23/07/2017

QUE OS PARTIDOS POLÍTICOS CONSIGAM ENTENDER NA SOCIEDADE, UMA INTERLOCUTORA SÉRIA E QUE PRECISA DE RESPOSTAS


QUE OS PARTIDOS POLÍTICOS CONSIGAM ENTENDER NA SOCIEDADE, UMA INTERLOCUTORA SÉRIA E QUE PRECISA DE RESPOSTAS
Lobito, 23.07.2017

Foi no Lubango que a OMUNGA encontrou Cesaltina Bastos de Abreu e muito rapidamente ouviu sobre as expectativas para as eleições de 23 de Agosto.

23 de Agosto, em princípio, em Angola, vai significar eleições gerais. São eleições nas quais as pessoas são chamadas e é importante que realmente a maior parte, senão todas as pessoas que se registaram compareçam às mesas de voto no sentido de exercerem esse direito e dever.

Não se trata aqui de uma luta, de uma batalha, uma eleição não é isso. Uma eleição é uma comparação entre propostas que sejam apresentadas. O que nós temos que tentar fazer é levar as nossas preocupações, tornar públicas as nossas preocupações e tornar público o nosso desejo, o nosso interesse de que essas preocupações sejam respondidas pelos partidos durante a campanha.

É um clima de ouvir e de falar, colocar também as suas questões no sentido de haver uma troca para que depois as pessoas possam em liberdade fazer uma comparação e em função dessa comparação fazer uma escolha.

Eu espero sinceramente que consigamos nesta campanha eleitoral que se avizinha que nós consigamos demonstrar mais uma vez uma maturidade do ponto de vista nós sociedade,d e forma a que os proponentes das listas, portando os partidos consigam perceber na sociedade uma interlocutora séria e que precisa de ter respostas em relação aos problemas que tem vivido e que vai levantar. Eu espero que se levantem esses problemas.

CADA UM DEVE EXERCER O SEU DIREITO COMO CIDADÃO


CADA UM DEVE EXERCER O SEU DIREITO COMO CIDADÃO
Lobito, 23.07.2017

Durante a digressão da OMUNGA pelas terras da Huíla, ouviu Alice Peso que deixou a seguinte mensagem, referente às eleições de 23 de Agosto de 2017.

Para todos os angolanos, que exerçam bem o seu direito de cidadania, que consigam cumprir com aquilo que são os pressupostos que estão escritos no compêndio eleitoral e que cada um vá lá exercer o seu direito. Fazer a sua escolha para amanhã saber cobrar. Só cobra quem votou, quem não vota não tem direitos de cobrar nada do que o país está a fazer, bem ou mal.

Uma mensagem que todos vão votar, cada um deve exercer o seu direito como cidadão, contribuindo com o seu voto nestas eleições que se avizinham.


QUE HAJA UMA VERDADEIRA LIBERTAÇÃO DA TERRA. ANGOLA PRECISA DO JUBILEU DA TERRA


QUE HAJA UMA VERDADEIRA LIBERTAÇÃO DA TERRA. ANGOLA PRECISA DO JUBILEU DA TERRA
Lobito, 23.07.2017

A OMUNGA esteve na Huila e sentiu-se obrigada a ter que ouvir o P. Pio Wacussanga sobre quais são as expectativas para as eleições que terão lugar a 23 de Agosto de 2017.

As expectativas que há por parte das pessoas, é que cada vez que acontecem eleições, se maximize a justiça, partilha, o direito humano, a boa governação, a transparência pública e que haja uma verdadeira libertação da terra. Angola precisa do Jubileu da Terra. Espero que estas eleições tragam isto.

As expectativas estão cada vez mais reduzidas por parte das pessoas que as eleições em Angola tragam justiça social. Tivemos quatro experiências que não resultaram bem. Essa não é a minha expectativa mas é o que a gente lê nos olhos das pessoas, que as eleições tragam justiça social.

20/07/2017

VIVER EM DEMOCRACIA É RESPEITAR A DIFERENÇA DE CADA UM

Administradora do Bocoio Deolinda Valyangula

VIVER EM DEMOCRACIA É RESPEITAR A DIFERENÇA DE CADA UM
Lobito, 20.07.2017

Bocoio é uma das parcelas da província de Benguela onde realmente se vem ainda confrontando com graves problemas de intolerância política. O último caso ocorreu a 26 de Maio do corrente ano, na aldeia da Balança, comuna do Cubal do Lumbo que depressa se alastrou a quase toda a extenção do município, tendo provocado mais de 3000 pessoas deslocadas.

A OMUNGA esteve neste município e ouviu a Administradora Municipal, Deolinda Valyangula, que deixou o seguinte apelo:

“Todo e qualquer país tem um rumo e de um tempo a esta parte o país Angola escolheu um rumo que é o rumo da democracia. Significa que, todas as pessoas têm que trabalhar e tomar comportamentos que se afigurem como aqueles que vão assegurar a democracia por nós escolhida e para que a nossa democracia continue e se torne cada vez mais robusta. E dizer que viver em democracia é respeitar a diferença de cada um, respeitarmos a opinião de cada um e tratarmos os assuntos sem nunca optarmos pela violência. A violência hoje em Angola está legislada como crime e, o crime nunca compensa. A violência não resolve problemas, provoca outros problemas.

Não compreendo como é que algumas pessoas ainda não tenham ainda isso em mente mas nós, como responsáveis do município do Bocoio, temos estado a aconselhar a todos os nossos cidadãos a pautarem por um comportamento cívico que respeite a pessoa humana porque a vida não tem preço e a nossa união é que dá frutos e frutos bons. Por isso eu queria deixar a toda a nossa população esta mensagem de paz.

Temos que viver em harmonia. A democracia é tudo isso. Paz, harmonia, respeito e uma convicência sã. Somos angolanos de Cabinda ao Cunene, cabemos no nosso país, mas não precisamos de pensar da mesma maneira, aliás, o pensamento quando diverge cria desenvolvimento. Era esta a informação que eu queria deixar par a toda a população do Bocoio.”


19/07/2017

QUE AS PESSOAS PAREM DE OLHAR O PRIMO, O VIZINHO, DE UM OUTRO PARTIDO, COMO INIMIGO


QUE AS PESSOAS PAREM DE OLHAR O PRIMO, O VIZINHO, DE UM OUTRO PARTIDO, COMO INIMIGO
Lobito, 19.07.2017

A OMUNGA esteve no Bocoio e ouviu Matias Alberto Charrua, 1º secretário do PRS naquele município que deixou a seguinte mensagem:

Queremos que as nossas eleições ocorram num clima de paz, num clima de harmonia e que as pessoas vivam um espírito de irmandade e que temos que concordar com o jogo politico e democrático. Que vença as eleições quem tiver melhor programa de governação e que todos os partidos que neste 23 de Agosto não conseguirem alcançar o poder se submeta a quem vencer, quem vencer mesmo na legalidade, sem fraude.

Que as pessoas parem de olhar o primo, o vizinho, de outro partido como inimigo.

Nós pedimos que o nosso município entregue-se à paz, entregue-se à harmonia e que estes problemas parem e calem mesmo e nunca mais as pessoas queiram este tipos de actos que são inadequados para uma sociedade.

REPRESENTANTE DA EMBAIXADA AMERICANA VISITOU A COMUNIDADE DO 16 DE JUNHO

Eulália Amorim conversando com um dos membros da comissão de mroadores do 16 de Junho

REPRESENTANTE DA EMBAIXADA AMERICANA VISITOU A COMUNIDADE DO 16 DE JUNHO
Lobito, 19.07.2017

A 13 DE Junho de 2015, Maria Eulália Amorim, funcionária da Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola, esteve em Benguela para um encontro com a Associação OMUNGA e aproveitou para fazer uma visita à comunidade do 16 de Junho, Bº 27 de Março, na zona alta da cidade do Lobito.

Esta comunidade é constituída essencialmente por ex crianças de rua e depois de muita luta conseguiram realmente ter o reconhecimento por parte do Estado que, pela primeira vez em Angola, através do Governo Provincial de Benguela, foi construído um bairro social para ex moradores de rua.

Eulália Amorim disse que ficou “muito satisfeita de ver uma comunidade que precisou de ser integrada e que está aqui em cima reunida de uma forma organizada e que tem vontade de desenvolver esta zona, o bairro 16. Fiquei muito, muito interessada da forma como os jovens estão aqui a organizar a sua vida.”


OMUNGA PROMOVE A PARTICIPAÇÃO DAS CRIANÇAS NAS ESCOLAS


OMUNGA PROMOVE A PARTICIPAÇÃO DAS CRIANÇAS NAS ESCOLAS
Lobito, 19.07.2017

No dia 6 de Julho de 2017, as crianças da oficina de vídeo e de jornalismo da escola do Ngolo D’areia, fizeram uma apresentação das actividades realizadas pelas diferentes oficinas daquela escola.

O objectivo foi o de, para além de desenvolver as habilidades técnicas de vídeo, como de edição, teve também propósitos importantes relacionados com a pesquisa, especialmente através da internet, da escrita, da composição, forma de descrever informações e também de falar perante um público. Aproveitou-se ainda para que as crianças conheçam outras ferramentas de informática, nomeadamente o power point.

Durante a actividade aproveitou-se para se lançar o jornal mural, “Os Nossos Mambos” que deve ser actualizado pelas próprias crianças da oficina de jornalismo.

Estiveram presentes 196 crianças, das quais 102 do sexo feminino, assim como 8 encarregados de educação, 4 professores, o director da escola e o soba da comunidade.

O projecto pretende também promover a escola enquanto ponte entre as famílias e a comunidade. O "Meio Ambiente" tem sido a temática que se tem utilizado como foco da acção.



Já a 1 de Julho se tinha realizado uma actividade idêntica na escola Mutu-ya-kevela, no Bº da Luz, que contou com a presença das 15 crianças das oficinas, 10 meninos e 5 meninas, na presença de sala cheia de encarregados de educação, 6 professores e o director da escola.

10/07/2017

AS POPULAÇÕES ESTÃO MOTIVADAS, TÊM ESSA ESPERANÇA DE IR ÀS URNAS - Mensagem de Daniel Capitango, Secretário da Regedoria do Bocoio

Daniel Capitango, Secretário da Regedoria do Bocoio

AS POPULAÇÕES ESTÃO MOTIVADAS, TÊM ESSA ESPERANÇA DE IR ÀS URNAS - Mensagem de Daniel Capitango, Secretário da Regedoria do Bocoio
Lobito, 10.07.2017

A partir de 26 de Maio, mais de 3000 pessoas viram-se obrigadas a abandonar as suas áreas de residência devido a problemas de intolerância política, no município do Bocoio.

A OMUNGA, conjuntamente com o CRB enquanto membros da Plataforma Eleitoral da Sociedade Civil - Benguela (PESCB), têm estado a monitorar o contexto político naquele município. Foi assim que mantiveram encontros com o Secretário da Regedoria e a quem pediram uma mensagem de paz.

A regedoria deixa a mensagem que daqui falta pouco até dia 23 de Agosto, é daqui a nada, as eleições vêm ali, vamos lá votar, cada um que vá lá livremente escolher qual é o seu partido no coração mas que não seja obrigado. Às vezes pode acontecer que alguém vai dizer vai votar o fulano, mas isso é um grave erro. Então, já que as populações estão motivadas, têm essa esperança de ir às urnas, a mensagem que deixamos é que esperamos que até ao dia 23 vem, não ouvimos mais nenhum circuito a nível do município, esperamos que alguém ainda não tenha mais nenhuma ideia contrária  Esperamos que as eleições que vêm ali, quem ganhar assim ganhou, ninguém mais cria outra ideia diferente,’que não, eu devia só ganhar”, porque quem vai determinar é o elemento eleito, tanto faz se é do partido A, se é do partido B, se é do partido C, quem ganhar pronto, o povo votou, o povo escolheu, ninguém mais pode complicar a situação, dizer ah porque não as eleições fez aquilo ou aquilo. Nós vamos evitar isso. Esperamos que não aconteça. Quem ganhar fica a governar 5 anos e depois espera mais outro tempo. Se assim for, a nossa paz será uma paz duradoura que ninguém vai pensar mais uma outra coisa. O apelo que deixamos é este, vamos às eleições com saúde, alegria, amor, porque isto está tipo num campo de futebol. Ganha quem preparar bem a sua equipa. Quem estiver a treinar bem a equipa, vai ganhar. Quem estiver a treinar mal também ... pá, depende. Quando no futebol alguém perde, alguém ganha, mas depois no fim todos se abraçam, se apertam as mãos, isso é que é. É a mesma coisa as eleições que vem aí. Agora se dizer que não é que as eleições foi assim, depois cria conflito, assim estamos distantes com as próprias normas da democracia. A mensagem nossa é esta. Que se espalha a todos os municípios, a todas as comunas e toda a Nação.

05/07/2017

ELEIÇÕES LIVRES JÁ! PELO RESPEITO DA DIFERENÇA E PELA TOLERÂNCIA

ELEIÇÕES LIVRES JÁ! PELO RESPEITO DA DIFERENÇA E PELA TOLERÂNCIA
Lobito, 05.07.2017

O Projecto Eleições Livres Já!, da Associação OMUNGA e apoiado pelo NED e OSISA, desenvolve uma campanha pelo respeito à diferença e pela tolerância, sob o lema "O Meu Voto É Sério".

É nesse contexto, que membros do Movimento Revolucionário de Benguela, estiveram a 30 de Junho, 6ª feira, na praça do Tchapanguela, Lobito, a fazer distribuição gratuita de CD com música Rap gravados para a referida campanha. O grupo alvo foram os taxistas, vulgo Kandongueiros.

O POVO TEM QUE VIVER MESMO EM PAZ - Secretário da CASA-CE no Bocoio

Secretário da CASA-CE no Bocoio, Fernando Chilumbo Kalima, o 3º a contar da direita

O POVO TEM QUE VIVER MESMO EM PAZ - Secretário da CASA-CE no Bocoio
Lobito, 05.07.2017

"O povo tem que viver mesmo em paz. Não significa só essa paz, o calar das armas, mas sim o expressar de uma sólida estabilidade social assente na aceitação plena de todos os angolanos. Os angolanos têm que viver reconciliados, viver numa reconciliação verdadeira em que tem que haver uma aceitação de um aos outros. Só assim que nós vamos ter uma eleição livre, justa e transparente, sem nenhuma intimidação.”  

QUE TODOS NÓS FITEMOS OS OLHOS COM CONFIANÇA E ESPERANÇA NUM FUTURO MELHOR - Padre Quintino Kalenguila

Padre Quintino (ao Centro) na Missão Católica Nª Sª de Fátima, Bocoio

QUE TODOS NÓS FITEMOS OS OLHOS COM CONFIANÇA E ESPERANÇA NUM FUTURO MELHOR - Padre Quintino Kalenguila
Missão Nª Sª de Fátima - Bocoio
Lobito, 05.07.2017

“Para o povo do Bocoio a mensagem que eu deixo, eu também faço parte desse povo, é que se mantenha tranquilo. Primeiro que confie nas suas capacidades sociais, culturais, políticas, que cada um tenha consciência do que vai fazer, sobretudo nos próximos tempos e que respeite a diferença, porque é mesmo dentro da diferença que fazemos essa unidade, não podemos fazer todos a mesma coisa, e que essa terra que temos, que deus nos deu, nos dá obrigações e também direitos de a defender. Defendemos com quê(?) Cada o pouco que tem ou com muito que, deve sentir essa responsabilidade de fazer crescer, não só para si mas também para os outros. Isso é o que faz a comunidade, isso é o que faz uma aldeia, uma comuna, um município, uma província e um país. Que todos nós fitemos os olhos com confiança e esperança num futuro melhor.”

30/06/2017

PAZ PARA O BOCOIO. "TEM QUE HAVER A CONVIVÊNCIA PACÍFICA NA DIFERENÇA"


No município do Bocoio que vive ainda momentos de enorme gravidade, a partir de Maio, focados em intolerância política, a OMUNGA esteve a ouvir os partidos políticos.

João Chilumbo, secretário municipal da UNITA, deixou-nos estas palavras dirigidas aos seus militantes, em particular e a todos os cidadãos em geral:

Nós a UNITA pensamos - ‘só nós a UNITA em Angola não pode, a coisa não anda. Tem que haver a convivência pacífica na diferença’ - Neste preciso momento, a nossa mensagem é todos convivermos juntos e nosso objectivo é acalmar as situações para que a coisa fique cimentada em que ninguém quer mais da guerra, ninguém quer mais de outra coisa. O que nós queremos é a paz. A paz dos corações, a paz que faça com que o povo esteja livre, esteja à vontade, não haja mais nada que possa nessa altura descomandar aquilo que foi o tempo dos 15 anos de paz.

23/06/2017

É BOM QUE SAIBAMOS ACEITAR AS MUDANÇAS, ACEITAR AS ALTERNATIVAS: Pascoal Baptistiny, director executivo da MBAKITA


É BOM QUE SAIBAMOS ACEITAR AS MUDANÇAS, ACEITAR AS ALTERNATIVAS: Pascoal Baptistiny, director executivo da MBAKITA
Lobito, 23.06.2017

A OMUNGA esteve em Menongue, Kuando Kubango e pôde conversar com Pascoal Baptistiny, director executivo da MBAKIT A que, ao falarmos das eleições, aconselhou para "que nos consideremos como irmãos, como compatriotas acima de tudo, não como inimigos. A política é uma arte de desenvolver a vida do homem, desenvolver a própria cidade, mas deve ser feita dentro de um prisma de paz, dentro de um prisma de reconciliação, dentro de um prisma de visão sobre a própria governação, sobre a própria democraia e do próprio Estado democrático e de direito.

Se nós não percebermos o que é a democracia, o que é o Estado democrático e de direito, certamente vamos continuar na mesma onda como se ainda estivessemos no mono-partidarismo e então a população tem que se abrir, é um processo, mas é bom que saibamos aceitar as mudanças, aceitar as alternativas, aceitar tudo aquilo que leva o homem a um desenvolvimento multifacético."

ESCOLHER OS DIRIGENTES QUE POSSAM DIRIGIR OS INTERESSES DO POVO, É A MENSAGEM DO DIRECTOR DA ESCOLA DA LÓMIA, NO CAIMBAMBO, PARA AS ELEIÇÕES 2017


ESCOLHER OS DIRIGENTES QUE POSSAM DIRIGIR OS INTERESSES DO POVO, É A MENSAGEM DO DIRECTOR DA ESCOLA DA LÓMIA, NO CAIMBAMBO, PARA AS ELEIÇÕES 2017
Lobito, 23.06.2017

A OMUNGA ouviu Quinto Chivela, director da escola primária Mutu-ya-kevela, localizada na aldeia da Lómia, município do Caimbambo que expressou que "as eleições num determinado país democrático, o povo está oficializado para ir às eleições votar e escolher os seus dirigentes que possam dirigir condignamente os interesses do povo.

Esperamos que as mesmas [as eleições] sejam bem-vindas, bem executadas e o pessoal que lá vai esteja consciencializado que não saia mais conflitos, todos com um coração aberto, com um coração único, iremos pra lá alegremente de maneiras que não criemos tumúltos a esta bela pátria, terra angolana."

O CONTRIBUTO DA CULTURA HIP HOP NA CONSOLIDAÇÃO DA PAZ, FOI TEMA DE DEBATE NO QUINTAS DE DEBATE (o vídeo)


O CONTRIBUTO DA CULTURA HIP HOP NA CONSOLIDAÇÃO DA PAZ, FOI TEMA DE DEBATE NO QUINTAS DE DEBATE
Lobito, 22.06.2017

Na passada quinta-feira, 15, a OMUNGA em parceria com o Movimento de Rua, realizaram em simultâneo, duas actividades, no Hotel Praia Morena em Benguela, a partir das 15 horas.


Juntou-se assim um Quintas de Debate que abordou "O contributo da cultura Hip Hop na consolidação da Paz" e em que foram palestrantes os músicos Cândido Toca e Juca Manjenje, ambos do Lobito.

Depois, fez-se o lançamento e a apresentação do EP "Eleições Livres Já", com músicas do estilo rap gravadas especialmente para a campanha de educação cívica eleitoral levada a cabo pela OMUNGA.

As actividades enquadram-se nos projectos Quintas de Debate e Eleições Livres Já! apoiados pela OSISA e têm como objectivo promover a participação cívica e pacífica dos jovens no processo democrático.

19/06/2017

MCK NO LOBITO, NO ANIVERSÁRIO DA OMUNGA – “Uma juventude governada por velhos”


MCK NO LOBITO, NO ANIVERSÁRIO DA OMUNGA – “Uma juventude governada por velhos”
(Entrevista em vídeo)
Lobito, 19.06.2017

MCK, o rapper conhecido também por Katrogi, aterrou no aeroporto da Catumbela, já no final da manhã de sexta-feira, 16, proveniente de Luanda. O objectivo desta viagem foi o de participar nas actividades comemorativas do 11º aniversário da OMUNGA.

Inicialmente, previa-se a realização de um espectáculo de Rap, na comunidade do 16 de Junho, Bº 27 de Março, zona alta da cidade do Lobito, nesse dia, a partir das 17 horas. Infelizmente, a organização viu-se obrigada a alterar o horário devido à limitação imposta pela administração municipal do Lobito, que estabelecia as 18 horas, como limite para as actividades.

Várias opiniões acham que essa limitação de horário teve precisamente como propósito impedir a realização do referido espectáculo. A OMUNGA tinha organizado actividades no período da manhã, envolvendo crianças daquela comunidade, de 3 escolas primárias públicas do Lobito, crianças do Caimbambo e do Huambo, no período da tarde com uma feira da sociedade civil e uma sessão de graffiti e então, previsto a partir das 17 horas arrancar com o espectáculo de rap que contaria com músicos do Lobito, Luanda, Huambo e Caimbambo.

É importante recordar que várias actividades do género organizadas pela OMUNGA, foram várias vezes impedidas e sofreram a intervenção da polícia, nomeadamente em 2011 e em 2016, durante o OKUPAPALA.

Esta imposição obrigou à mudança de horários à última da hora, trazendo sérios transtornos na sua divulgação e mobilização.

No entanto, o mais importante é que o referido espectáculo teve lugar. No final, a OMUNGA ouviu o MCK.

Relação com a OMUNGA
Para mim é sempre um enorme prazer trabalhar para a OMUNGA ou cooperar com a OMUNGA. Eu acho que a primeira vez que cá vim foi em 2006, se não estou em erro e desde 2006 até agora firmámos uma parceria que eu acho que cresce todos os dias e o que me faz feliz, que me dá prazer de estar cá sempre e das vezes que me dá vontade de voltar, é a respeitabilidade e a grande preocupação que a OMUNGA tem em trabalhar no interior das comunidades. E aqui, 16 de Junho, nesse caso concreto, é uma comunidade que a OMUNGA tem uma parceria praticamente nos 11 anos de existência e para mim é uma das maiores felicidades fazer com que a minha música contribua para a mudança e o melhoramento das condições de vida das pessoas. Se a minha música contribui para que as pessoas cresçam a nível de consciência, se a minha música contribui com que as pessoas consigam colmatar aquelas insuficiências de educação, do exercício de cidadania, do conhecimento dos seus próprios direitos, do aprendizado daquilo que são os direitos humanos e terem instrumentos de defesa e poderem-se defender por si só, para mim é um enorme prazer.

Acabar um concerto, perto de 30 minutos [depois] e ter esse calor lá fora, esse barulho, essas vozes e as pessoas à espera para dar um abraço, para mim é uma mensagem de esperança e acima de tudo de transformação de consciência. É basicamente o trabalho que a OMUNGA tem feito e nesse 11º aniversário, tem um tema muito extraordinário e um momento muito especial no nosso país.


Angola em momento de pré-campanha eleitoral
Estamos neste preciso momento a atravessar o momento pré-eleitoral e é desejo da OMUNGA e de todos os angolanos de boa fé, que tenhamos então eleições verdadeiramente livres, justas, que tenhamos um processo com lisura, transparência, onde os angolanos sejam participes da transformação e da edificação de um país onde cada um de nós pode colocar a sua pedrinha na edificação de um país melhor. Um país que não seja aquele país hipotético de quem sonhou pela independência antes de 75, ou de quem viu a paz em 2002 e aspirava a ter a transformação. É o país da minha geração que, por exemplo, nascemos na década de 80, que querem combater os novos males que é a corrupção, o nepotismo, o tráfico de influência, coisas que têm estado a obstaculizar, dum modo geral, o futuro do nosso país. Então há um amor desmedido, aliás, a OMUNGA sabe que no meu coração tem um terreno de 30 por 20 que podem começar a construir a aqualquer altura, que é só mandar chamar, que eu estarei aqui para me doar completamente pelas causas que a OMUNGA tem defendido dum tempo a essa parte.

Mensagem de paz para os principais actores políticos
A minha mensagem principal para estas eleições, considerando todo o passado histórico que já vivemos, era uma mensagem de tolerância, onde podessemos, cada um de nós, ouvir um bocadinho mais os outros, compreender os outros, e perceber que nas nossas diferenças vai ter a diversidade e a grande riqueza desse mosaico chamado Angola. Se pensarmos que as ideias diferentes podem conflituar para o encontro do bem comum de todos, aí vamos respeitar os outros independentemente da cor partidária, da perspectiva racial, das convicções religiosas, das ideias, enfim, temos que pensar numa Angola onde cada um de nós é parte, em que ninguém é excluído, uma Angola inclusiva, onde independentemente das cores partidárias, o país não é uma empresa, o país é de todos.

Antes de todas as nossas convicções, vem Angola, vem o país. Se colocarmos o país em primeiro lugar, seja quem for o candidato, seja quem for o partido, vamos estar ao serviço da Nação. Ao serviço daquilo que é a maioria em Angola que entretanto são muito desrespeitados.


População jovem governada por velhos
A maior parte da nossa geração é jovem e criança. Os jovens e as crianças não têm espaço no nosso país. Temos dos piores sítios para nascer. Temos das piores infâncias, aliás, há quem diga que não existe infância cá. Não temos escola, os jovens não definem absolutamente nada. O nosso país é governado por velhos. Nós somos uma maioria sem poder, sem voz, entretanto temos que criar um país inclusivo, onde as mulheres podem ter espaço, onde tem o equilíbrio do género, o equilíbrio da competência. Onde se valoriza as pessoas pela competência, não pelas apresentações, por aquelas gravatas e etc.

Vamos fazer uma Angola inclusiva onde todas as forças produtivas podem ajudar a construir esse país de futuro. Essa é a minha mensagem de paz para estas eleições.

Tolerância e respeito na diferença
Depois pensarmos que temos que ser sinceros connosco mesmos. Quer dizer, não podemos pensar na fraude, não podemos pensar no meio caminho. E para quem estiver a nos assistir, se está feliz, vota na continuidade, mas se eventualmente está insatisfeito, vota na alternância política.

Eu acho que todos os países têm que experimentar a mudança, é o meu ponto de vista e alternar é dar a oportunidade de tornar mais pessoas [como] parte do processo.

Alternância neste país, neste preciso momento, seria uma política inclusiva.

13/06/2017

UMA MÃO PARA A LÓMIA – OVOKO YE KWATISSO VA LÓMIA


UMA MÃO PARA A LÓMIA – OVOKO YE KWATISSO VA LÓMIA
Lobito, 13.06.2017

A OMUNGA esteve no Caimbambo, mais concretamente na aldeia da Lómia. Durante a visita, pudemos conversar com o director da escola primária Mutu-ya-Kevela, daquela comunidade, Quinto Chivela.

A escola vive inúmeros e graves problemas que vão desde as instalações, à fala de alimentação, até à escassez de material didático para os alunos.

Por tal motivo, decidiu-se arrancar com a campanha de solidariedade UMA MÃO PARA A LÓMIA – OVOKO YE KWATISSO VA LÓMIA.

A referida campanha terá o seu arranque já no próximo sábado, 17 de Junho, pelas 19 horas no Café-Boutique Chiquitos, em Benguela.

Participa, por uma Angola para todos, com todos! 

CADA UM DE NÓS ACABA SENDO UM AGENTE DE EDUCAÇÃO CÍVICA


CADA UM DE NÓS ACABA SENDO UM AGENTE DE EDUCAÇÃO CÍVICA
Lobito, 13.06.2017

A 8 de Junho, a CNE iniciou a campanha nacional de educação cívica eleitoral que tem 4 objectivos:
1 – Preparar, educar, informar e sensibilizar os cidadãos eleitores para participarem de forma activa e consciente nas eleições gerais de 2017;
2 – Mobilizar e esclarecer sobre o exercício do voto, como, onde e porquê votar;
3 – Incentivar a participação dos eleitores de forma a evitar a abstenção
4 – Promover a tolerância democrática e a aceitação dos resultados eleitorais.

Por seu turno, o presidente da Comissão Provincial Eleitoral de Benguela, realçou que a referida campanha está sub-dividida em 3 fases, nomeadamente a de explicação sobre as eleições gerais, debruçando-se sobre democracia e cidadania, seguindo-se a divulgação, consulta dos cadernos eleitorais e localização das assembleias de voto e, por último, a fase visa esclarecer os eleitores sobre o que é o voto, onde se vota, como se vota e o valor do voto.

O presidente da CPE de Benguela, reconheceu o papel importante da sociedade civil neste processo alertando para “o respeito dos princípios do respeito à Constituição e da lei, da não discriminação, da liberdade de escolha dos cidadãos, da isenção partidária, do civismo, do zelo, do espírito patriótico, do princípio democrático e pautar pela responsabilidade, humildade, tolerância e flexibilidade.

A OMUNGA conjuntamente com a ADRA, AJS, CRB, OHI e OHPA, constituiram uma plataforma da sociedade civil enquadrada dentro do Observatório Eleitoral Angolano (ObEA) e está neste momento precisamente a trabalhar na educação cívica dando especial enfoque para a tolerância olítica e a construção da paz.

OPINIÕES DOS CIDADÃOS SOBRE AS ELEIÇÕES


OPINIÕES DOS CIDADÃOS SOBRE AS ELEIÇÕES
Lobito, 13.06.2017

Isabel Fernanda
É um processo em que o cidadão vote a um partido ideal
Espero que depois das eleições não haja conflitos, quem perdeu, perdeu, quem ganhou, ganhou. Espero que tudo volte ao normal como antigamente


Felizberto Holua
Eleições é um processo que se realiza em países democráticos em qe se dá o direito ao cidadão de escolher aquele que lhe vai governar.
Mensagem que deixo aos políticos é que a fase da campanha eleitoral, nas suas propagandas políticas, façam essas campanhas num clima de tolerância, num clima pacífico, sem agressividades
Propagandas e campanhas eleitorais com espírito de paz, com espírito de tolerância e espírito de reconciliação nacional.

Pedro Damião João
Os partidos políticos devem encarar este momento como um momento de responsabilidade, respeitar a quem for escolhido e quem seja escolhido que exerça em função daquilo que são os seus programas

Em função disso, os outros concorrentes devem respeitar quem ganhou, porque jogou e participou e portanto convenceu.

12/06/2017

FUTUROS JORNALISTAS VISITAM RÁDIO MAIS - LOBITO


FUTUROS JORNALISTAS VISITAM RÁDIO MAIS - LOBITO
Lobito, 12.06.2017

Dentro das actividades que a OMUNGA está a desenvolver em alusão ao seu 11º aniversário a comemorar-se a 16 de Junho, crianças das oficinas de jornalismo de 3 escolas primárias públicas, visitaram na passada sexta-feira, 9, as instalações da Rádio Mais, no Lobito.

Depois da actividade, ouviu-se o director daquele órgão de comunicação e Edson Cardoso, activista da OMUNGA, um dos responsáveis pelas oficinas nas escolas.

OMUNGA: 11 CACIMBOS, 11 ANOS PELOS DIREITOS HUMANOS


OMUNGA: 11 CACIMBOS, 11 ANOS PELOS DIREITOS HUMANOS
Lobito, 12.06.2017

É já a 16 de Junho que a OMUNGA complecta o seu 11º aniversário. Num momento extremamente importante, as eleições gerais que se aproximam, a gave crise económica e social, realiza no dia da criança africana mais uma jornada de reflexão e de luta.

Em alusão à data, crianças das oficinas de jornalismo que a OMUNGA desenvolve junto de 3 escolas primárias públicas, puderam já visitar a Rádio Mais e prevê-se que visitem ainda os estúdios da TV Zimbo em Benguela.

Por outro lado, a partir das 15 horas de 15 de Junho, no hotel Praia Morena, Benguela, será o lançamento de um CD “Eleições Livres Já! O Meu Voto É Sério” que vai apoiar a campanha de educação cívica eleitoral a desenvolver por esta associação, com música rap. Enquanto isso, a 16 de Junho, sexta-feira, começa-se com uma actividade que vai juntar crianças de 3 escolas primárias do Lobito e crianças da comunidade da Lómea, Caimbambo, na comunidade do 16 de Junho, Bº 27 de Março, zona alta da cidade do Lobito.

Pela tarde, também na mesma comunidade, haverá uma sessão de graffiti e uma feira da sociedade civil onde as associações podem expor as suas informações sobre as suas actividades.

Pela noite, a partir das 17 horas, realizar-se-á no mesmo local, um grandioso espectáculo de rap com músicos do Lobito, Caimbambo, Huambo e Luanda, onde o grande convidado é o MCK.

Já a 17 de Junho, no período da manhã, será realizada a Assembleia Geral de membros da OMUNGA para a partir das 19 horas, ser lançada, no Café-Boutique Chiquitos, em Benguela, a campanha de solidariedade com a escola da LómIa, Caimbambo, denominada “UMA MÃO PARA A LÓMIA – OVOKO EKWATISSO VA LOMIA”

Participa, por um país de todos e com todos!

09/06/2017

PIÇARRA CONVERSA COM OS BENGUELENSES SOBRE O “MAMBO RIJO”

PIÇARRA CONVERSA COM OS BENGUELENSES SOBRE O “MAMBO RIJO”
Lobito, 09.06.2017

Sérgio Piçarra, cartunista angolano, esteve em Benguela a convite da OMUNGA de 26 de Maio a 2 de Junho.
A agenda do criador do Mankiko, foi bastante ocupada com actividades diversas que passaram entre lançamento da sua mais recente obra, “Mambos Rijos”, sessões de autógrafos, encontros com estudantes, activistas e crianças, para além de exposição.


As actividades iniciaram a 27 de Junho, pelas 11 horas, no Hotel Praia Morena, com o lançamento do livro Mambos Rijos e sessão de autógrafos. Em volta da mesa, perto da piscina do hotel, Piçarra foi dialogando com os presentes, respondendo a perguntas e deixando opiniões.


A partir da segunda-feira, 29, manteve encontros com activistas da OMUNGA, da OKUTIUKA e do Movimento Revolucionário. Estes encontros tiveram lugar nos escritórios da OMUNGA. A ideia foi o de se abordar técnicas de intervenção não violentas, como o cartoon e a banda desenhada. Por seu turno, os activistas falaram da sua experiência e dificuldades de intervirem a nível da província de Benguela.


Na mesma altura, durante as manhãs, Sérgio Piçarra encontrava-se com as crianças que frequentam as oficinas de jornalismo que a OMUNGA implementa junto de 3 escolas primárias públicas do Lobito.



Já na quarta-feira, 31, o “pai de Mankiko” manteve um encontro com estudantes do Instituto Superior Politécnico de Benguela. Aproveitou ainda para vender alguns exemplares do seu mais recente livro autografados.


O programa terminou na quinta-feira, 1, onde teve uma exposição de alguns dos cartoons do autor, no Café-Boutique Chiquitos, em Benguela. Houve mais uma sessão de venda de livros autografados.


Durante as actividades, Piçarra fez entrevistas para diferentes órgãos de comunicação social, nomeadamente TV Zimbo, VOA, Rádio Ecclésia e DW.

Acompanhe algumas passagens destas actividades.