17/07/2015
16/07/2015
CEMITÉRIO DO LOBITO AO VERDADEIRO ABANDONO
Não há mais respeito
pelos mortos?
Cemitério
municipal do Lobito em situações precárias.
O cemitério de
um dos municípios mais importantes de Angola em situações altamente inaceitáveis.
A informação veio a ser descoberta, quando no passado 16 de julho, as
organizações da sociedade civil deste município visitaram à casa municipal dos
mortos, e ficaram chocados pela forma que viram e ouviram sobre aquele local e
sobre as pessoas que lá trabalham.
O local não
beneficia de qualquer vedação, e qualquer pessoa pode confundir o cemitério como uma área abandonada
devido à altura do enorme capim que cobriram as campas; O escritório/casa onde
os coveiros recebem as famílias em infelicidade para registarem os entes a
enterrar, foi construída à base de ferro velho, papelão, migalhas de chapas,
esteiras, bidons, e outros plásticos apanhados no lixo; Os coveiros já estão há quase 3 anos sem
salário e a única ajuda que recebem do governo é água (que nem sempre tem).
Os coveiros não
têm dinheiro para comprar comida para as suas casas, pelo contrário dependem
das suas mulheres, camponesas para serem sustentados visto que há 3 anos que não
vêm sequer uma nota vinda do seu empregador;
São pessoas maiores de 50 anos,
que deviam estar já na reforma. Segundo eles não receberam nenhuma informação
sobre a mudança do local de atendimento muito menos sobre a data em que vão
receber os seus subsídios, e a última vez que tentaram entrar em greve os
outros foram demitidos.
O
representante do Ciclo Rastafari da Benguela (CRB) também mostrou o seu
descontentamento, dizendo que aquela condições são altamente péssimas, e não se
acredita que ainda existam funcionários do governo naquelas condições.
Reportagem de Domingos Mário
Revisão de José Patrocínio
OMUNGA APOIA SEM RESERVAS MANIFESTAÇÃO CONTRA DETENÇÃO DE ACTIVISTAS EM ANGOLA
Lobito, 16 de Julho
de 2015.
NOTA PÚBLICA
MANIFESTAÇÃO EM
LUANDA PARA 29 DE JULHO DE 2015
A associação OMUNGA vem pela
presente demonstrar a sua indignação em relação à exigência por parte do Governo
Provincial de Luanda, de prova de "existência legal" aos promotores
da manifestação prevista para 29 de Julho de 2015, pelas 15 horas, em Luanda.
Tal posição consta da carta
do Director de gabinete do Governador Provincial de Luanda, datada de 14 de
Julho e com a Refª 2732/GAB.GOV./2015, fazendo referência ao conteúdo da Lei de
Reunião e de Manifestação. A mesma exigência é referida como condição para que "a
referida manifestação seja autorizada por S. Exa Governador Provincial de
Luanda".
Havendo a necessidade de se
fazer os devidos esclarecimentos, a OMUNGA considera o referido acto como um
autêntico abuso de poder por parte do Governador Provincial de Luanda e uma
evidente violação da Lei, já que de acordo à citada Lei sobre o Direito de
Reunião e das Manifestações:
Artigo 1º - Garante a todos
os cidadãos o direito de manifestação, nos termos da Constituição e da citada
Lei;
Artigo 3º - Garante a todos
os cidadãos o direito de manifestação "independentemente de qualquer
autorização";
Artigo 6º - Exige que os
promotores de uma manifestação informem por escrito, 3 dias de antecedência,
dirigindo-se ao Governo Provincial, apontando o horário, o objecto da
manifestação e o percurso. Deve ter 5 assinaturas dos promotores com a
indicação da profissão e morada.
Lembramos que a referida
manifestação deverá ser realizada sob o lema "Chega de prisões arbitrárias e
perseguições políticas em Angola".
Para além da OMUNGA
demonstrar mais uma vez a sua solidariedade para com os activistas detidos em
Luanda e em Cabinda, apoia veementemente a iniciativa para a realização da
referida manifestação e exige do Governador Provincial de Luanda que reveja a
sua decisão e apela a todas as instituições como Polícia Nacional e os Serviços
de Informação e Segurança do Estado para que tomem todas as medidas de
protecção dos manifestantes, como os obriga a Constituição de Angola e evitem
as ameaças, perseguições, agressões e detenções dos mesmos.
A OMUNGA ainda aproveita para
reconhecer os diferentes actos de solidariedade para com os detidos, vindos de
organizações nacionais e internacionais da sociedade civil e de
individualidades como dos escritores José Eduardo Agualusa e Nelson Pestana Pepetela e apela a toda a
sociedade civil, com especial destaque para as organizações de Direitos
Humanos, apoiarem a iniciativa de realização da manifestação a 29 de Julho,
pelas 15 horas no Largo da Independência, em Luanda.
CHEGA DE PRISÕES ARBITRÁRIAS E PERSEGUIÇÕES POLÍTICAS EM
ANGOLA
José Patrocínio
Coordenador
08/07/2015
CASA CIVIL COMPROMETE-SE EM ACOMPANHAR O CASO MAS AINDA NÃO TOMOU POSIÇÃO SOBRE A DETENÇÃO DE MARCOS MAVUNGO
GRUPO DE APOIO AOS PRESOS
POLÍTICOS ANGOLANOS
C O M U N I C A D O
O Grupo de Apoio aos Presos Políticos foi recebido hoje por técnicos da
Secretaria para Assuntos Judiciais e Jurídico da Casa Civil da Presidência da República.
O encontro deveu-se ao facto do GAPPA ter escrito uma carta ao Presidente
da República a solicitar a sua intervenção no sentido da libertação do
activistas dos direito humanos José Marcos Mavungo, detido a 14 de Março em
Cabinda, quando pretendia organizar uma manifestação sobre a “ violações de
direitos humanos em Cabinda”.
De acordo com os assessores o referido secretariado necessitava de mais
informações sobre o caso para melhor compreensão e decisão sobre o assunto.
Durante o encontro foram entregues cópias dos requerimentos dos Advogados
remetidos ao Tribunal Provincial e Procuradoria-Geral da República em Cabinda.
Embora o grupo tenha ficado de remeter outros documentos relativos ao
assunto, lamenta o facto da Presidência da República não ter tomado nenhuma
posição pública sobre o assunto.
Atendendo a ausência de provas convincentes, vícios processuais e ao estado
alarmante de saúde, o GAPPA reitera publicamente a sua preocupação em relação a
manutenção da detenção de José Marcos Mavungo e exige a sua libertação incondicional.
Luanda aos 08 de Julho de 2015
07/07/2015
GAPPA VAI ENCONTRAR-SE COM CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA SOBRE ACTIVISTAS DETIDOS
Enquanto
membro do Grupo de Apoio aos Presos Políticos de Angola (GAPPA) quero informar que
o GAPPA tem agendado um encontro com a Casa Civil da Presidência da República, para
8 de Julho de 2015 (quarta feira), pelas 10 horas.
O
objectivo deste encontro solicitado pelo GAPPA enquadra-se nas acções em prol da liberdade de intervenção dos activistas e defensores de Direitos Humanos em
Angola, com especial destaque para a detenção dos 15 cidadãos a 20, 21 e 22 de
Julho de 2015.
O GAPPA
está preocupado com o aumento substancial da perseguição, detenção e repressão
contra os defensores de Direitos Humanos e jornalistas neste primeiro semestre
de 2015.
O grupo
surgiu como resposta às detenções arbitrárias de activistas em Cabinda desde 14
de Março. Por um lado, Arão Tempo encontra-se em liberdade condicionada que tem
vivido situações de pressão e de impedimento de se deslocar, por várias vezes,
de Cabinda para outras partes do território nacional. Já Marcos Mavungo,
continua detido vivendo uma situação grave da sua saúde.
Estes
serão os principais assuntos agendados para o encontro previsto entre
representantes do GAPPA e da Casa Civil para amanhã.
José
Patrocínio
LUANDA, 07
de Julho de 2015
CONCERTAÇÃO POLÍTICA ENTRE PARTIDOS E AGENDA AUTÁRQUICA, EM ANGOLA,
Em Democracias, a
descentralização também é entendida como a existência de autarquias locais e o
reconhecimento da sua autonomia face ao poder central. A implementação das
autarquias permite uma participação mais directa, por parte do cidadão, aos
assuntos que lhe dizem respeito, contrapondo o princípio democrático de
representação, que se encontra em profunda crise, em Angola.
Haverá uma concertação política,
entre os partidos, com vista a definição
de uma agenda autárquica?
NOTA DE IMPRENSA
A
Associação OMUNGA realiza, no próximo dia 09 de Julho do ano em curso, o seu
programa habitual QUINTAS DE DEBATES. O referido programa visa proporcionar
espaços de diálogo aberto, despido das cores partidárias e juntar visões
diferentes sobre temas diversos ligados à política, economia e sociedade.
O programa QUINTAS DE DEBATES acontece com as
atenções viradas à transparência, justiça social, boa governação e autarquias
em Angola e a reforma da justiça e do Direito.
Com o tema: CONCERTAÇÃO POLÍTICA
ENTRE PARTIDOS E AGENDA AUTÁRQUICA, EM ANGOLA, será prelector ALBANO PEDRO, Jurista. O debate vai acontecer no auditório do HOTEL
PRAIA MORENA, em Benguela, a partir das 15 horas.
Todos estão convidados a participar no dia 09 de Julho
de 2015, a partir das 15 horas.
Poderá ainda acompanhar, em directo, a Conferência de Imprensa e o
debate através dos endereços electrónicos www.radiodiocesanadebenguela.org omunga.caster.fm
LOBITO, 05
de Julho de 2015
06/07/2015
PRENDAM O GENE SHARP, A MÃO SINISTRA QUE SE ESCONDE POR DETRÁS DESTES GOLPES DE ESTADO
Estes dias
tenho vindo a acompanhar os discursos contidos nos posicionamentos de uma série
de concidadãos meus, relativamente à detenção dos 15 activistas há poucos dias
atrás, sem esquecer os nossos activistas de Cabinda, os activistas de Malange,
de Benguela, os jornalistas no Huambo, etc e mais etc. E os religiosos da luz
do mundo.
Não foi há
muito tempo que publicamente demonstrei a minha expectativa forçada de vir a
ser preso. Disse na altura que me telefonassem antes para que eu pudesse
despedir-me da família, cortar as unhas dos pés, tomar um banhito, preparar
umas selfies, dar umas entrevistas e tudo que der para fazer nessa altura.
Depois
disso, vi também o Agualusa a dizer publicamente que está pronto para ser preso,
porque também pensa. Vejo as posições da Luísa Rogério, da Aline Frazão e de muitos
outros cidadãos, todos no mesmo diapasão. Foi aberta uma brecha de todos virmos
a ser presos, porque afinal pensamos.
Buscando
os argumentos da acusação e da argumentação da detenção destes 15 activistas,
consta uma lista para constituir um presumível governo de salvação nacional.
Sendo assim, todos os cidadãos cujos nomes constem nesta lista, devem, de imediato,
ser detidos para as referidas investigações. Porque é assim que por estas
bandas se procede, deter-se para se investigar.
Possivelmente
isto ainda não aconteceu, deter todos estes conspiradores, porque com a crise
financeira, provocada pela baixa do preço do petróleo, que nada tem a ver com a
má gestão dos recursos, a corrupção e outras coisas do género, os recursos da
PGR e da SIC sejam limitados. Assim sendo, eu sugiro que, incluindo eu, todos
os cidadão que constem desta lista, caso no prazo de 48 horas não vierem a ser
detidos em casa, no trabalho, na rua, nas compras, nos copos com amigos,
facilitem o trabalho e se entreguem. Como diz o velho ditado, "Se Maomé
não vai à montanha, a montanha vai a Maomé!"
Há que
duma vez por todas pôr ordem na casa. Acabar com estes conspiradores, incluindo
eu, que querem dar golpe de estado e
acabar com a reputação e o bom nome do presidente da república.
Aqui já teremos
dado um grande passo neste processo. Mas há mais. Há mais gentalha do género
que deve ser detida, julgada e condenada.
Pensei
neste assunto e lembrei-me que outra prova apontada para a acusação de golpe de
estado e tantas brutalidades, é um livrito que os activistas andavam a estudar.
Segundo parece, antes da mãozinha marota do Domingos da Cruz na sua transcrição
adaptativa, a sua forma inicial surgiu pelas mãos e pena de Gene Sharp, com um
nome aterrador "Da ditadura à democracia." Este cidadão americano e
proposto ao Prémio Nobel da Paz em 2009, 2012 e 2013 e ganhador de uma série de
outros prémios, é que é o causador de tudo isto.
Portanto
só há uma solução! A PGR e os SIC emitirem um mandato internacional de captura
deste indivíduo para que venha a responder por tal acto. Assim resolvemos este
problema de uma vez por todas.
Aqui não
pode haver discriminação porque se fosse no caso do presidente da república
querer dar um golpe de estado contra nós, como algumas insinuações no caso da
revisão constitucional, de certeza que ele procederia da mesma forma,
entregava-se para ser julgado. Com base nesse bom exemplo, cabe-nos a nós
segui-lo, entregando-nos para facilitar a investigação e acabar com estes
golpes de estado. E tenho dito porque o pensei!
José Patrocínio
Lobito, 06/07/2015
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