17/06/2012

MARCOLINO MOCO, EM CONFERÊNCIA DE IMPRENSA: DESUMANIDADE NAS DEMOLIÇÕES DO LUBANGO

Caras amigas e amigos jornalistas
e todas as entidades individuais e colectivas aqui presentes,

Como constou do convite que vos enderecei, de que vos agradeço desde já a presença, é a situação flagrante de violação dos direitos constitucionais e de direitos humanos no Município do Lubango, Província da Huila, por quem os devia proteger, que aqui nos junta.
Como é do domínio público, para além de docente universitário, a minha actividade principal é hoje a de advogado no sentido técnico-jurídico previsto na Constituição e na lei. Também é do domínio público que o meu passado confere-me naturalmente o estatuto daquilo que é vulgarmente chamado de homem político no sentido estrito do termo.
Não é nem na primeira nem na segunda condição que me encontro aqui. Na primeira porque nessa condição impõe-me a deontologia que não fale publicamente de processos judiciais pendentes em que esteja envolvido; na segunda porque quem me acompanha de perto sabe que por vontade própria, suspendi momentaneamente a minha actividade político-partidária no sentido estrito do termo de forma séria e comprometida.
Porém, devem todos saber que é constitucional e internacionalmente facultado a qualquer cidadão vivente num país democrático e de direito, participar directamente nos seus assuntos públicos, dentro dos marcos da lei.
É o que me traz aqui hoje, para compartilhar convosco, como homens da imprensa e outros ligados à problemática da defesa dos direitos humanos e da dignidade humana, ideias sobre o caso enunciado.
Serei telegráfico para vos poupar tempo (e dinheiro, “como dizia o outro”).
O que se passa hoje no Lubango, em termos do respeito aos direitos fundamentais consagrados na Constituição da República de Angola e da legislação atinente aos direitos humanos ratificados pelo nosso Estado, brada aos céus, como se costuma dizer.
Estou a referir-me apenas a forma como moradores de certos bairros, têm sido transladados da cidade do Lubango para os arredores, onde são obrigados a ocupar terrenos completamente arborizados, sem qualquer tipo de infra estrutura, porque destinados ao pasto de gado de habitantes locais, por sua vez despojados dos mesmos, sob o pretexto de que a terra pertence ao Estado. Provas sobre isso estão vivas na memória de muitos, que se devem recordar do caso TChavola, de 2010, que levou a Assembleia Nacional a fazer deslocar para a Huila, uma delegação chefiada pelo deputado Higino Carneiro, em que foi recordada uma Resolução clara desse órgão sobre o que se deve fazer nessas condições, na base de irregularidades que tinha havido também em Luanda.
Não obstante isso, o mesmo se passou, pouco depois, e no mesmo ano, com populações que foram transladadas para TChimúcua, todos eles a verem as suas casas onde viviam há gerações, por isso protegidos pelo Direito Civil, a serem demolidas em nome de projectos (CFM e uma zona ribeirinha) que até hoje, dois anos passados mal arrancaram, sem a indemnização justa, prevista no artigo 37º da Constituição. Mas o que mais arrepia qualquer mente humana não é a questão material; é a forma desumana, quase polpotiana, como isso é feito, com prejuízos incalculáveis, para a dignidade humana em geral, com repercussão para aspectos concretos como a saúde das mulheres-mãe, velhos e crianças em geral, a escola para os filhos, o emprego, o transporte, falando-se mesmo em óbitos que tiveram que ser interrompidos e em mortes provocadas por esses eventos.
Mas o que me traz aqui, hoje, é que depois de um envolvimento pessoal, em que ultrapassei facilmente a ideia propalada de que há um padre (o Padre Pio) que tem estado a empolar as coisas; porque andei no terreno, conversei com toda a gente, sem exclusão de nenhum interessado, culminando com contactos ao mais alto nível nacional, para impedir uma terceira edição dessas tragédias humanamente provocadas, em pleno tempo de paz;
Neste momento, os do Bairro (por ironia) Agostinho Neto (outra ironia dramática é que esses vão para o mato TChitunho=buraco, enquanto os outros foram para TChavola=podre), estão a ser vítimas da mesma sorte trágica, como podem atestar algumas fotografias tiradas às escondidas, devido a repressão de forças colocadas no terreno, sem o conhecimento do Ministro do Interior, que teve a amabilidade de me receber e conversar longamente comigo sobre o assunto anteontem, numa altura em que a astúcia maquiavélica como os actos foram preparados, já não lhe permitiram informar-se e intervir a tempo.
Haveria muitos pormenores a referir, mas não posso abusar do vosso tempo. Irei escrever sobre o assunto na minha página Net, www.marcolinomoco.com
Obrigado,
 e espero por vossas quetões, sobretudo relacionadas com os aspectos jurídico-constitucionais da matéria.

16/06/2012

OMUNGA ENVIA CARTA A SECRETÁRIO PARA A INFORMAÇÃO DO MPLA: PLÁGIO E VIOLAÇÃO À LEGISLAÇÃO ELEITORAL

REFª: OM/  162. / 2012
Lobito, 12 de JUNHO de 2012
C/c: Exmo. Sr. Procurador-geral da República – LUANDA
       Comissão Nacional Eleitoral (CNE) – LUANDA
        Conselho Nacional da Comunicação Social – LUANDA

Ao Exmo. Sr.
Secretário para a Informação do MPLA

                                             L U A N D A

ASSUNTO: CARTA ABERTA SOBRE VIOLAÇÃO DA LEGISLAÇÃO ELEITORAL E PLÁGIO DA CAMPANHA DA OMUNGA “POR UMA ANGOLA LIVRE”

A OMUNGA é uma associação angolana de promoção e proteção dos Direitos Humanos, não governamental, sem fins lucrativos e apartidária cuja constituição foi publicada no Diário da República N.º 156, III.ª Série de 27 de Dezembro de 2006. Tem a sua sede na cidade do Lobito, B.º da Luz, Rua da Bolama, n.º 2, província de Benguela. Tem ainda o estatuto de Observador da Comissão Africana dos Direitos do Homem e dos Povos.
Como é do conhecimento público, a OMUNGA leva a cabo a campanha “POR UMA ANGOLA LIVRE” contra a proibição, repressão e criminalização das manifestações, estando a ser desenvolvida através da internet na página do facebook https://www.facebook.com/PorUmaAngolaLivre  desde 28 de Março de 2012.
Com bastante preocupação, começámos a deparar que na página do facebook denominada MPLA  https://www.facebook.com/groups/157195617662274/383554928359674/ , a partir deste mês, começaram a ser postados cartazes pelo internauto que se denomina Yuri Magalhães que, de forma abusiva e criminosa, plagiam o logotipo da campanha POR UMA ANGOLA LIVRE, transformado em POR UMA ANGOLA EM PAZ. Para além deste ato criminoso, tais cartazes utilizam de forma abusiva e desrespeitosa o logotipo da associação OMUNGA. Por último, tais cartazes, utilizam a imagem sem a devida autorização, de figuras envolvidas na campanha da OMUNGA, às quais se tenta de forma induzida atribuir declarações falsas que culminam com o convite ao voto no vosso partido, como Marcolino Moco, José Patrocínio, José Gama, Pedrowski Teca, entre outros. Utilizam, da mesma forma, de forma desrespeitosa e criminosa figuras importantes como os escritores Pepetela e Agualusa (cópias em anexo)
Por outro lado, foi criada a página no facebook POR UMA ANGOLA EM PAZ (https://www.facebook.com/groups/157195617662274/381844785197355/#!/pages/Por-Uma-Angola-Em-Paz/401194303265283 ) desde 6 de Junho de 2012, que constitui crime grave de plágio da campanha da OMUNGA, onde os referidos cartazes também têm sido postados.
Para além de se ter questionado pela via da rede social do facebook personalidades importantes ligadas ao vosso partido como Bornito de Sousa, José Mena Abrantes e João Melo, também o Club K publicou uma matéria sobre o assunto a 05 de Junho de 2012, em OPINÃO, com o título “O MPLA plagiou a campanha da OMUNGA.” (http://www.club-k.net/index.php?option=com_content&view=article&id=11500%3Ao-mpla-plagiou-a-campanha-da-omunga-pedrowski-teca&catid=17%3Aopiniao&Itemid=124)
A nossa preocupação aumenta com o facto de não termos apercebido de qualquer reação e posicionamento por parte do vosso partido.
Nesta conformidade, devemos desde logo, para lém de tais atitudes constituirem ações de responsabilização criminal, viola a alínea g) do artigo 8.º (Deveres), do Capítulo II (Disposições Especiais) da Resolução  n.º 7/12 de 23 de Março, “Código de Conduta Eleitoral”:
Os militantes e simpatizantes de um partido político ou coligação de partidos políticos devem:
g) abster-se da prática de atos contrários à ética eleitoral, à democracia, à lei e aos bons costumes.”
Interessa lembrar que o MPLA é responsável pelos factos ocorridos de acordo à Lei n.º 36/11 de 21 de Dezembro, Lei Orgânica Sobre as Eleições Gerais, conforme o seu artigo 67.º (Responsabilidade civil)
  1. Os partidos políticos e coligações de partidos políticos, candidatos e seus proponentes são civilmente responsáveis, nos termos da lei, pelos prejuízos diretamente resultantes das atividades de campanha eleitoral que hajam promovido.
  2. Os partidos políticos e coligações de partidos políticos,candidatos e seus proponentes são tambémr esponsáveis pelos prejuízos resultantes de ações provocadas pelo incitamento ao ódio e a violência no decurso das atividades de campanha eleitoral
De acordo à mesma lei, no seu Capítulo II (Propaganda Eleitoral), artigo 70.º (Definição), deve-se entender:
A propaganda eleitoral consiste na atividade de animação, divulgação ou publicação de textos ou de imagens, por meios designadamente sonoros ou gráficos, que visem a realização dos objectivos da campanha eleitoral.
Lembramos ainda que, os atos aqui denunciados, violam ainda o artigo 62.º (Abertura e termo da campanha), da citada lei: “A campanha eleitoral é abertura 30 dias antes da data que antecede a do dia do escrutínio e termina às 00 horas do dia anterior ao marcado para as eleições.”
Tomando em consideração tudo aqui exposto e a gravidade dos atos denunciados, a associação OMUNGA exige um esclarecimento formal e público por parte do Sr. Secretário para a Informação do MPLA.
Ao mesmo tempo exige a tomada de todas as medidas que concorram para a eliminação da circulação dos referidos cartazes aqui denunciados na página do facebook MPLA.
Exige ainda, o encerramento definitivo da página do facebook POR UMA ANGOLA EM PAZ, pelas razões aqui apresentadas.
A OMUNGA sente-se no direito de recorrer às diferentes instituições aqui em cópia caso não sejam satisfeitas as suas reclamações com o propósito de repor a legalidade e de construir um clima de paz para o pleito eleitoral que terá lugar a 31 de Agosto de 2012.

José António M. Patrocínio
Coordenador

12/06/2012

CONTINUAM AS DEMOLIÇÕES NO LUBANGO: ACC VOLTA A DENUNCIAR

Esta manhã (12 de Junho de 2012), a partir das 4H00, um destacamento da polícia de mais de 20 polícias armados e fardados, mais uns poucos à paisana, postaram-se na zona do Arco-Iris. Seguiram-se-lhes os tractores que iniciaram, a partir das 5H00, a demolir as casas. No total, foram demolidas 8 casas, todas elas com cobertura. Somente para recordar que ontem foram demolidas 3 casas com cobertura. Em todas estas casas, a maior parte dos bens ficou entre os escombros, tendo os populares retirado somente o que era possível salvar.
Depois de iniciar as demolições, quando os populares iniciaram a interrogar os agentes da polícia, estes, entre eles um civil, fizeram tiros ao ar, totalizando três tiros.
Foi igualmente demolida Igreja Evangélica Pentecostal do Poder de Deus em Angola. 
Neste momento, alguns líderes prepararam uma nota de protesto para ser entregue ao Governado Isaac dos Anjos.
Mais noticias se irão seguir.




À
SUA EXCELÊNCIA SR.GOVERNADOR
PROVINCIAL DA HUILA
ENGº.ISAAC FRANCISCO MARIA DOS ANJOS


            LUBANGO

C/C:

9ª Comissão da Assembleia Nacional
Dignissimos Deputados do Circulo Provincial Eleitoral da Huila
S.Excia.Sr.Procurador Geral da República na Huila
Arcebispo Metropolita do Lubango
Arcebispo Emérito do Lubango
1º Secretário Provincial do MPLA na Huila
Comandante Provincial da Polícia Nacional
Comandante Municipal da Polícia Nacional
Administrador Municipal do Lubango


ASSUNTO: NOTA DE PROTESTO


Excia Sr.Governador Provincial da Huila,

ACC, Associação Construindo Comunidade, com sede na cidade do Lubango, província da Huila, Bairro Dr. António Agostinho Neto ex-Lage/Lubango constituída a 22 de Julho de 2003, e com publicação no Diário da República, a 15 de Outubro de 2004, Membro da Comissão Africana para os Direitos Humanos e dos Povos da União Africana com o registo nº 391, observa com preocupação a forma como se desenrola o processo do desalojamento forçado e as demolição das residências no bairro Dr.António Agostinho Neto, tendo constatado que as mesmas continuam em contravenção  com a Constituição da Republica de Angola e as demais leias ordinárias e tratados internacionais.

Deste modo e  tendo consultado outras organizações e personalidades ligadas aos Direitos Humanos vem por este meio pronunciar-se nos seguintes termos:

 Não concorda com o processo e está consternada com o facto de reiteradas vezes ter apelado a melhor negociação para o processo, contudo, sem efeito, pois constata no terreno que as demolições sempre foram avante;

Os três mil tijolos, colocados como condição para demolir a casa, não são suficientes para poderem preencher os requisitos que a lei contém e as práticas mundiais orientam;

Não se compreende como um Governador, possa  levar avante tal campanha de reiteradas demolições, lutando contra o seu próprio povo, pois o desenvolvimento deve pensar-se com aqueles que poderão beneficiar dele e não o contrário.

 Não se percebe como V.Excia afirma ser cristão, mas se Deus é o Deus da Vida (João 10, 10), não compreendemos que um cristão, obediente à palavra da Vida, venha a pôr em risco a vida de centenas de cidadão, sendo a vida um dom divino;

 Protestamos contra o a forma e o tempo em que tudo acontece. Como se pode mandar as pessoas, somente com promessa de tijolos, ao relento, em tempo de cacimbo?


Num tempo em que muitos casos têm sido julgados por tribunais especiais a nível do mundo inteiro, admira essa contumácia de partir casas, sem saber que um dia, tal pode ser levado a fóruns judiciais internacionais, com danos para a memória pessoal e colectiva para seus autores morais e materiais;

ACC serviu muitas vezes de amortecedor, para acalmar que não houvesse manifestações, da parte de outras vítimas deste tipo de acções, no caso as populações da Tchavola e Tchimukwa, mesmo sabendo que tais comunidades tinham toda a razão de protestar. Porque verdade seja dita, nenhum ser humano merece tais condições de humilhação.


Assim sendo, e porque somos pela defesa dos Direitos Humanos e pela dignidade dos povos, nos propomos, em face do que acontece hoje às populações desta tragédia:

Organizar, em data própria, uma manifestação contra as demolições, em conjunto com membros da sociedade civil huilana e com organizações angolanas,  para recordarmos e honrarmos todas as vítimas, sobretudo os falecidos, e outros que sofreram das agruras de uma decisão injusta que é sabido, ser de sua agenda pessoal e pressionar o Governo para indemnizar, em consonância com a lei;

Informar todas as Agências das Nações Unidas, bem como à União Africana, junto da qual, temos o nosso assento de Observador, na área dos direitos humanos sobre a prática desumana de partir as casas que faz cultura no seu pelouro;


Reiterar continuamente que V.Excia oriente a Polícia nacional a ter calma e não praticar nenhum acto violento, sob o risco de manchar ainda mais o nome do Estado angolano que procura superar o espectro de violador de direitos humanos junto ao Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas e da União Africana, sem excluir outros fóruns internacionais e regionais;

Intentar um processo-crime contra as demolições no Lubango, para que ao menos, possamos proteger os inocentes e ressarcir alguns dos danos que as vítimas sofreram. Estamos decididos a ir até aos fóruns judiciais internacionais, se para tanto for necessário.


O sector em que a situação é muito mal é o da habitação. Mais de 70% das famílias angolanas não têm casa condigna. Neste domínio teremos que fazer um grande esforço, eu diria um esforço gigantesco para revertermos a actual situação.” (Presidente da República, José Eduardo dos Santos, aquando da Cerimónia de Abertura do Ano Parlamentar da Assembleia Nacional em 2011.


Lubango, aos 12 de Junho de 2012.







ACC -  Associação Construindo Comunidade

___________________________
Pe.Jacinto Pio
(PRESIDENTE)

Bairro Dr.Antóno Agostinho Neto(Lage).
Telefone Nº00 244 261220519

A CORRIDA ELEITORAL E O DESEMPENHO DA MÉDIA PÚBLICA SERÁ DEBATE NO QUINTAS DE DEBATE DE 14.06.2012

Eleições constituem um factor e característica muito importante da democracia.
É um processo que envolve actores políticos, cívicos e o povo, que na opinião de muitos autores, constituem o elemento mais importante neste.
A qualidade de informação que o cidadão tem define a qualidade de participação do mesmo nesse processo.
A comunicação social, principalmente a pública, tem a missão de proporcionar equilíbrio, oportunidade e igual tratamento aos partidos concorrentes para que os cidadãos conheçam os programas ou propostas de governação daqueles e consequentemente poder votar para o que mais convier.
A pergunta não cala: é ou não imparcial a media pública em Angola?

A Associação OMUNGA realiza no próximo dia 14 de Junho do ano em curso, o seu programa quinzenal QUINTAS DE DEBATES. O referido programa, visa proporcionar espaços de diálogo aberto, despido das cores partidárias e juntar visões diferentes sobre temas diversos ligados à política, economia e sociedade.
O programa QUINTAS DE DEBATES, acontece com as atenções viradas às eleições previstas para este ano de 2012, transparência, corrupação e boa governação em Angola.

 Com o tema “A CORRIDA ELEITORAL E O DESEMPENHO DA MÉDIA PÚBLICA”, será prelector DOMINGOS DA CRUZ, escritor. O debate vai acontecer NA ESPLANADA DO HOTEL MOMBAKA, em Benguela, a partir das 15 horas. Haverá ainda o lançamento e venda de um livro sobre o mesmo assunto.

Acompanhe ainda a transmissão em directo pela Rádio Diocesana de Benguela (http://www.rdbacacias.net/)

Todos estão convidados a participar no dia 14 de Junho de 2012, a partir das 15 horas.



LOBITO, 11 de Junho de 2012

10/06/2012

COMUNIDADES ORGANIZAM-SE PARA PROCESSOS NEGOCIAIS COM AS AUTORIDADES, EM SITUAÇÃO DE DEMOLIÇÕES E DESALOJAMENTOS FORÇADOS NO LOBITO

Com o objectivo de reforçar as bases organizativas para o empoderamento das comunidades vítimas e na eminência de demolições e desalojamentos forçados, no processo de negociação com as autoridades governamentais, foi realizado no passado dia 06 de Junho, do ano corrente, nas instalações da Associação OMUNGA, um encontro com os representantes da comunidade 27 de Março que fica defronte ao Instituto Politécnico do Lobito. Os facilitadores foram o Carlos Aragão, a Isabel Zeca e o Naturino.
Dentre várias actividades, o ponto fulcral da agenda, foi a descrição dos parâmetros para a eleição da Associação dos Moradores daquele bairro, enquanto porta-voz da comunidade nos processos de negociação com o governo.
Durante o encontro, os representantes da comunidade do 27 de Março, definiram os Termos de Referência e o Modelo do Corpo Diretivo a ser eleito nos próximos dias. A atividade principal deste grupo é ser o interlocutor legítimo da comunidade junto do Governo, sem descartar a condição de consultar todos moradores daquele bairro, antes de tomar qualquer decisão afeta ao coletivo, principalmente as implicadas nas intenções de demolições e desalojamentos forçados.
As vantagens e desvantagens do Associativismo, foi o primeiro tema de discussão com que os moradores tiveram contacto.
Vale referenciar que, a Comunidade do 27 de Março defronte ao Instituto Politécnico do Lobito, Zona Alta da cidade do Lobito, está em risco de perder as suas casas desde 2010, com a justificação que o local constitui Reserva Fundiária do Estado e no referido espaço serão construídos Condomínios.
08 de Junho de 2012
Isabel Zeca,

07/06/2012

OMUNGA: TERMINA MAIS UMA OFICINA DE INFORMÁTICA

A OMUNGA desde há vários anos que tem desenvolvido oficinas gratuitas de informática. Têm o objetivo de facilitar ferramentas que permitam ter acesso à informação através das novas tecnologias.
Até ao momento a oficina de informática tem conseguido dar respostas às expectativas, não deixando de frisar que de 07 de Fevereiro a 13 de Maio de 2012 tivemos 29 pessoas que se beneficiaram da formação, com as idades entre 14 e os 59 anos, divididos em 4 turnos, sendo 2 no período da manhã (das 08h às 09h50 e das 10h00 às 12h00) e 2 no período da tarde (das 13h00 às 14h50 e das 15h00 às 17h00).
Os beneficiários são provenientes de diferentes bairros do Lobito assim como Cabaia, Bela vista, São João, Santa Cruz, Liro, Caponte, Restinga e do Bairro da Luz e também do município vizinho da Catumbela.
Podemos dizer que tiveram um bom aproveito apesar das dificuldades (falta de energia e problemas com os computadores) no decorrer da formação. Muitos deles nunca sonharam estar frente-a-frente com um computador, ou seja, estar ligado ao mundo da modernização. Foi assim que alguns dos formados passaram a informação a outras pessoas, passando assim a incentivar outras pessoas a procurar o OMUNGA para obterem informações acerca das Oficinas.

05/06/2012

CRIANÇADA KURTE NO MÊS DA CRIANÇA: AJS, CRB, HABITÁFRICA E OMUNGA JUNTAS EM PROGRAMA INFANTIL

A AJS, CRB, Fundação Habitáfrica e a OMUNGA decidiram elaborar um programinha conjunto para o mês de Junho. As atividades começaram a 3 de Junho, no Bairro do Santa Cruz. Contou com concursos de dança e canção para além de outros atrativos. O programa conta com sessões de projeção de filmes infantis, partidas de futebol e excursões que envolvem crianças dos bairros da Lixeira, Santa Cruz e Bairro da Luz, do Lobito e da Damba Maria (Benguela). A atividade esteve bastante animada, acompanhem as fotos: