José Gomes Hata, mais
conhecido como Hata, conjuntamente com outros dois membros dos “15+2” esteve em
Benguela a convite da OMUNGA, de 7 a 9 de Julho de 2016. dentro da campanha de
solidariedade desenvolvida pelo GTMDH.
Antes de regressar a
Luanda, falou para a OMUNGA falando de si, sobre a sua visita e opinão que leva
de Beguela e deixou o seu reconhecimento ao Governador Provincial de Benguela
pelo facto de pelo menos uma vez não ter impedido e nem reprimido uma
manifestação realizada pelo movimento revolucionário de Benguela como
solidariedade com os activistas que se encontravam na altura ainda presos.
A OMUNGA fez a entrega aos “15+2”, de 250 mil Kwanzas arrecadados
dentro da campanha de solidariedade desenvolvida pelo Grupo de Trabalho de
Monitoria dos Direitos Humanos (GTMDH)
Os valores agora doados, foram recolhidos com a venda de
tshirts de Por Uma Angola Livre que exigem a libertação imediata dos “15+2”.
Todos sabemos das dificuldades por que têm passado os activistas
e suas famílias, bem como do interesse das mães pagarem os “ditos fardamentos
penitenciários destruídos enquanto património público” por activistas, durante
o julgamento e, do interesse pela publicação do livro “O Pensamento Político
dos Jovens Revús” de Nuno Álvaro Dala.
A OMUNGA, em nome do GTMDH, agradece a todos aqueles que
com a aquisição da tshirt puderam contribuir para esta causa.
Activista Rosa Conde fala com as mulheres da comunidade
Durante a visita dos “15+2” a Benguela, aproveitaram para
conversar com a comunidade do Bairro do Golfe, zona alta da cidade do Lobito
que vivem uma situação de conflito de terras que envolve também a funcionária
da Administração Municipal, Nádia Furtado.
A visita foi efectuada durante a manhã de 7 de Julho de 2016. Foi um momento para demonstração de solidariedade e de
denúncia.
Durante a sua estadia em Benguela, Rosa Conde recentemente
libertada condicionalmente por decisão do Tribunal Supremo, fala sobre o seu
envolvimento do processo dos “15+2” e na luta do movimento revolucionário.
Natural de Cabinda, de 29 anos de idade, angolana,
secretária, e deixou claro que é essencialmente mãe.
Rosa conversou com o coordenador da OMUNGA, José
Patrocínio, a quem carinhosamente chama de “cabeçudo”
Na tarde de 7 de Julho de 2016, realizou-se no cine
Monumental, na cidade de Benguela., uma edição do Quintas de Debate com a
participação do José Gomes Hata, da Rosa Kusso Conde e do Hitler Jessy
Tchikonde, membros do denominado grupo “15+2”.
O debate realizou-se sobre o tema “A Liberdade de
Expressão e o Sistema de Justiça em Angola: Caso dos ‘15+2’ “
Aspecto da sala durante o debate
Numa sala bastante concorrida, os activistas libertados
condicionalmente a 29 de Junho, por decisão do Tribunal Supremo falaram um
pouco sobre o contexto do país, as causas da sua luta e as suas perspectivas.
A actidade foi realizada pela OMUNGA enquanto membro do
Grupo de Trabalho de Monitoria dos Direitos Humanos (GTMDH) dentro duma
campanha de solidariedade, em parceria com a OHI e o apoio da OSISA.
A delegação no Governo Provincial de Benguela
No período da manhã, os activistas e o coordenador da
OMUNGA estiveram no Governo Provincial de Benguela para saber se haveria
possibilidades dum encontro com o governador conforme era o desejo dos
integrantes enquanto reconhecimento pela facrto do governador, pelo menos uma
vez, não ter impedido nem reprimido uma manifestação de solidariedade para os
activistas enquanto estavam detidos. Infelizmente o pedido da referida intensão
foi enviado ao governo muito tardiamente e ao mesmo tempo o governador
encontrava~se fora da capital da província impedindo assim a realização de tal
encontro. No entanto, o coordenador da OMUNGA aproveitou a oportunidade para
deixar com o chefe do gabinete do governador, uma tshirt de Por Uma Angola
Livre pela libertação imediata dos “15+2” para que seja entregue ao governdaor
da província.
Manifestação por políticas
concretas contra a inflacção
Um grupo de cidadãos pretende organizar a 23 de Julho de
2016, uma manifestação pacífica, em Benguela, para exigirem “Medidas Eficazes
Contra a Inflacção".
A referida manifestação tem marcada a concentração pelas
13 horas, no Liceu de Benguela, com o percurso ao longo da Rua Dr. António
Agostinho Neto, entrando na Rua Comandante Cassanji, seguindo até ao Instituto
Superior Politécnico Maravilha, depois até à Rotunda do Bairro Benfica, continuando
depois pela Rua Serpa Pinto e terminando no Largo da Peça.
Os organizadores já apresentaram as suas intensões junto
do Governador Provincial de Benguela a quem solicitaram, conjuntamente ao
Comandante Provincial da Polícia Nacional em Benguela, a garantia da seguerança,
da ordem e da tranquilidade pública para que a manifestação decorra conforme as
expectativas.
Nesta conformidade, a Associação OMUNGA preocupada com a
actual situação do país devido aos graves problemas de gestão e aos elevados
índices de corrupção, reflectindo-se no agravamento da pobreza e na degradação
da qualidade de vida com impactos no retrocesso do exercício dos direitos,
liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos, vem pela presente,
publicamente demonstrar todo o seu apoio a esta iniciativa.
A OMUNGA apela a todos os cidadãos a aderirem a esta
manifestação protestando assim contra o aumento do custo de vida, do desemprego,
da degradação da educação, da saúde e dos demais sectores sociais e exigindo a responsabilização dos gestores que têm levado o país para este descalabro.
A convite da OMUNGA, enquanto membro do Grupo de Trabalho
de Monitoria dos Direitos Humanos (GTMDH), estarão na provínica de Benguela
membros do conhecido grupo “15+2” recentemente libertados pelo Tribunal
Supremo.
Tomando em conta o facto de que o Governador de Benguela foi
o único a não reprimir, pelo menos uma vez, uma manifestação de solidariedade para
com estes activistas quando ainda se encontravam presos, os activistas e a
OMUNGA demonstraram interesse de poderem ser recebidos em audiência a 7 de
Julho de 2016, no período da manhã, caso haja disponibilidade.
Durante a estadia dos referidos activistas em Benguela,
os mesmos manterão encontros com membros de comunidades afetadas por conflitos
de terras, nomeadamente do Bairro do Golfe, na cidade do Lobito, zona alta.
Já a 7 de Julho, pelas 15 horas, os activistas animarão
uma sessão do QUINTAS DE DEBATE com o tema “LIBERDADE DE EXPRESSÃO E O SISTEMA
DE JUSTIÇA EM ANGOLA – CASO DOS 15+2”
Dentro da campanha de solidariedade que se tem
desenvolvido em prol destes activistas e suas famílias, durante o debate, será
feita a entrega dos valores arrecadados pela venda de tshirts “Por Uma Angola
Livre”
A 5 de Setembro de 2008, realizaram-se as segundas eleições legislativas em Angola. As urnas deram a maioria ao MPLA, com mais de 80% dos votos.
O desequilíbrio político-partidário resultante e o novo figurino da Assembleia Nacional, traz grandes desafios à Sociedade Civil (SC) angolana.
Entender o que aconteceu nas últimas eleições e o que deverá ser feito a partir de agora para a consolidação de um verdadeiro processo democrático, obriga-nos a alargar o espaço de debate e de participação popular.
As instituições da SC devem assim, assumir-se perante o quadro político, incentivando a criatividade crítica, o diálogo, a abordagem honesta e actualizada.
Com a ideia de estimular o espaço de debate, o OMUNGA em colaboração com outras instituições da SC, decidiram levar a cabo um programa de debates consecutivos que terá o seu início a 13 de Novembro.
QUINTAS DE DEBATES pretende juntar diferentes visões sobre temas da actualidade como política, economia e sociedade.