Porque este debate traz ao debate o debate de que precisamos. Por isso, aqui o trazemos:
10/01/2012
UTOPIA QUE NOS FAZ CAMINHAR - Eduardo Galeano
O escritor, numa entrevista dada num programa de um canal espanhol, espelha bem a interpretação dos tempos que actualmente vivemos. Os sistemas existentes mas também a utopia que nos faz caminhar:
OMUNGA PREOCUPADA COM VAGA DE DIFAMAÇÃO E AMEAÇAS
REF.ª: OM/ 03 /011
LOBITO, 10 de Janeiro de 2012
COMUNICADO
É com bastante preocupação que a OMUNGA tem acompanhado a campanha que em especial a média pública, Rádio Nacional de Angola (RNA) e a Televisão Pública de Angola (TPA), tem desencadeado contra o Folha 8 depois da divulgação da declaração do BP do MPLA. Lembramos que este tipo de campanha pode despoletar ondas de violência que devemos a todo o custo evitar.
Nesta conformidade, a OMUNGA apoia sem reservas o posicionamento, em relação a esta matéria, tornado público pelo Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA).
Por outro lado, vem a público manifestar a sua inquietação em relação ao facto de se fazerem circular em Benguela panfletos sem designação do seu autor que ameaçam a integridade de cidadãos bem identificados como DAVID MENDES, WILLIAM TONET, RAFAEL MARQUES, JOSÉ PATROCÍNIO, FRANCISCO VIENA, FILOMENO VIEIRA LOPES, JUSTINO PINTO DE ANDRADE e JOSÉ KATCHINE DOMINGOS, que têm vindo publicamente a apresentar as suas posições ideológicas e convicções em relação ao processo de democratização do país.
A OMUNGA apela às autoridades, nomeadamente a Procuradoria-geral da República e a Direcção Nacional da Investigação Criminal para que tomem todas as medidas necessárias no sentido de identificarem e responsabilizar-se o autor, ou autores, de tais panfletos.
Aproveita ainda para mais uma vez apelar ao bom senso e denunciar todas as campanhas que visem promover a violência e a instabilidade em Angola.
João Malavindele Manuel
Coordenador
_____________
Abaixo publicamos cópia dos referenciados panfletos:
SJA POSICIONA-SE EM RELAÇÃO À CAMPANHA CONTRA FOLHA8
Posição do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) a propósito da declaração do BP do MPLA sobre o Folha-8
1. O SJA considera legítima a preocupação manifestada pela direcção do MPLA quanto ao recente tratamento fotográfico dispensado pelo semanário Folha-8 a três altas figuras do Estado angolano, com destaque para o Presidente da República, entendendo que a mesma tem o necessário respaldo, nos limites que a nossa Constituição estabelece em relação ao exercício da liberdade de expressão e de informação.
2. Sobre este incidente, o SJA tomou nota das explicações já fornecidas pelo Folha8 e que estão inseridas na sua edição deste fim-de-semana, onde, em letras garrafais a vermelho, o semanário admite que falhou redondamente, considerando ser o erro próprio da condição humana.
3. Em sede própria, o SJA está convencido que a direcção do Folha8 saberá explicar e convencer melhor, quem de direito, sobre as circunstâncias atenuantes que alegam existirem e que terão estado na origem da publicação da polémica fotomontagem.
4. Apesar de algumas evidências, o SJA acha necessário destacar que o Folha8, neste caso, ainda não foi condenado por nenhuma instância judicial, pelo que continua a beneficiar da presunção da inocência que lhe é garantida pela mesma Constituição, onde o MPLA foi buscar a legitimidade já aqui reconhecida.
5. O SJA deplora profundamente a campanha desencadeada pela comunicação social publica contra o F8, com destaque para a TPA e a RNA, na sequência da divulgação da declaração do BP do MPLA, por entender que a mesma, antes de mais, violou em toda a extensão e de forma grosseira os princípios da isenção e do contraditório, que a imprensa angolana está obrigada a respeitar, por força da legislação em vigor, no âmbito dos deveres dos jornalistas.
6. O SJA lamenta que um conflito entre direitos constitucionalmente protegidos que já faz parte do quotidiano de qualquer regime democrático que se preze, tenha descambado em Angola numa crise virtual de âmbito nacional, por força de uma cada vez mais preocupante manipulação dos médias públicos pelo poder político.
7.Cerca de seis anos depois da actual Lei de Imprensa ter sido aprovada, o SJA não pode deixar de aproveitar esta oportunidade para lamentar, uma vez mais, que até ao momento, por responsabilidade do Governo, não tenha sido criado em Angola o principal instrumento da auto-regulação, que é a Comissão da Carteira e Ética, com o qual hoje teríamos certamente um outro desempenho profissional da classe no seu conjunto, reconhecendo à partida que ele ainda não é satisfatório.
8.Seria primeiramente em sede desta instância, que casos como este, seriam analisados e julgados inter-pares com a consequente aprovação de uma deliberação vinculativa, pois em causa está fundamentalmente um delito típico do exercício da actividade jornalística e da violação dos limites da liberdade de imprensa no âmbito da utilização da imagem de terceiros.
9. Não cabe ao SJA, enquanto sindicato livre e independente da classe, o papel de sugerir ou incitar a suspensão do direito de publicação ao nível dos médias, o que não impede que a instância especializada, o seu Conselho de Ética e Deontologia, se pronuncie em concreto sobre o desempenho editorial da imprensa angolana.
Luísa Rogério,
Secretária-Geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos
Luanda, 9 de Janeiro 2012
06/01/2012
O MEDO - Apresentação de Mia Couto
Tomando em conta a qualidade do texto de Mia Couto sobre o "medo", decidiu-se partilhá-lo aqui (retirado do youtube), para reflexão:
Como merecido, enquadramos a não menos actual exposição de Mia Couto, "Os Sete Sapatos Sujos". E porque achamos que tem tudo a ver, decidimos misturar aqui o discurso de Mike Prysner, sobre a guerra do Iraque. O "medo" que nos impingem apenas serve àqueles que pretendem que tenhamos "medo". Vamos acabar com o "medo" e estender as mãos pelas muralhas do desconhecido. Abrir os braços e recebermos em nossa casa, o irmão que se veste de diferença!
Como merecido, enquadramos a não menos actual exposição de Mia Couto, "Os Sete Sapatos Sujos". E porque achamos que tem tudo a ver, decidimos misturar aqui o discurso de Mike Prysner, sobre a guerra do Iraque. O "medo" que nos impingem apenas serve àqueles que pretendem que tenhamos "medo". Vamos acabar com o "medo" e estender as mãos pelas muralhas do desconhecido. Abrir os braços e recebermos em nossa casa, o irmão que se veste de diferença!
05/01/2012
PROIBIDO OUVIR ISTO NO PAÍS DO PAI BANANA DE MCK
Em 2003, MCK, então com 22 anos, conferiu ao movimento rap em Angola extraordinária notabilidade política e social, em parte devido a uma intervenção assassina da guarda pretoriana do presidente José Eduardo dos Santos.
A 26 de Novembro do mesmo ano, soldados da guarda presidencial amarraram e arrastaram o lavador de carros Arsénio Sebastião “Cherokee”, 27 anos, para a água, no embarcadouro do Mussulo, em Luanda. Afogaram-no, ignorando os pedidos de clemência da multidão que circulava pelo local. Que crime Cherokee teria cometido para merecer execução pública e sumária.
Os efectivos da Unidade de Guarda Presidencial (UGP) surpreenderam Cherokee a cantarolar “A Téknika, as Kausas e as Konsekuências” de MCK, também conhecida como o “Sei Lá o Quê, Uáué”, uma crítica acintosa ao governo de Dos Santos. Mataram-no imediatamente para que servisse de lição a todos.
O álbum de MCK era uma produção improvisada, clandestina (underground), distribuída por vendedores ambulantes. Os candongueiros, que fazem circular o povo por esta cidade de engarrafamentos intermináveis, amplificavam a curiosidade sobre o álbum pela regularidade com que tocavam a música para que os passageiros ganhassem consciência social através da música. É também nesta cidade de Luanda, onde a maioria não tem emprego formal e dedica tempo bastante para lamentar as suas malambas, que MCK tomou a dianteira em atacar os inqualificáveis abusos de poder como causas do mal-estar da sociedade.O artista rimava também contra o espírito de corrupção dos próprios cidadãos que preferiam adular os mesmos líderes políticos que os têm sujeitado à opressão, à miséria e à falta de educação, em troca do sonho de uma vida fácil. Este continua a ser o pesadelo da sociedade angolana.
Passados oito anos, “Proibido Ouvir Isto” é a nova proposta discográfica de MCK, com 15 faixas. Um trabalho mais estilizado e amadurecido, com líricas mais polidas e o mesmo espírito de revolta social. Diplomado nos meandros da sobrevivência social, MCK narra, através da batida, três elementos fundamentais da realidade actual: aA corrosão dos valores morais na busca obsessiva de dinheiro; o abuso de poder e de confiança e a falta de visão comum sobre o destino do país.
Em dueto com Paulo Flores, MCK interpreta uma nova versão de “Nzala” (fome), de Elias dya Kimuezo, que combina acústica, violino e a fala rapper, numa ode à criança com fome. É uma mensagem de amor, um apelo à solidariedade para com as crianças desta imensa Angola que precisam tanto de um pão como de uma mão cheia de afecto.
Numa outra faixa, com Bruno M, MCK revisita o drama da juventude dos musseques para quem o crime parece ser das poucas opções de realização na vida. É uma viagem pelas transformações ideológicas e da economia política angolana, pelos sistemas prisional e de justiça que discriminam e desumanizam os excluídos da sociedade. MCK denuncia também a manipulação da realidade angolana: “Biografias apagadas/ Jornalistas comprados/ E ai daqueles que se atreverem a enfrentar o mercenarismo político/ Mas ai de mim se não viver como um verdadeiro crítico deste cenário político/(…) Sacrifica-se a maioria pelos caprichos de uma minoria (…)”.
Na faixa “O País do Pai Banana” MCK ataca quem se empoleira “eternamente” no poder e já sem discernimento para gerir a realidade: “Também quero a paz no prato, dignidade e paz no prato./ Prefiro morrer a tiro do que morrer a fome, irmãos./ A disparidade é enorme, vivemos presos nesta armadilha, condenados a sermos escravos de três famílias./ Tudo é deles, do Talatona à Ilha, os diamantes são deles, o petróleo é deles, a imobilária é deles/ (…) para nós só temos o Zango e o Panguila./ O patrão é o colono, na terra do pai banana”.
MCK compõe, assim, o seu ritmo contra o novo-riquismo emergente dos actos de rapina e pilhagem dos recursos do Estado, que definem o modo de governação e o estilo de vida das famílias reinantes. Insurge-se contra a mentalidade neo-colonial e de claro desprezo para com o sofrimento do povo que anima a acção e o obsessivo apego ao poder por parte destas famílias. Este, afinal, será o legado de três décadas de reinado, trágico, do nosso “Pai Banana”. O músico profere a sua sentença: “Só temos uma opção/ Ou acabamos com a corrupção/ Ou a corrupção acaba connosco/ No país do Pai Banana.”
Numa infusão de reggae, o Ikonoklasta (também conhecido por Brigadeiro Mata Frakuz, ou simplesmente Luaty Beirão) e o MCK produzem, na opinião do autor, a melhor faixa do álbum, e a mais corrosiva das líricas (“A Bala Dói”). Luaty Beirão tem sido um dos principais impulsionadores dos protestos de rua contra o regime de José Eduardo dos Santos e uma das principais vítimas da sua brutalidade. É também a manifesta consciência de um jovem da classe dominante que troca o conforto do sistema para se juntar aos seus companheiros mais desfavorecidos. Fá-lo em irmandade e comunhão de ideais por uma Angola melhor e mais justa.
O pai de Luaty, João Beirão, foi um dos mais próximos colaboradores do Presidente nos anos 90 e seguintes, na qualidade de director-geral da então poderosa Fundação Eduardo dos Santos (FESA).
“Sempre nos prometem comida/ Mas só nos dão porrada/ Nosso estômago até já grita/ Mas eles têm babas que cospem balas e a bala dói/ A bala bói, a bala dói [refrão] (…) /Palavras estão ‘bora minadas/ Esperança ficou mortelada [mutilada]”. Os jovens, com bom senso de humor, enquadram e desmontam o famoso discurso do Presidente em que não assume qualquer responsabilidade pela crescente pobreza em Angola porque, dizia José Eduardo dos Santos: “Quando nasci, já havia pobreza.” MCK lembra, assim, porquê esses “Tigres de papel sentem medo do Luaty”.
Em “Vida no Avesso”, MCK relata os paradoxos da política angolana e o desespero de muitos que acreditam apenas em uma intervenção divina para que o falso santo e a sua seita de malfeitores sejam “excomungados” da consciência nacional e devolvam a liberdade ao povo. “A chuva tem estatuto e mais garra que a oposição/ Desmascara as burlas das obras de um milhão (…)/ Jesus Cristo volta já/ Teu povo está a chorar (…)/
Com este disco, MCK retoma o seu lugar cimeiro como um dos artistas da mudança de mentalidade e da formação de uma nova consciência social em Angola.
Fonte: http://makaangola.org/2011/12/mck-no-pais-do-pai-banana/
02/01/2012
O BATIK E A ESPERANÇA!
Como em postagem anterior informámos, as oficinas de Batik têm vindo a acontecer um pouco por algumas das paragens do Lobito. Muhammede Fofana vindo da Gâmbia tem tentado transmitir a força do Batik e os seus sonhos!
A Dulce comentou na referida postagem. "Os miúdos são giros, mas afinal o que é o Batik?" (não me lembro se são estas as palavras que ela utilizou, mas este foi o sentido que tirei!) Então achámos que deveríamos trazer mais algumas informações sobre esta arte. Apresentamos aqui dois pequenos vídeos da actividade do Fofana no ex. Centro 16 de Junho (B.º da Lixeira/27 de Março) a 19 de Dezembro.
Aproveitamos também esta oportunidade para partilhar convosco algumas curiosidades ligadas a esse dia.
Lembram-se de termos aqui apresentado o encontro de MCs que vieram de Luanda com os jovens da 16 de Junho? (http://quintasdedebate.blogspot.com/2011/12/jovens-do-16-de-junho-continuam.html) Lembram-de da ídeia dos jovens organizarem um Natal OKUPAPALA e convidar os detentores do poder? Pois foi o que os jovens fizeram. Por isso nesse dia houve um almoço para todos os moradores e os convidados. Quem foram os convidados que estiveram lá?
Nada mais, nada menos que o Governador Provincial de Benguela. De forma simpática e respeitadora, respondeu ao convite dos jovens. Foi lá pela primeira vez, ainda por cima a convite dos jovens. Muito correto da parte do Governador.
A OMUNGA aproveita esta oportunidade para elogiar a actitude do Governador. Mais. O Governador fez a promessa de que todos terão emprego, na futura refinaria do Lobito. Prometeu ainda que todos terão casas e deu orientações para poibirem-se imediatamente todas as obras em construção dentro do perímetro considerado ser parte do espaço do 16 de Junho. Também prometeu fazer obras nos balneários. E isto cumpriu porque no dia seguinte, o Administrador Municipal do Lobito foi ao 16 de Junho, para fazer levantamentos aos balneários para orientar o início das obras, segundo nos pareceu.
Então o Batik juntou-se à esperança dos jovens da comunidade do 16 de Junho.
Ainda neste dia realizou-se uma partida de futebol entre os jovens anfitriões e novamente os jovens da Damba Maria. Não sei do resultado, por isso pesquisem outras fontes.....
Aproveitamos ainda para postar umas fotos das oficinas que o Fofana, muçulmano, desenvolve nas instalações da OMUNGA para todos os interessados. O pessoal anima-se, faz as suas tshirts.
Quando realcei o muçulmano, foi propositado. Pois a estada do Fofana pelas terras lobitangas, ajuda a estabelecerem-se laços que sobrepõem-se às diferenças. Aprendemos a estarmos humanamente connosco! Partilhem connosco:
A Dulce comentou na referida postagem. "Os miúdos são giros, mas afinal o que é o Batik?" (não me lembro se são estas as palavras que ela utilizou, mas este foi o sentido que tirei!) Então achámos que deveríamos trazer mais algumas informações sobre esta arte. Apresentamos aqui dois pequenos vídeos da actividade do Fofana no ex. Centro 16 de Junho (B.º da Lixeira/27 de Março) a 19 de Dezembro.
Aproveitamos também esta oportunidade para partilhar convosco algumas curiosidades ligadas a esse dia.
Lembram-se de termos aqui apresentado o encontro de MCs que vieram de Luanda com os jovens da 16 de Junho? (http://quintasdedebate.blogspot.com/2011/12/jovens-do-16-de-junho-continuam.html) Lembram-de da ídeia dos jovens organizarem um Natal OKUPAPALA e convidar os detentores do poder? Pois foi o que os jovens fizeram. Por isso nesse dia houve um almoço para todos os moradores e os convidados. Quem foram os convidados que estiveram lá?
Nada mais, nada menos que o Governador Provincial de Benguela. De forma simpática e respeitadora, respondeu ao convite dos jovens. Foi lá pela primeira vez, ainda por cima a convite dos jovens. Muito correto da parte do Governador.
A OMUNGA aproveita esta oportunidade para elogiar a actitude do Governador. Mais. O Governador fez a promessa de que todos terão emprego, na futura refinaria do Lobito. Prometeu ainda que todos terão casas e deu orientações para poibirem-se imediatamente todas as obras em construção dentro do perímetro considerado ser parte do espaço do 16 de Junho. Também prometeu fazer obras nos balneários. E isto cumpriu porque no dia seguinte, o Administrador Municipal do Lobito foi ao 16 de Junho, para fazer levantamentos aos balneários para orientar o início das obras, segundo nos pareceu.
Então o Batik juntou-se à esperança dos jovens da comunidade do 16 de Junho.
Ainda neste dia realizou-se uma partida de futebol entre os jovens anfitriões e novamente os jovens da Damba Maria. Não sei do resultado, por isso pesquisem outras fontes.....
Aproveitamos ainda para postar umas fotos das oficinas que o Fofana, muçulmano, desenvolve nas instalações da OMUNGA para todos os interessados. O pessoal anima-se, faz as suas tshirts.
Quando realcei o muçulmano, foi propositado. Pois a estada do Fofana pelas terras lobitangas, ajuda a estabelecerem-se laços que sobrepõem-se às diferenças. Aprendemos a estarmos humanamente connosco! Partilhem connosco:
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