24/08/2016

ACTIVISTAS NO LOBITO FALAM DAS SUAS ÚLTIMAS EXPERIÊNCIAS DE PRISÃO


24/08/16
ACTIVISTAS NO LOBITO FALAM DAS SUAS ÚLTIMAS EXPERIÊNCIAS DE PRISÃO

Temos vindoa a acompanhar com enorme preocupação a perseguição, agressão, detenção, prisão e condenação de activistas e cidadãos um pouco por todo o país.

O caso que mais marcou, através da média, foi o caso dos “15+2” em Luanda que, continua ainda a impressionar o país e o mundo. Os jovens enquadrados nos “15+2”, negam querer ser amnistiados já que consideram não terem cometido qualquer crime e por isso aguardarem a decisão do Tribunal Supremo.

No entanto, não nos devemos prender apenas a este caso já que, regularmente, cidadãos são impedidos um pouco por todo o país, de exercer o seu direito fundamental que é o da manifestação.

Por isso gostaríamos apenas lembrar de alguns casos ocorridos desde o mês transato. A 23 de Julho,46 cidadãos foram detidos em Benguela quando programavam realizar uma manifestação para exigir medidas concretas contra a criase e a inflação. Vinte e três deles foram detidos conjuntamente com a viatura da OHI que os transportava. Esta viatura continua até à presente data retida pela polícia nacional de Benguela. Os referidos activistas foram libertos no início da noite daquele mesmo dia.

Já a 4 e 5 de Agosto,no 2º Tchimbuila, zona alta da cidade do Lobito, 4 activistas foram detidos e acusados de “furto qualificado” e “tráfico de drogas”. Dois deste jovens já se encontram em liberdade a aguardarem o desenvolvimento do +processo, depois de ter-se pago a caução. No entanto Valeriano Kussumuna e Amaro Justino Quintas continuam a aguardar pela solidariedade para que seja paga a caução.

No final da tarde de 21 de Agosto mais dois activistas membros do MRB foram agredidos e detidos no 2º Tchimbuiila, no Lobito, pelo comandante da 4ª esquadra e cerca de 20 agentes, apenas porque se encontravam reunidos.

Entretanto, no sábado, manifestantes em Luanda foram sériamente reprimidos pela polícia junto ao Largo 1º de Maio, quando pretendiam exigir a demissão do presidente da República e em Malange, a polícia impede a realização duma manifestação, no mesmo final de semana.

A OMUNGA ouviu Avisto Bota, activista do MRB que nos falou sou os factos ocorridos a 4 e 21 de Agosto no 2º Tchimbuila.


Paulo Vince Cinco, um dos activistas detidos na tarde de 21 de Agosto, também conversou com a equipa da OMUNGA e falou sobre o que realmente aconteceu naquele dia.

23/08/2016

CECILIA CASSAPI, MULHER E ATIVISTA NO SUL DE ANGOLA. QUEM É?


23/08/16

CECILIA CASSAPI, MULHER E ATIVISTA NO SUL DE ANGOLA. QUEM É?

Aquando da nossa estadia no Lubango, a OMUNGA pôde conversar com a Cecília Cassapi, activista da ACC.

Nesta conversa, Cecília conta como tudo começou há tantos anos, nesta vida de activismo e como defensora de Direitos Humanos.

Cassapi tem grande parte da sua vida ligada aos Direitos Humanos e muitos casos de graves violações dos Direitos Humanos no sul de Angola, especialmente na Huíla e agora no Cunene, têm a sua intervenção. Lembramos os graves acontecimentos das históricas demolições no Lubango e das ocupações de terras das comunidades agro-pastoris dos Gambos.

De trato fácil e sempre sorridente, Cecília é um exemplo concreto de liderança feminina em Angola.

Aqui, a OMUNGA não poderia deixar de fazer esta humilde homenagem a Cecília, à mulher e activista no sul de Angola.

Acompanhe aqui a nossa conversa.

22/08/2016

ACTIVISTAS DETIDOS NO DOMINGO NO LOBITO, JÁ SE ENCONTRAM SOLTOS


22.08.2016

ACTIVISTAS DETIDOS NO DOMINGO NO LOBITO, JÁ SE ENCONTRAM SOLTOS

Paulo Vinte Cinco e Francisco Catraio foram soltos depois de terem sido detidos por volta das 18 horas de domingo (21.08.2016), junto às obras das futuras instalações do IMNE, na Lixeira, Lobito.

A OMUNGA aguarda pelas declarações dos dois activistas.
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No entanto, na altura da denúncia da detenção, foi informado que cerca de 20 agentes da polícia, fardados e à civil, junto com o comandante da 4ª esquadra da polícia do Lobito, Alberto Canjengo, transportados por uma viatura da patrulha, depois de pretenderem expulsar os activistas do local, agrediram e fizeram a detenção dos dois membros do MRB.

Acompanhe a denúncia via telefónica.

ACTIVISTA AVISTO BOTA FALA DA SUA DETENÇÃO

Avisto Bota (esquerda) conjuntamente com outros activistas do MRB, 
dos "15+2" e o director executivo da OMUNGA

22.08.2016

ACTIVISTA AVISTO BOTA FALA DA SUA DETENÇÃO

O activista Avisto Bota foi solto na passada sexta-feira, 19 de Agosto, depois de se ter pago a caução de 68 mil kwanzas.

Depois de ter passado 15 dias na prisão, sob acusação de “furto qualificado” e de “tráfego de droga”, o activista conversou ao telefone com o coordenador da OMUNGA onde abordou ainda sobre as condições em que se encontram os reclusos na Comarca do Lobito.
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Avisto Bota apelou ainda à intervenção das organizações de Direitos Humanos e à solidariedade para com os activistas ainda detidos.

Por outro lado, já na tarde de domingo, mais dois activistas foram detidos e agredidos pelo comandante da 4ª esquadra do Lobito, conjuntamente com cerca de 20 efectivos da polícia nacional, fardados e à civil, transportados por uma viatura da patrulha.

De acordo às informações os mesmos já foram soltos.

Entretanto em Luanda, manifestantes foram violentamente agredidos, no sábado, junto do Largo 1º de Maio, em Luanda, quando pretendiam exigir pela demissão do presidente da República.



21/08/2016

ÚLTIMA HORA: MAIS ACTIVISTAS DETIDOS NO LOBITO


 ÚLTIMA HORA: MAIS ACTIVISTAS DETIDOS NO LOBITO
21.08.2016

COMUNICADO URGENTE
Activistas detidos no lobito

A Associação OMUNGA vem por este meio denunciar publicamente, a detenção de mais dois activistas, Paulo Vinte Cinco e Francisco Catraio, do Movimento Revolucionário de Benguela, ocorrida hoje, 21 de Agosto de 2016.

A detenção ocorreu por volta das 18 horas, quando os jovens do MRB, estavam reunidos nas obras do futuro IMNE, Bº da Lixeira no Lobito.

De acordo às informações, o comandante da 4ª esquadra, Alberto Canjego, com cerca de 20 efectivos da polícia, transportados por uma viatura da patrulha, ocorreu ao local exigindo a retirada de todos do local considerando não poderem reunir-se ali. Quando os activistas pretendiam abandonar o local, iniciaram as agressões e as detenções dos dois activistas que foram transportados possivelmente para a unidade da 4ª esquadra.

Lembramos que os membros do MRB reunem-se normalmente naquele lugar abandonado, todos os domingos.
Já a 4 de Agosto, 4 activistas também do MRB foram detidos no 2º Tchimbuila, sendo acusados de “roubo qualificado”, “ofensas corporais” e “tráfico de drogas”. Neste momento, desses activistas, dois já se encontram soltos mediante pagamento de caução e permanecem presos o Kussumuna e o Justino Quintas.
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Ainda hoje, em Luanda, manifestantes foram violentamente agredidos em Luanda perto do Largo 1º de Maio, quando rpetendiam exigir a demissão do presidente da República.

Perante esta situação, a OMUNGA está preocupada com esta perseguição, agressão e detenção de activistas em Angola e exige a imediata e incondicional libertação dos mesmos.

Tais actos de violência policial e de repressão contra os direitos dos cidadãos não ajuda em nada a construção do país democrático que todos nós almejamos.

José Patrocínio

Director Executivo

OMUNGA CONDENA VIOLÊNCIA POLICIAL CONTRA MANIFESTANTES, EM LUANDA


21.08.2016

COMUNICADO URGENTE
Violência policial contra manifestantes em Luanda

É com enorme preocupação que a OMUNGA tomou conhecimento de mais um acto de violência policial contra manifestantes pacíficos em Luanda.

O facto ocorreu ontém, sábado (20.08.2016) quando os manifestantes tentavam aproximar-se do Largo 1º de Maio onde encontraram um enorme aparato policial fortemente armado.

De acordo ainda às informações, entre os manifestantes agredidos, encontra-se António Diogo Chinguari que foi mordido por um dos cães policiais.

A manifestação prevista tinha como propósito exigir a demissão do presidente da República.

Lembramos que, tal violência ocorre simultâneamente com o encerramento do congresso do MPLA, partido no poder e onde tenta, manipulando os órgãos de comunicação pública, trazer uma imagem de mudança. Infelizmente o discurso não corresponde com a realidade.

Por isso, a OMUNGA apela aos partidos políticos estrangeiros convidados a participar no referido congresso do MPLA a tomarem urgentemente uma posição contra a violência policial e a violação abusiva e sistemática do direito à manifestação em Angola, deixando de considerar que tal posicionamento corresponderia a ingerência nos assuntos internos de Angola.

As relações entre Angola e os demais Estados, especialmente Portugal, devem representar acima de tudo o respeito da dignidade dos povos, contrariando o que se tem acompanhado, a defesa e manutenção dos interesses económicos e financeiros, principalmente privados à custa do sacrifício dos seus cidadãos e da sua constante humilhação.

A OMUNGA responsabiliza o presidente da República por mais esta acção irresponsável por parte da polícia nacional e exige uma investigação imediata sobre o ocorrido.

José Patrocínio

Director Executivo


20/08/2016

CONFLITO DE TERRAS NO Bº DO GOLFE CONTINUA SEM FIM À VISTA

Encontro de mulheres da comunidade com a activista Rosa Conde

20.08.2016
É com elevada preocupação que a OMUNGA continua a não ver o fim do conflito de terras no Bº do Golfe, zona alta do Lobito, que envolve as comunidades, representadas por 5 famílias, e a cidadã Nádia Furtado.

Em jogo está uma área em que o governo provincial de Benguela, considera ser propriedade de Nádia Furtado, de 12 hectares. Enquanto as 5 famílias que correspondem a 160 pessoas, reclamam a mesma área como sendo sua.

Durante algum tempo, a administração municipal do Lobito usou a força policial para tentar expulsar as referidas famílias, destruindo bens, agredindo, prendendo e condenando membros da comunidade.

Entre muitos dos passos dados, as comunidades endereçaram uma carta ao Presidente da República de quem aguardam uma resposta.

Depois de um longo processo negocial, conseguiu-se ter um encontro na última quinzena de Julho, dos representantes das famílias com o Administrador Municipal do Lobito, onde o único resultado foi o de uma equipa da administração municipal fazer o levantamento da área.

Em sequência disso, a OMUNGA já endereçou uma carta ao Administrador Municipal do Lobito a reconhecer a importância desse passo dado. No entanto, continua-se sem saber qual o tamanho da área nem tão pouco quando e como se pretenderá fazer o talhonamento.

A OMUNGA defende que todo este processo deve envolver as famílias. Infelizmente, passados já quase 30 dias, as comunidades continuam preocupadas e começam a considerar ocupar a referida área, fazendo as demarcações entre si e esperando a legalização posterior por parte da Administração.

Tomando em conta o grau de violência a que estas pessoas já foram sugeitas, a OMUNGA apela mais uma vez para o bom senso por parte da Administração do Lobito quer em agilizar o processo, já que as pessoas precisam de certezas para que possam construir as suas habitações e, que envolva as comunidades no processo de demarcação, talhonamento, distribuição e de legalização dos referidos terrenos.

Vídeo de Alberto Carlos