos
O DASEP -IECA recebeu com grande consternação a noticia da morte em Portugal por doênça daquele que foi, apesar da sua idade, do volume de tarefas que lhe estavam acometidas um dos mais activos defensores da Justiça Social no nosso País. O desaparecimento do frei João Domingos sugere-nos a todos nós, Cristãos, uma reflexão sobre a sua exemplar trajectoria de vida, a sua incansável luta pela justiça social, pela paz entre os homens e pela defesa dos desfavorecidos. Num país onde escasseiam cada vez mais referencias morais e de boa conduta, a morte deste Servo de Deus, é mais uma urgência ao debate sobre os valores desta nova sociedade em construção.

Nos vários contactos que tive com ele nas sessões de trabalho do Observatório Político Social de Angola - OPSA, nas suas intervenções na imprensa ou nas suas pregações, era visivel a sua profunda influência na nossa sociedade, e a sua personalidade de homem estruturalmente verdadeiro e crente na capacidade humana de amar e amar mais o próximo. Na Igreja de Cristo, o Frei João Domingos deixa sim um grande vazio e uma imensa saudade, já que as suas ideias mas também a sua atitude coerente, solidária e comprometida com a causa da justiça, da ética, dos direitos vão continuar a ser referência. É muita pena, apagou-se mais uma vela que iluminava as escuras noites de indiferença, sinismo, hipocresia em Angola; uma biblioteca, porque da cabeça e da sua boca sairam ensinos que só foram ignorados pelos surdos e cegos do bem comum; calou-se para sempre mais uma voz profética. Uma grande biblioteca pegou fogo e os bombeiros não conseguiram extinguir.

O que dizer numa hora destas? Que palavras usar? Para que servirão tais palavras? Foi-se mais um grande companheiro e um grande homem em todos sentidos. Tentemos, no mínimo, respeitar o seu exemplo.

Como fiel, ainda me resta a esperança na vida eterna; Que Deus na sua sábia providência possa atribuir a coroa a esse servo.
Luís Samacumbi

18/08/2010

ASSOCIAÇÃO TRATADO DE SIMULAMBUCO - CASA DE ANGOLA: COMUNICADO

COMUNICADO

Mais uma vez o Governo Angolano, para Silenciar os seus Críticos e os Defensores de Direitos Humanos, atira-os para a Cadeia, ao abrigo da Lei 7/78, que colide com a actual Constituição de Angola e é contrária ao Estado Democrático e de Direito.


À semelhança do que aconteceu em Cabinda, no passado, ao Jornalista José Fernando Lelo e mais recentemente ao Dr. André Zeferino Puati, Condenado a 3 anos de Prisão Efectiva, foram agora Condenados o Advogado Dr. Francisco Luemba (5 anos de prisão efectiva), o Padre Católico Dr. Raul Tati (5 anos de prisão efectiva), o Economista Dr. Belchior Lanso Tati (6 anos de prisão efectiva), e o Ex-Polícia José Benjamim Fuca (3 anos de prisão efectiva), em Julgamento no qual Não Foram Provados, Nenhum dos Crimes que lhes foram Imputados.


Subscrevemos a Posição da Amnistia Internacional, que defende a Não Validade do Julgamento destes 4 Activistas, por considerar que a Lei Angolana contra a Segurança do Estado Não Respeita o Direito Internacional, bem como as Declarações da Human Rights Watch e de outras Organizações Nacionais e Internacionais, que têm repetidamente apelado à Revogação do Artigo 26, desta Lei 7/78, que viola Direitos Fundamentais.


A Associação Tratado de Simulambuco-Casa de Cabinda Repudia esta Acção de Silenciamento dos Defensores dos Direitos Humanos e espera que o Tribunal Constitucional, para o qual recorreram, Anule este Artigo, que mancha a imagem de um Estado Democrático e de Direito, que Angola Pretende Ser, e os Devolva à Liberdade.




Lisboa, 5 de Agosto de 2010.



A Direcção da Associação Tratado de Simulambuco-Casa de Cabinda,


Fernando Higino Henriques Lima,
Maria João Sande Lemos,
Margarida Lima Mayer,
Maria Manuela Serrano,

ASSOCIAÇÃO TRATADO DE SIMULAMBUCO - CASA DE CABINDA: SOBRE JULGAMENTO DE ACTIVISTA

Exmos. Senhores,

Começa já amanhã, dia 17 de Agosto, 3ª feira, o Julgamento em Cabinda, de mais um Activista de Direitos Humanos, detido em Fevereiro, o Engenheiro Barnabé Paca Peso, sendo a Acusação a mesma: Atentado contra a Segurança do Estado.

Os seus advogados são o Dr. Arão Tempo e o Dr. Sérgio Raimundo.

Quando da sua Detenção, em Fevereiro, foram-lhe apreendida, numa busca a sua Casa, informação sobre Cabinda, tirada da Internet, que Levou à sua Detenção.

Relembro aqui Promenores da Sua Detenção e os "Motivos Invocados", denunciados na altura (Denúncia de terça, 09-03-2010) :
1. O Engenheiro Barnabé Paca Peso Foi detido por agentes da policia da DPIC Cabinda, que lhe exibiram um Mandado de Busca

2. Vivia com uma sobrinha e dois filhos a quando da detencao

3. Foram apreendidos os seguintes Documentos

· Apontamentos manuscritos sobre o Khoto Likanda, aquando da sua formacao em 2004. Estes apontamentos foram tirados da internet por falta de impressora

· Panfletos sobre a crise na igreja Catolica

· Jornais da internet sobre s situacao em Cabinda

· Uma proposta de reconciliacao da Sociedade Civil na sequencia das divisões surgidas aquando das ultimas eleicoes Legislativas


4. Depois do primeiro interrogatorio, foi conduzido sob escolta policial ate à direccao da sua empresa para nova busca. Levaram-no em condicoes humiliantes, colocado debaixo do banco da viatura da policia.

5. Apos tres inerrogatorios, foi enviado para ser interrogado pelo Procurador Provincial adjunto ;

6. Na semana passada, instaurou-se um novo interrogatório. Nao se sabe se foi anulado o interrogatorio feito ate ca, mas parece que se recomecou a zero.

(Fim do Relato da Denúncia)

Depois do que já vimos em exemplos anteriores, com as outras Condenações dos Activistas de DH, Dr. António Zeferino Puati (3 Anos de Prisão Efectiva), Dr. Belchior Lanso Tati (6 Anos de Prisão Efectiva), Padre Católico Dr. Raul Tati (5 Anos de Prisão Efectiva), Advogado Dr. Francisco Luemba (5 Anos de Prisão Efectiva), José Benjamim Fuca (3 Anos de Prisão Efectiva), não podemos esperar melhor sorte para Barnabé Paca Peso.

Ao mesmo tempo, neste fim de semana, na Secção Audio - VOA Portuguese - Emissão Vespertina de 08/13/2010, clicando em 08/13/2010, em http://www1.voanews.com/portuguese/video-audio/ , poderão ouvir a Acusação, que "Só Agora Fizeram", ao Dr. António Paca Pemba Panzo, Detido desde Abril, Sem Acusação (Estamos em Agosto). O Julgamento deste Activista não foi ainda Marcado.

Sobre o Dr. António Panzo, vimos lembrar, que no Mandato de Busca a sua Casa, vinha a indicação de: "Busca de Material de Propaganda Hostil (Camisolas)". Não foi encontrada nenhuma Camisola, e segundo informaçãoes dadas na altura, apenas Relatórios de Violações de Direitos Humanos e Comunicados de Ongs de DH, como da AI e da HRW, tendo sido Detido, apesar de Não terem sido Encontradas as Ditas Provas, "Camisolas".

Vimos lembrar, que as "Ditas Camisolas", eram aquelas que foram feitas com os Rostos dos 6 Activistas de Direitos Humanos, anteriormente Detidos, (Dr. António Zeferino Puati, Dr. Belchior Lanso Tati, Padre Católico Dr. Raul Tati, Advogado Dr. Francisco Luemba, Engenheiro Barnabé Paca Peso-por ordem de datas de detenções), para uma Campanha de Apelo à sua Libertação;

Com a Detenção de António Paca Pemba Panzo, passaram a ser 7 os Activistas de DH Detidos.

Com os melhores Cumprimentos,

A Direcção da Associação Tratado de Simulambuco-Casa de Cabinda