04/06/2016

Campanha Solidariedade com as Famílias dos 15+2


Por Uma Angola Livre
LIBERDADE PARA OS PRESOS POLÍTICOS JÁ!
Campanha de solidariedade para com as famílias dos 15+2. Compra a tua tshirt ao preço de 1500,00 Kz
As thsirts com o logotipo da campanha Por Uma Angola Livre e com a descrição no lado traseiro Liberdade aos 15+2 Já, estão disponíveis nas cores amarelo, laranja, azul claro e azul escuro e negro, nos tamanhos S, M e L
O Grupo de Trabalho de Monitoria dos Direitos Humanos (GTMDH) apela liberdade imediata e incondicional dos 15 + 2 activistas
Contacto Luanda: +244 934 730 489
Contacto Benguela +244 913 641 941

02/06/2016

GTMDH: Conferência de Imprensa Sobre a "Ocupação Forçada das Terras das Comunidades do Curoca"


Grupo de Trabalho de Monitoria dos Direitos Humanos (GTMDH)
                                                           
CONVITE


            Nós, organizações acima referenciadas, no âmbito das suas atribuições e enquanto associações de defesa dos Direitos Humanos, trabalhando na habitação condigna e no acesso à terra, temos a honra de convidar a participar na Conferência de Imprensa sobre" Ocupação forçada das Terras das Comunidades do Curoca na província do Cunene " a  realizar-se na sala Huila do Hotel Trópico dia 3 de Junho de 2016 das 16h00 às 17h00.

Podem acompanhar em directo através da página da OMUNGA no facebook https://www.facebook.com/Omunga.DH/


  
Luanda, aos 01 de Junho de 2016


Contactos:
923 638 017 - André Augusto, SOS Habitat-Acção Solidária
926 478 608 - Domingos Fingo, ACC- Associação Construindo Comunidades




GTMDH: Posicionamento sobre invasão das terras indígenas do Curoca por interesses privados


GRUPO DE TRABALHO DE MONITORIA DOS DIREITOS HUMANOS EM ANGOLA


O GTMDH-Grupo de Trabalho de Monitoria de Direitos Humanos é uma plataforma de organizações da sociedade civil angolana que trabalham para divulgação, promoção, protecção e monitoria dos Direitos Humanos em Angola partindo dos princípios universais dos Direitos Humanos.

Neste âmbito o GTMDH tomou conhecimento do esbulho de terras no município do Curoca, província do Cunene, República de Angola na qual, de acordo com as informações disponíveis, 39 comunidades estão a ser desalojadas ilegalmente de uma extensão de 80 Km de cumprimento e 40 Km de largura, não para o interesse público, mas, pelo que tudo indica, para interesses particulares.   

De acordo com testemunhos recolhidos no local, estão a ser afectadas as cumunidades de Kavango, Milenda, Kandjove, Ovipaka, Eyawo, Okatewe, Namatanga, Hano, Kaoloka, Mayova, Kanuambandje, Kamukúwa, Tchitapawa, Kambelona, Nombelo, Noholongo, Kahalala, Mulavi, Tyiheke-Tchomokati, Mukekete, Eume, Kitetembo, Konongunga, Komudi, Námbua, Ngeyaúla, Munhandi, Mutily, Luenge, Mudingalala, Tyiolofeu, Oufina, Komikambo, Viwayanga, Haykoty, Kononkhanga, Tchikuahepo,Tyiakiti e Tyikoto.

Entre as várias consequências advindas deste esbulho de terra, destacam-se as seguintes:

1. No dia 03 de Dezembro de 2015, algumas comunidades foram surpreendidas com a entrada de tractores nas suas terras, derrubando e queimando diversas árvores, incluindo algumas com valor medicinal, frutífero e alimentar, provocando a devastação do pasto e a destruição de cemitérios. Tudo isso ocorreu ante o olhar passivo de agentes da Polícia Nacional.
  
2. O acto de esbulho está a ser acompanhado de ameaças de prisões a cidadãos inocentes e de detenções ilegais, levadas a cabo por agentes da polícia nacional. A título de exemplo, no dia 08 de Abril de 2016, (06) seis membros das comunidades foram arbitrariamente detidos por agentes da polícia nacional, quando pretendiam negociar com os responsáveis da empresa sedeados no estaleiro.

3. Pressionada pelas organizações da Sociedade, a Procuradoria Municipal ordenou liberdade provisória para os membros das comunidades, no dia 12 de Abril de 2016.

4. Usurpação de terras daquela dimensão e nos modos em que ela está a decorrer, põe em risco de extinção os seguintes subgrupos étnico: os ovahimbas, ovandimbas, ovatyavikwas, ovandongoenas, ovankhumbis e ovangâmbwes, estimados em, aproximadamente,  2.129 famílias e 10.675 crianças;

5. Com a perda dos meios de sobrevivência das comunidades, (gado bovino, gado caprino, gado suíno, ovelhas, burros e cavalos) e ante a inacção das autoridades competentes, as comunidades poderão recorrer à força com o fim de assegurar o próprio direito à terra e isto poderá causar consequências graves, tais como revoltas comunitárias, suicídios, represálias, perda da auto-estima, etc

           Diante de tudo isso, as organizações subscritoras deste documento apelam:
  
1. Ao Executivo angolano:

a) Que tome as medidas urgentes e necessárias no âmbito dos compromissos assumidos com a ratificação dos tratados internacionais de Direitos Humanos, tais como a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais, entre outros.

b) Que proteja os direitos das comunidades do Curoca tendo em vista o disposto no ordenamento jurídico interno, nomeadamente os artigos 15º, n.º 2 da CRA (sobre os direitos de uso, acesso à terra, liberdade física e segurança pessoal), 21.º, alíneas b), c), d), e) e h) e 37º nºs 1 e 3.

2.    À Assembleia Nacional:

a) Que crie uma comissão de inquérito para avaliar a situação dos Direitos Humanos nas localidades acima citadas e que agende um debate sobre a usurpação das terras comunitárias que ocorre no país, uma vez que, antes da existência do Estado as comunidades já existiam;

b) Que os deputados pelos círculos provinciais acompanhem melhor as preocupações das comunidades que representam na Assembleia Nacional pois, só assim, estarão a justificar a sua representatividade.
  
3.    Ao poder Judicial:  

Que paute pela independência jurisdicional efectiva, agindo imparcialmente e punindo os autores morais e materiais das injustiças sociais, económicas, ambientais e culturais que ocorrem naquela parcela de Angola.

4.    À Comunidade Internacional:

a) Que continue a monitorar a situação dos Direitos Humanos em Angola, bem como o grau de cumprimento das recomendações endereçadas ao Estado angolano pela Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos da União Africana e pelo Conselho dos Direitos Humanos através do mecanismo da RPU-Revisão Periódica Universal das Nações Unidas.

           
Pelas Organizações subscritoras:
ACC - Associação Construindo Comunidades

ADRA – Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente

AJPD – Associação Justiça, Paz e Democracia

AJUDECA – Associação Juvenil para o Desenvolvimento
Comunitário de Angola

Associação MÃOS LIVRES

ANGOLA 2000   

Associação OMUNGA

FORDU – Fórum Regional para o Desenvolvimento Universitário

FMJIG – Fórum de Mulheres Jornalistas para Igualdade no Género

MBAKITA – Missão de Beneficência Agropecuária do Kubango, Inclusão, Tecnologias e Ambiente

MOSAIKO - Instituto para a Cidadania

MWENHO – Associação de Mulheres vivendo com HIV/SIDA

NCC – Centro Nacional de Aconselhamento

OSISA/A – Fundação Open Society- Angola

PMA – Plataforma Mulheres em Acção

RNP + Angola – Rede Nacional de Pessoas vivendo com VIH/SIDA

SCARJOV – Associação de Reintegração de Jovens e Crianças à
Vida Social

SOS Habitat – Acção Solidária


21/05/2016

Acesso ao Direito e à Justiça esteve em debate na TV Zimbo


A TV ZIMBO, realizou mais um Debate Livre que foi sobre o tema “O Acesso dos Cidadãos ao Direito e à Justiça”, em que foram convidados os juristas Amor de Fátima Mateus, Josias Rodrigues,  Juvenis Paulo e David Mendes.

Durante o debate é reconhecido o papel das associações de direitos humanos, nomeadamente a OMUNGA, AJPD, SOS Habitat, ACC e Mãos Livres, no acesso ao Direito e à Justiça, pelos cidadãos e comunidades.


Tomando em conta a importância do tema, divulgamos aqui o referido debate na íntegra.





20/05/2016

Carlos Rosado falou, no Quintas de Debate, sobre a actual crise em Angola


A Associação OMUNGA, em parceria com a OHI e o apoio da OSISA, realizou mais uma edição do Quintas de Debate no passado dia 19, no Hotel Praia Morena em Benguela. Foi convidado o economista e jornalista Carlos Rosado de Carvalho que falou para uma sala com mais de 100 participantes, sobre “Causas e Reflexos da Actual Crise Económica e Financeira de Angola”.

Para acompanhar todo o debate click aqui.

O palestrante abordou o desenvolvimento da economia angolana ao longo dos anos bem como perspectivou para os anos futuros. Realçou o efeito da paz e da elevada subida do preço do petróleo como factores importantes e primordiais para o seu crescimento, tendo o PIB passado de 12 mil milhões de dólares em 2002 para 127 mil milhões de dólares em 2014.

No final, Carlos Rosado de Carvalho falou em especial para a OMUNGA


Domingos Mário e Carlos Alberto

15/05/2016

Carlos Rosado será o convidado do Quintas de Debate de 19 de Maio em Benguela



A 19 de Maio de 2016, pelas 15 horas, terá lugar mais uma edição do QUINTAS DE DEBATE no auditório do hotel Praia Morena em Benguela.

Será prelector o economista e jornalista Carlos Rosado e abordará o tema “Causas e Reflexos da Actual Crise Económica e Financeira de Angola”.

O debate poderá ainda ser acompanhado em directo através de https://www.youtube.com/OmungaAngola

O debate é aberto a todos os interessados e para isso todos estão convidados a participar e a divulgar.



11/05/2016

Filho do General Sukissa envolvido em conflito de terras no Lobito


Os conflitos de terra no Lobito continuam
Este episódio trata-se de um terreno localizado no bairro do Tenis, próximo à refinaria do Lobito.

Depois de muitos episódios, voltou a surgir outro conflito entre o senhor Victor Ernesto dos Santos contra o senhor Lene Suquissa.

Segundo o senhor Victor (Vítima), aquele local pertenceu ao seu avô (Ulica Ndaganla) desde a era colonial, que era usado para criação de animais e agricultura. A partir do ano de 1986, depois da morte do avô, ele e a mãe ficaram com as terras onde continuaram com a cultura deixada pelo avô.

Quando decidiram fazer outro tipo de uso às terras, em 2013, contataram o senhor Américo Edgar Bonguele, para lhes ajudar a adquirir junto à administração municipal do Lobito, os documentos de propriedade para poderem fazer a construção de suas residências.

Tempos depois o senhor Edgar sumiu, e não voltou a entrar em contato, e desde o referido momento que, apareceu em 2014, o senhor Lene Suquissa, afirmando que aquela terra era de seu pai general Suquissa, e que iria construir no local, expulsando assim o senhor Victor e sua família.

Depois do ocorrido, o senhor Victor solicitou o apoio da CASA-CE, e foi-lhe disponibilizado um advogado (José Kanjamba Ukuahamba ), que remeteram a queixa no tribunal no Lobito.

No mês de Março foram agredidos em frente ao advogado, onde o senhor Lene espancou o senhor Victor, junto à sua mãe. E mostrou resistência em vedar o local, e colocou carcaças de carros no mesmo.

No dia 25 de Abril, tiveram a audiência no tribunal provincial de Lobito, onde segundo a vítima, não houve solução nenhuma, pelo que a Juíza, argumentou não ter solução para o problema, e recomendou  ao advogado, que fizesse um processo para que haja provas suficientes.


Versão do senhor Lene Suquissa

Contactado por telefone, o senhor Lene Suquissa  negou ceder qualquer entrevista e acrescentou ainda que era uma perca de tempo a Omunga acompanhar a situação, pois a mesma já foi encerrada no tribunal, porque tanto o tribunal quanto o advogado, adminitiram que o senhor Victor sofre de problemas mentais, e que o mesmo já teria sido preso, e só não foi por pedido do advogado.

Domingos Mário