14/07/2016

GAPPA CONSIDERA "SENTENÇAS DESCABELADAS" NOS CASOS DOS JULGAMENTOS POLÍTICOS EM ANGOLA


GRUPO DE APOIO AOS PRESOS POLÍTICOS DE ANGOLA
(GAPPA)

LUANDA, 14 de Julho de 2016
COMUNICADO

O GAPPA saúda efusivamente a liberdade 15+2, infelizmente, por Termo de Identidade e Residência dos cidadãos condenados a penas de 8, 6 e 2 anos, e que estiveram presos a mais de 12 meses, sofrendo, em representação de todos os que anseiam por liberdade e democracia em Angola, nas masmorras do regime, como presos políticos.

Em doses graduais o regime angolano vem soltando os presos políticos. Alguns, os casos mediáticos de Cabinda, José Marcos Mavungo e Arão Bula Tempo já estão completamente ilibados, outros, os 15 mais duas, continuam sob condicionalismos, não gozam ainda de liberdade total, não podem sair do país e estão sob sentenças injustas. Por outro lado contínua detido o activista Francisco Gomes Macampa também conhecido por “Dago Nível Intelecto” que em nada tinha a ver com o processo dos “15+2” e ainda se aguarda por julgamento militar do Osvaldo Sérgio Correia Caholo.

Está claro, depois de acesa polémica, que as prisões tiveram razões políticas, mas o regime angolano tratou cidadãos inocentes como se de criminosos se tratassem. O Ministério Público, que articulou e assumiu toda a mentira e os Tribunais que souberam cumprir ordens superiores são responsáveis visíveis duma mão invisível, mediada pelos Serviços de Segurança, que não deve ficar impune.

O GAPPA realça:
- Prisões arbitrárias, com “roubo” (até ver) de bens não devolutos dentro dos prazos legais;
- Processos constituídos sem cumprimento das normas estabelecidas;
- Julgamentos atribulados e manipulados;
- Sentenças descabeladas;
- Prisões inadequadas e com torturas à mistura.

Ao longo desse tempo de prisões políticas e arbitrárias, os presos e suas famílias sofreram em demasia: danos de carácter físico, psíquico e moral; muitos perderam empregos e oportunidades; Alguns familiares, como impacto e falta de apoio dos seus ente queridos, acabaram por perder a vida. As consequências dessa situação vão prolongar-se por toda a vida.

É opinião do GAPPA que a situação exige reparação profunda
1.       Clarificar as razões políticas das suas prisões e um pedido de desculpas público, pois em Democracia não há presos políticos;
2.       Demissão imediata de todos os oficiais de cima à baixo do Ministério Público envolvidos nesses processos;
3.       Urgente decisão do Tribunal Constitucional em declarar o processo anti-constitucional.
4.       Libertação imediata do activista, ainda preso, Francisco Gomes Macampa “Dago Nível Intelecto”.
5.       Fim do processo militar contra o activista Osvaldo Sérgio Correia Caholo.

O GAPPA apela para que os presos políticos mantenham a sua integridade de cidadãos, num país cuja classe dirigente não pretende que o seu povo viva de cabeça erguida, mas seja súbdito dum poder autoritário e manipulador; Apela igualmente à sociedade para manter o seu apoio:
  • Reivindicações acima formuladas.
  • Famílias e a recuperação física e psíquica dos presos políticos.
  • Advogados para promoverem processos judiciais a todos os implicados.
Um desenvolvimento total da Nação só se consegue na base da justiça, no suporte pelos direitos humanos, com órgãos independentes de poder, tendo sempre o homem no centro das atenções.

EM DEMOCRAVCIA NÃO HÁ DEFINITIVAMENTE PRESOS POLITICOS
O EXECUTIVO NÃO MANDA NO PODER JUDICIAL
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA É PUNIDA QUANDO VIOLA DIREITOS DOS CIDADÃOS
OS PARTIDOS POLÍTICOS QUE SUPORTAM POLITICAS E PRÁTICAS INJUSTAS SÃO PUNIDOS NAS URNAS
LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO JÁ!
PARA OS 15 MAIS DUAS LIBERDADE TOTAL, AMINISTIA NÃO!

O GAPPA
João Malavindele
Jose Patrocinio
Raúl Tati
Padre Pio Wacussanga
João Baruba
Emilio Manuel
Filomeno Vieira Lopes
Rafael Morais




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Para mais informação contactar:

Rafael Morais 933 318 170 ou João Malavindele 934 730 489 

09/07/2016

"15+2" VISITARAM O 16 DE JUNHO, ÚNICO BAIRRO SOCIAL CONSTRUÍDO EM ANGOLA PARA MORADORES DE RUA. UM PROCESSO DE LUTA


Depois de terem contactado com a comunidade do Golfe que luta pelo seu direito à terra, e à “parada do mangal” onde vivem os cidadãos sem abrigo, os activistas dos “15+2” visitaram a comunidade do 16 de Junho, na tarde de 8 de Julho.

Esta comunidade é constituída essencialmente por jovens que outroram foram crianças e adolescentes em situação de rua. Depois de vários anos de luta, conseguiram um facto inédito em Angola. O Governador de Benguela, na altura o General Armando da Cruz Neto, construiu cerca de 80 habitações, sendo assim o primeiro e único bairro social em Angola, construído para moradores de rua.

Muitos problemas ainda têm que enfrentar já que as promessas não foram totalmente cumpridas, havendo ainda cerca de 70 habitações por construir e por outro lado, continuam sem qualquer documentação em relação às residências deixando-os ainda numa situação de vulnerabilidade.

Vídeo de Alberto Carlos

08.07.2016

ACTIVISTAS DOS"15+2" COMPROMETEM-SE EM DENUNCIAR A SITUAÇÃO DOS MORADORES DE RUA DO LOBITO


Durante a permanência dos activistas dos “15+2”, a OMUNGA organizou uma agenda com visitas a diversas comunidades no Lobito que enfrentam diferentes problemas e diferentes lutas.

Na tarde de 8 de Julho, os activistas visitaram uma das paradas[1], conhecida por “parada dos mangais” onde dezenas de cidadãos vivem em condições precárias. Sem habitações, vivem em casebres de papelões e plásticos, ao sol e à chuva, com muitas crianças.

Os activistas demonstraram a sua preocupação e comprometeram-se em ajudar a divulgar esta situação e pressionar no sentido do Estado garantir a protecção dos direitos destes cidadãos.

Vídeo de Alberto Carlos
08.07.2016



[1] - Paradas – designação dos locais onde se concentram os cidadãos “sem abrigo”

"A CADEIA TORNOU-NOS UM EXEMPLO", DIZ O ACTIVISTA HITLER EM BENGUELA


Hitler Jessy Tchiconde, natural do Moxico, de 26 anos de idade, estudante de Ciências Políticas, membro do grupo rap “3ª Divisã” foi um dos activistas dos “15+2” que esteve em Benguela de 6 a 9 de Julho, a convite da OMUNGA dentro da campanha de solidariedade desenvolvida pelo Grupo de Trabalho de Monitoria dos Direitos Humanos (GTMDH)

Depois de uma agenda preenchida entre visitas a diversas comunidades e encontro com os benguelenses no Quintas de Debate, antes do seu regresso a Luanda, o activista falou para a OMUNGA sobre a sua experiência durante estes dias, do tempo da prisão e das expectativas.

Fez no final um elogio em relação ao facto de ter testemunhado uma experiência de grande tolerância política, quando durante o debate se encontravam simpatizantes dos diversos partidos políticos, como do UNITA, da CASA-CE e do MPLA sem que tenha havido qualquer gesto de intolerância o que contraria com os factos ocorridos recentemente na comuna da Capupa, no município do Cubal.

Também mostrou-se positivamente surpreendido com o facto de ter visto muitas mulheres na plateia durante o debate, incluindo com as suas crianças de colo.


Vídeo de Domingos Mário
09.07.2016 

"O MAIS IMPORTANTE SÃO AS PESSOAS, NÃO É A COR PARTIDÁRIA", DISSE O ACTIVISTA HATA EM BENGUELA


José Gomes Hata, mais conhecido como Hata, conjuntamente com outros dois membros dos “15+2” esteve em Benguela a convite da OMUNGA, de 7 a 9 de Julho de 2016. dentro da campanha de solidariedade desenvolvida pelo GTMDH.

Antes de regressar a Luanda, falou para a OMUNGA falando de si, sobre a sua visita e opinão que leva de Beguela e deixou o seu reconhecimento ao Governador Provincial de Benguela pelo facto de pelo menos uma vez não ter impedido e nem reprimido uma manifestação realizada pelo movimento revolucionário de Benguela como solidariedade com os activistas que se encontravam na altura ainda presos.

Vídeo de Domingos Mário
09.07.2016

08/07/2016

CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE DOA 250 MIL PARA OS “15+2”


A OMUNGA fez a entrega aos “15+2”, de 250 mil Kwanzas arrecadados dentro da campanha de solidariedade desenvolvida pelo Grupo de Trabalho de Monitoria dos Direitos Humanos (GTMDH)

Os valores agora doados, foram recolhidos com a venda de tshirts de Por Uma Angola Livre que exigem a libertação imediata dos “15+2”.


Todos sabemos das dificuldades por que têm passado os activistas e suas famílias, bem como do interesse das mães pagarem os “ditos fardamentos penitenciários destruídos enquanto património público” por activistas, durante o julgamento e, do interesse pela publicação do livro “O Pensamento Político dos Jovens Revús” de Nuno Álvaro Dala.


A OMUNGA, em nome do GTMDH, agradece a todos aqueles que com a aquisição da tshirt puderam contribuir para esta causa.

“15+2” VISITARAM COMUNIDADE DO GOLFE EM CONFLITOS DE TERRAS

Activista Rosa Conde fala com as mulheres da comunidade

Durante a visita dos “15+2” a Benguela, aproveitaram para conversar com a comunidade do Bairro do Golfe, zona alta da cidade do Lobito que vivem uma situação de conflito de terras que envolve também a funcionária da Administração Municipal, Nádia Furtado.

A visita foi efectuada durante a manhã de 7 de Julho de 2016. Foi um momento para demonstração de solidariedade e de denúncia.
Vídeo de Domingos Mário e Alberto Carlos

07.07.2016