A interferência da polícia nacional na realização do que já pode ser considerado com o grande movimento de intervenção cultural da periferia, o OKUPAPALA, marca claramente o desrespeito pelos direitos fundamentais.
O OKUPAPALA demonstrou como as artes e culturas são verdadeiros instrumentos de expressão e de intervenção urbana. Englobando as diversas tendências, foi-se marcando no espaço nacional e internacional.
OKUPAPALA é o movimento socio-cultural interventivo que já ninguém pode travar.
Acompanhem mais alguns momentos vividos a 30 de Novembro na Catumbela onde se pretendia realizar o show de Hip Hop:
Transcrevemos aqui a segunda parte do registo do ambiente que se sentiu na Catumbela, aquando da intervenção da polícia nacional para impedir o show de Hip Hop.
Pedimos a atenção que as imagens não são da melhor qualidade. Pretendemos apenas transmitir o ambiente vivido na altura. Acompanhem:
Dentro do OKUPAPALA, 1.º ENCONTRO INTERNCAIONAL DE ARTES E CULTURAS URBANAS, tentou-se organizar pela segunda vez, a 30 de Novembro, o grande show de Hip Hop alternativo.
O primeiro show foi impedido a 12 de Novembro de 2011. Nessa altura, conseguiu-se alterar de forma "camuflada" o local para um espaço descampado perto do B.º Do Santa Cruz. Mesmo com a presença de agentes da polícia, conseguiu-se avançar com o concerto.
Naquela altura, todo o trabalho de preparação do OKUPAPALA envolveu o representante da secção municipal da cultura do município da Catumbela. À última da hora, a Administração Municipal da Catumbela solicitou que se formalizasse por escrito. Por esse motivo, a OMUNGA enviou uma carta a 10 de Novembro. A resposta da Administração Municipal veio mais tarde argumentando que não deu resposta por ter recebido a devida carta tardiamente. Depois da primeira intervenção da polícia. Nessa altura, endereçou-se uma nova carta a remarcar para 29 e 30 de Novembro. Não houve resposta.
De forma mentirosa, a polícia argumenta que a administração não tem conhecimento da actividade. Envolveu-se na acção policial, primeiro o dito comandante municipal da polícia da Catumbela e posteriormente agentes do comando municipal da polícia do Lobito. Os dois municípios intervieram com a polícia para impedir o espectáculo da Catumbela. Afinal quem manda e quem está interessado na proibição destas actividades? Acompanhem:
O poeta e declamador FRIDOLIM KAMOLA KAMWE esteve também presente no grande show de Hip Hop que se realizou a 09 de Dezembro no ex. Centro 16 de Junho.
Este espectáculo enquadrou-se dentro do OKUPAPALA: 1.º ENCONTRO INTERNACIONAL DE ARTES E CULTURAS URBANAS:
O grande show de Hip Hop que se realizou a 09 de Dezembro no ex Centro 16 de Junho, dentro do OKUPAPALA contou com a presença de vários convidados vindos de Luanda.
Num ambiente animado, os jovens transmitiram as suas mensagens que se misturaram com as reclamações dos jovens moradores desta comunidade que vivem em tendas há mais de 4 anos. Acompanhem:
A 09 de Dezembro, realizou-se mais um show de Hip Hop dentro do OKUPAPALA - 1.º ENCONTRO INTERNACIONAL DE ARTES E CULTURAS URBANAS. O ex. Centro 16 de Junho, localizado no B.º da Lixeira/27 de Março foi o local escolhido para esta actividade.
No ex. Centro 16 de Junho encontra-se uma comunidade de mais de 200 pessoas. Aqui encontramos desde há mais de 4 anos, uma dezena de tendas e outras modestas construções. Uma comunidade de jovens que viviam nas ruas do Lobito, foram para aqui transferidos dentro de um projecto da Administração Municipal do Lobito com a promessa de virem a ter casas. A luta destes jovens pela sua dignidade e pelo seu chão, ainda continua.
O grupo "FAMÍLIA ETERNA", foi um dos representou o Hip Hop do Lobito. Acompanhem:
A 5 de Setembro de 2008, realizaram-se as segundas eleições legislativas em Angola. As urnas deram a maioria ao MPLA, com mais de 80% dos votos.
O desequilíbrio político-partidário resultante e o novo figurino da Assembleia Nacional, traz grandes desafios à Sociedade Civil (SC) angolana.
Entender o que aconteceu nas últimas eleições e o que deverá ser feito a partir de agora para a consolidação de um verdadeiro processo democrático, obriga-nos a alargar o espaço de debate e de participação popular.
As instituições da SC devem assim, assumir-se perante o quadro político, incentivando a criatividade crítica, o diálogo, a abordagem honesta e actualizada.
Com a ideia de estimular o espaço de debate, o OMUNGA em colaboração com outras instituições da SC, decidiram levar a cabo um programa de debates consecutivos que terá o seu início a 13 de Novembro.
QUINTAS DE DEBATES pretende juntar diferentes visões sobre temas da actualidade como política, economia e sociedade.