31/10/2009

INCLUSÃO: A MARCHA QUE É NOSSA

A Educação sobre questões de deficiência, constitui uma das linhas de força da LARDEF no combate contra a DISCRIMINAÇÃO. Sendo assim, no Huambo, depois das escolas Nº 31, 49, 60, desta vez foi a escola Anexa a nº 60 nas Cacilias Centro do bairro Bom Pastor que albergou no dia 29-10-2009, uma palestra com abordagem sobre deficiência, visando a prevenção da descriminação entre alunos e nao só.

Do evento conduzido pelo coordenador provincial da LARDEF no Huambo – Luís Quintas Xavier, acompanhado pela equipa do RBC da Handicap International, contou com a participação de mais de 350 alunos e 6 professores.

A todos Actores Não Estatais, que tem se solidarizado com a causa, os nossos agradecimentos!


Estamos Juntos

29/10/2009

PROCESSO CONSTITUINTE É DISCUTIDO EM COMUNIDADE

No próximo dia 31 de Outubro, a OMUNGA realizará uma palestra sobre o Processo Constituinte em curso no nosso país junto da comunidade residente no espaço da Feira do Lobito.

A palestra que tem o seu início previsto para as 09H00, tem como objectivo explicar a importância da Constituição e da participação de todos os cidadãos neste processo.

A actividade é mais uma que se encaixa no projecto financiado pelo PAANE, complementando o QUINTAS DE DEBATE, o programa radiofónico CONTRAPONTO e o nosso blog http://quintasdedebate.blogspot.com.

III CONFERÊNCIA ANGOLANA DA SOCIEDADE CIVIL: Realizou-se a Conferência das Lundas

A 24 do mês em curso, realizou-se na sala de conferências do Hotel Diamante, na Lunda Norte, a Conferência Provincial da Sociedade Civil das Lundas. Juntou cerca de 70 participantes da Lunda Norte e Lunda Sul.

Foram abordados os seguintes temas:
  • O papel da sociedade Civil para o desenvolvimento da região, em que foi prelector o director provincial do Mapess e Segurança social.
  • O HIV-SIDA e suas consequências, dissertado pelo professor universitário Isaias Simão; e
  • O resgante dos valores Morais e Culturais, abordado pelo Reverendo Manuel Bunga do CICA.

O discurso de abertura foi proferido pelo vice-governador da Esfera social da Lunda Norte. Por fim fez-se a eleição de 8 delegados à Conferência Nacional para representar as 2 províncias.

QUINTAS DE DEBATE: PRINCÍPIOS ELEITORAIS NA REGIÃO DA SADC

CONVITE

A observação e monitorização eleitoral tornaram-se parte integrante dos processos democráticos e eleitorais em África. Os observadores internacionais, regionais e nacionais têm vindo a desempenhar um importante papel na promoção da transparência e credibilidades das eleições e da governação democrática em África?

A Declaração da União Africana considera como elementos essências para uma democracia representativa: o respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais dos cidadãos, o acesso ao poder e a realização periódica das eleições livres e justas, com base no voto secreto e universal como expressão da soberania do povo.

QUINTAS DE DEBATE pretende juntar diferentes visões sobre temas da atualidade como política, economia e sociedade. Acompanhe:

No dia 05 Novembro a partir das 15 horas, no SOLAR DOS LEÕES-BENGUELA, será realizado mais um Quintas de Debate, com o tema: PRINCÍPIOS ELEITORAIS NA REGIÃO DA SADC: O seu impacto dentro dos países que compõem a região.

Será Prelector: CELESTINO ONESÍMO SETECULO (Coordenador da Plataforma Eleitoral)

Ainda poderão acompanhar no dia 12 de Novembro de 09

Sistema eleitoral no desenvolvimento da verdadeira Democracia em Angola

Será prelector: Bernado Tito

PARTICIPE E DIVULGUE

João Malavindele Manuel

Coordenador do CID

O OMUNGA agradece a todos os prelectores por se disponibilizarem de forma voluntária a darem as suas contribuições, como ao Pambazuka, Club K e Nova Águia, pela abertura no acompanhamento e divulgação dos debates.

Conta com o apoio Do PAANE

Poderão ainda acompanhar os debates, acedendo aos textos, comentando, questionando, sugerindo ou criticando através do http://quintasdedebate.blogspot.com ou ainda www.club-k-angola.com e www.pambazuka.org. Para mais contactos podem aceder ao terminal telefónico +00 244 272221535, ao móvel +00 244 917212135 e aos email quintas.de.debate@gmail.com, omunga.coordenador@gmail.com.

MOVIMENTO DE SOLIDARIEDADE EM TORNO DA III CONFERÊNCIA ANGOLANA DA SOCIEDADE CIVIL

O movimento em prol da III Conferência Angolana da Sociedade Civil, é também um espaço de iniciativas, de desafios e de solidariedade. Diferentes maneiras surgem como forma de contribuirmos para que a III Conferência seja um facto. Mas para isso é preciso ultrapassar obstáculos toda a hora e em todo o local. Algumas províncias enfrentam mais dificuldades que outras e é por isso, que todos olhamos e pensamos em como contribuir.

É o que diz respeito à província do Moxico que apela por apoio para que possam receber os mais diferentes convidados. Porque é importante receber esses convidados? É preciso que cada vez mais se possa mostrar as realidades e ultrapassar o isolamento. Daí veio a ideia da Alexia Gamito:

"A solidariedade com as províncias que necessitam de mais ajuda e a lógica da captação de fundos alternativos, não deveria nunca sair da nossa agenda. Esta é uma causa que acima de tudo é individual. Não acredito que as grandes questões do pais se possam resolver sem o compromisso e a responsabilização individual. Os financiadores devem ser um apoio, mas não serão a longo prazo a solução.

Como conheço a realidade do Moxico, penso ser importante e oportuno fazermos uma corrente de solidariedade, para levar para o Moxico, outras vozes - apresentadores de temas,… são poucos os que se interessem pelo Moxico, por isso deveria ser uma referencia para todos nós. Não podemos pensar o desenvolvimento de Angola, ignorando as zonas esquecidas.

Tenho estado a pensar no Moxico, e ocorreu-me uma ideia a muito falada mas nunca praticada - a captação de fundos alternativos. Penso que nenhum doador vai financiar o aluguer de um avião, más nós se quisermos conseguimos mobilizar outro tipo de fundos. Doações pessoais (daqueles que defendem este projecto) para uma causa social. Normalmente nas nossas listas de email existem pessoas com pouco dinheiro e existem outras com muito dinheiro. Será que não podemos divulgar a ideia para captar fundos de doações individuais? Penso que o grupo de coordenação já deve estar com muito trabalho para levar avante esta experiencia, por isso voluntariamente me ofereço para testar a ideia. Começo por mim. Para este fim vou fazer uma doação pessoal no valor de 1.000,00 USD. Agora precisamos de mais 7.000,00 USD, quem quer participar? Aceitamos também 1,00 dólar, o que vale não é o valor, mas a intenção de lutar por uma causa que é de todos.

Para onde fazer as doações??? Para a conta USD da II Conferencia (veja dados bancários). Se fizer algum depósito na conta, por favor comunique para que possamos fazer o registo, a gestão e a prestação de contas.

Prazo: Não temos muito tempo, este será o nosso principal problema. Mesmo assim vamos tentar?

Se conseguirmos dar este passo, para o próximo ano estamos em melhores condições para identificarmos fundos alternativos aos financiamentos tradicionais. Acredito que existem angolanos com dinheiro que se identificam com esta causa, temos que começar a identifica-los. Esta ideia é inconcebível?

Está lançado o desafio, por favor divulguem este email."

DADOS DA CONTA:

Titular da Conta: Centro para o Desenvolvimento e Parcerias Angola

Sub-conta: Conferência Angolana da Sociedade Civil

Banco: BFA (Banco de Fomento Angola)

Conta nº: 4583505532003

Nome da Conta: Dólar mais

Moeda: Dólar Americano

IBAN: AO06 0006 0000 45835055321 11

Swift/BIC: BFMXAOLU

Cidade - País: Luanda – Angola


Aproveitamos para transcrever a baixo o convite e apelo trazido a nós pelo Núcleo de Coordenação da Sociedade Civil do Moxico:

Caros/as Senhores/as,

Vimos através deste, informar oficialmente as representações diplomáticas supracitadas, que estão em curso as acções preparatórias para a realização da IIª Conferência Provincial da Sociedade Civil, no Moxico, a realizar-se nos dias 3 e 4 de Novembro do ano em curso na cidade do Luena.

Assim sendo, a Coordenação da SC/Moxico, tem a honra de convidar aos digníssimos representantes dessas Instituições Diplomáticas, Agências das NU, Agências Internacionais e ONG´s Internacionais, para participar na Cerimónia de Abertura deste Forum provincial, a ter lugar no dia 3 (Terça-feira).

A presença das Vossas Instituições nesta Conferência, será um estímulo importante para as Organizações directamente envolvidas no processo, bem como uma mensagem, a toda a comunidade do Moxico, do respaldo e solidariedade que a Sociedade Civil do Moxico em particular e a Sociedade Civil Angolana em geral, têm vindo a granjear por parte da Comunidade Internacional.

Gostaríamos também que tornassem extensiva esta mensagem a outras Instituições Internacionais, habitualmente interessadas nessas acções, que, pelo desconhecimento exacto dos seus endereços não conseguimos incluí-las no nesta mensage.

Nota:

Neste momento, as companhias aéreas não estão a viajar para o Moxico. Entretanto, aviões de pequeno porte estão a fazer este percurso. Existem algumas Agências que têm estado a fazer este percurso, alugando tais avionetas. O Aluguer de um avião para 15 passageiros custa quase 8.000,00 USD (Oito Mil Dólares Americanos). Estamos dispostos a ajudar as vossas Instituições na coodenação para o aluguer de um voo que possa sair de Luanda para o Luena.

Em caso de contacto poderão ligar para o Senhor Domingos Jorge (922 634374) ou enviar mensagens para o Senhor Gil ("gil.adra@yahoo.com.br" ) e a Senhora Alexia (agamito@cdpa-angola.org).

Esperando pelas vossas respostas, termino agradecendo a vossa habitual colaboração, desejando-lhes votos da mais alta estima e consideração.

Atenciosamente,

Domingos Jorge

Núcleo de Coordenação da

Sociedade Civil do Moxico

Luena

27/10/2009

CARTA ABERTA DA MARCHA MUNDIAL PELA PAZ E PELA NÃO-VIOLÊNCIA

*Carta aberta da Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência*


Os acontecimentos de extrema violência dos últimos dias nos incitaram a escrever esta carta. Partimos de nossa própria experiência pessoal não como observadores, mas como vítimas de mais uma expressão da barbárie que é cotidiana para muitas pessoas em nossa cidade. É uma triste realidade que, assim como nós, tantos outros milhões de pessoas estejam, neste instante, sofrendo a violação de seus direitos mais elementares como seres humanos.

É comum que muitas pessoas, depois de episódios como este ocorrido em Vila Isabel e no Morro dos Macacos, busquem soluções imediatistas e os supostos culpados por esta *tragédia anunciada*. No entanto, uma simples constatação revela que não há soluções imediatas para esta e as várias outras formas de violência que testemunhamos no Rio de Janeiro. Ademais, não há nenhum cidadão ou cidadã que esteja isento de responsabilidade por estes episódios. Carece elucidar que falamos de responsáveis e não culpados. Nós estamos submersos, como sociedade, há séculos, nesta cultura de violência.

Estes casos de violência física extrema são a ponta do iceberg. Até chegarmos nestes casos que são “batalhas perdidas”, muitas outras violências são permitidas e mais, *naturalizadas*. Somos todos responsáveis quando permitimos que um número cada vez maior de nossas crianças fique nas ruas esmolando. Somos todos responsáveis quando ficamos indiferentes ao massacre dos moradores das comunidades carentes do Rio de Janeiro, pelos bandidos e pela própria polícia. Somos todos responsáveis quando achamos normal que as pessoas, empresas e Estados mendiguem recursos à grande banca internacional, que além de concentrar grande parte do capital mundial sem produzir por isso, mostrou sua irresponsabilidade recentemente, desdobrando no fechamento de milhões de postos de trabalhos. Somos todos responsáveis por permitirmos que nossos jovens (a grande maioria pobres e negros) sejam exterminados pelas armas de fogo.

Não podemos comparar, no entanto e neste momento, a influência do cidadão comum e do Estado, por exemplo, para iniciar uma mudança na direção destes acontecimentos. Este Estado que, através da farsa que é a Democracia Representativa, que não é mais que uma Plutocracia, roubou o poder de decisão das pessoas comuns, que se encontram tão impotentes e, por isso, tão sujeitas e suscetíveis à violência. Na realidade, esta desapropriação talvez seja a maior das violências ou pelos menos, uma gigantesca influência sobre as demais. Padecemos de uma grande violência moral em vermos tanta desgraça e ficarmos imóveis.

Como encontrar a alegria, os sonhos e a paz que nos trouxeram até aqui e que nos permitiram superar tantas outras desgraças? Não temos a menor dúvida que esta mudança deve se dá também no interior de cada um de nós. Também não temos nenhuma dúvida que o caminho da violência não nos levará à Paz. E esta, antes de uma aspiração ou utopia, é uma necessidade. Devemos nos rebelar com a força da não-violência contra a morte, contra as armas, contra a miséria, contra a fome, contra a indiferença, até onde chegar nossa influência: na nossa família, no nosso bairro, nas escolas, universidades, cidades etc. Ao chegarmos aos milhões diremos aos principais dirigentes do planeta que não queremos mais esse destino estúpido, violento e sem sentido que tais irresponsáveis nos impuseram e que também permitimos que o fizessem. Não queremos mais que seja gasto a quantia de U$ 1,4 trilhão em armas no mundo, por ano. Com uma pequena parte desse montante acabaremos com a fome no Planeta. Queremos o desarmamento nuclear imediato. Queremos o desarmamento progressivo e proporcional do armamento convencional mundial. Queremos a retirada imediata dos territórios invadidos. Queremos tratados de não agressão entre os países. Queremos o fim da resolução de conflitos através da guerra. Queremos escolas e saúde públicas e de qualidades, queremos postos de trabalho, cultura e não fuzis e HKs. Queremos nossos jovens com participação e poder de decisão sobre suas demandas e necessidades. Eles são o motor da história, eles produzem a tão importante “dialética geracional”, como diria Tomás Hirsch. A morte dos milhares de jovens, hoje, é muito mais que uma violência física, é uma violência com a nossa história e com o nosso futuro.

Mas algo diferente começa a aparecer em nosso interior quando começamos a nos identificar com a dor do outro. Não é um sentimento que pesa, mesmo que fique submerso em meio a tanta indignação e dor. O sentimento de união, de compartilhar com outros a mesma situação abre, justamente, a porta, a janela que permitirá a superação deste mesmo estado de opressão.

A violência, em todos os seus aspectos e em todos os lugares, não é somente uma questão pessoal ou regional. Estamos diante de um cenário planetário. Assim como também é planetário esse movimento, essa nova sensibilidade, esse sentimento que começamos a perceber emergir de séculos de opressão. São pessoas e organizações que sabem que a violência é uma mentalidade e um processo acumulativo e, que para sairmos deste primitivismo, precisamos percorrer outros caminhos que estão fora do universo da própria violência. A Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência é o fruto desta sensibilidade e da ação de homens e mulheres valentes que estão construindo uma outra realidade. Somos precedidos por grandes ícones, suas condutas exemplares e grandes movimentos que já mostraram a eficácia da metodologia da não-violência. Este movimento não tem chefes, nem donos, nem amos. Tampouco queremos ser chefes, donos ou amos de ninguém. Milhões de homens e mulheres já levantaram suas vozes para que as mesmas sejam escutadas em todas as partes do mundo. A voz do fraco, a voz do débil se torna um coro poderoso quando ecoa por toda parte. Não é indiferente a sua participação, seja você uma pessoa ou uma organização. Não há posição neutra para estes assuntos, a omissão também é um posicionamento político. Seus sonhos, exigências e necessidades encontrarão convergência com esta que é a maior causa do momento em que vivemos: evitarmos uma catástrofe nuclear.


Rio de janeiro, outubro de 2009


Equipe Porta-voz/RJ

Mundo sem Guerras

portavoz.rj@marchamundial.org.br

OBS: Esta mensagem foi recebida de Nicolas Filipic Masso , através da Rede 3 Setor, a 24 de Outubro de 2009

FUTEBOL E CIDADANIA: Rumo à III Conferência da SC

O Torneio de futebol 11, em curso nas cidades do Lobito e Benguela, cumpriu a sua 6.ª jornada neste último fim-de-semana, onde se obtiveram os seguintes resultados:

Feira do Lobito - 0 X Sociedade Civil Lob. - 2
Sociedade Civil Bga - 0 X Escola/Logística - 3
Polícia - 0 X Academia Militar - 3
16 de Junho - 2 X Educação - 4

Com estes resultados, a classificação é a seguinte:

J

V

E

D

Gm

Gs

Pontos

Academia Militar

6

4

2

0

12

5

14

Escola/Logística

6

4

1

1

18

4

13

Educação

6

3

2

1

16

11

11

Sociedade civil Lobito

6

3

1

2

12

17

10

Feira do Lobito

6

2

1

3

7

14

7

Sociedade Civil Benguela

6

2

0

4

10

3

6

Polícia

6

1

1

4

3

1

4

16 de Junho

6

1

0

5

6

24

3



A próxima jornada conta com os seguintes jogos:

Sábado dia 30 , às 15h30

16 de Junho_____/_____Feira do Lobito

Academia Militar_____/_____Socidade Civil Benguela

Sociedade Cível Lobito_____/______Policia

Domingo dia 01 , às 9h30

Escola de Logística_____/______Educação

Com esta jornada, termina o torneio. No entanto está previsto ainda um jogo amistoso entre os dois primeiros qualificados a 13 de Novembro. Neste dia, num acto público, será feita a entrega de prémios ao primeiro e segundo classificado, à equipe fair-play, ao melhor marcador e ao guarda-redes menos batido. Serão ainda entregues certificados de participação a todos os jogadores.

A exemplo deste torneio, no próximo domingo, no Moxico haverá uma partida de futebol que porá frente a frente as equipas da Sociedade Civil e da Polícia Nacional.