01/04/2010

NÃO PARTAM A MINHA CASA PARA 10 DE ABRIL EM BENGUELA

A OMUNGA depositou hoje a inforemação necessária e exigida por lei, junto do Governador provincial de Benguela para a nova marcação da data para a realização da marcha "NÃO PARTAM A MINHA CASA".

Por tal motivo, a OMUNGA solicita a máxima divulgação, mobilização e participação de todos.

TODOS JUNTOS

__________________________________
REFª: OM/ 075 / 10
Lobito, 01 de Abril de 2010

Ao
Exmo. Sr. Governador Provincial de Benguela

B E N G U E L A

ASSUNTO: REALIZAÇÃO DA MARCHA CONTRA DEMOLIÇÕES E DESALOJAMENTOS FORÇADOS “NÃO PARTAM A MINHA CASA”

A OMUNGA, uma associação angolana, com sede na cidade do Lobito, B.º da Luz, Rua da Bolama, n.º 2, fundada a 16 de Junho de 2005 e publicada a constituição a 27 de Dezembro de 2006 no Diário da República N.º 156, III Série, registada junto do Ministério das Finanças com o n.º de Contribuinte 7112014255.

Vem por este meio informar que realizará no próximo dia 10 de Abril de 2010 (sábado), a marcha “NÃO PARTAM A MINHA CASA” de protesto contra as demolições e desalojamentos forçados, na cidade de Benguela.

A mesma terá a concentração a partir das 13.00 horas, no parque frente às escolas, junto ao rio Curinge, partindo às 15.00 horas da designada “rotunda do liceu” (na avenida Agostinho Neto). Percorrerá a Avenida Agostinho Neto até ao cruzamento com a Avenida Comandante Kassanje. Irá pela Avenida Comandante Kassanje até ao cruzamento com a Avenida 10 de Fevereiro. Em seguida percorrerá a Avenida 10 de Fevereiro até ao Largo de África (junto ao Cine Monumental) onde terá o seu término.

No Largo de África, haverá diversas comunicações e momentos musicais.

Sem qualquer outro assunto, subscrevemo-nos cordialmente.


José António Martins Patrocínio





Coordenador

CONSELHO NACIONAL DA COMUNICAÇÃO SOCIAL (CNCS) CONDENA POSIÇÃO DE GOVERNADOR DA HUILA

Atendendo à importância do assunto, decidimos transcrever o texto recebido de: regisil27@hotmail.com
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O Conselho Nacional de Comunicação Social (CNCS) reunido em sessão plenária no dia 26 de Março de 2010 e como resultado da apreciação feita ao desempenho dos diferentes órgãos de informação, no âmbito das suas competências, achou por bem aprovar e tornar pública a seguinte deliberação:
1- Condenar a posição obstrucionista assumida na cidade do Lubango pelo Governador da Huíla, o Sr. Isaac Maria dos Anjos, por ter proibido que fosse feita a cobertura televisiva das demolições levadas a cabo pela sua administração, um acontecimento de relevante interesse público.
2- O CNCS considera que o Sr. Governador da Huíla impediu, com este comportamento, o exercício do direito à informação que a todos constitucionalmente assiste e a este Conselho cumpre legalmente assegurar, sem prejuízo do disposto no artigo 76 da Lei de Imprensa.
3-Na sequência do contraditório tratamento mediático dispensado à visita privada efectuada pelo Vice-Presidente da República, Sua Excelência Fernando da Piedade Dias dos Santos, a Londres, o Conselho sustenta que a melhor forma de se evitar a especulação na imprensa é o fornecimento por parte das fontes oficiais, e em tempo oportuno, de toda a informação relevante.
4- À semelhança do que se passa noutras latitudes, o estado de saúde dos altos dirigentes de um país já é claramente uma matéria de interesse público, sendo por isso legítima a atenção que a imprensa dedica a este tipo de informação.
5-O CNCS lamenta que uma vez mais uma sua deliberação tenha sido censurada, como aconteceu com o conteúdo da notícia que a ANGOP produziu relativa à deliberação do mês de Fevereiro, ao ignorar-se completamente o seu primeiro ponto relacionado com o conflito entre a polícia e os ardinas em Luanda.Esta deliberação foi aprovada em sessão plenária ordinária do Conselho Nacional de Comunicação Social, que contou com a presença dos Conselheiros:
António Correia de Azevedo – Presidente
Lucas Manuel João Quilundo
Dario Mendes de Melo
David João Manuel Nkosi
Mbuta Manuel Eduardo
Joaquim Paulo da Conceição
Francisco Alexandre Cristóvão da Silva
Armando Garcia Benguela
Narciso de Almeida Pompílio
Oliveira Epalanga Ngolo
Armando Chicuta Calumbi
Sebastião Roberto de Almeida da Conceição
Reginaldo Telmo Augusto da Silva
Rosalina da Rocha António Mateta
Lucília de Oliveira Palma Gouveia
CONSELHO NACIONAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, em Luanda, aos 26 de Março de 2010.
-O PRESIDENTE,
António Correia de Azevedo.

OMUNGA SOLICITA DIREITO DE RESPOSTA À RÁDIO BENGUELA

REFª: OM/ 077 / 10
Lobito, 01 de Abril de 2010

COMUNICADO

OMUNGA SOLICITA DIREITO DE RESPOSTA À RÁDIO BENGUELA


A OMUNGA, em carta endereçada à direcção da Emissora Regional de Benguela, solicitou, na base do direito de resposta, uma entrevista em directo para o programa ROTEIRO DA MANHÃ daquela estação emissora, a partir das 08.00 horas de 02 de Abril de 2010 (sexta-feira).

A solicitação prende-se com uma entrevista feita, naquele espaço, a Branco Lima, assessor da direcção provincial do ministério do Interior, em Benguela, a 26 de Março de 2010.

Nessa entrevista, Branco Lima tentou argumentar, de forma incorrecta, sobre os motivos do Governo Provincial de Benguela ter proibido a realização da marcha “NÃO PARTAM A MINHA CASA” marcada para 25 de Março de 2010 e promovida pela OMUNGA.

A OMUNGA considera que os argumentos apresentados por Branco Lima, para além de não coincidirem, grandemente, com a verdade, mancham ainda o bom nome e a reputação desta associação.


José António Martins Patrocínio





Coordenador

ABAIXO ASSINADO PELA LIBERTAÇÃO DE PRESOS EM CABINDA

Associação Tratado de Simulambuco
Casa de Cabinda

ABAIXO ASSINADO - PETIÇÃO

Libertação Imediata e Incondicional para os Destacados Membros da Sociedade Civil de Cabinda e Activistas de Direitos Humanos, Presos Ilegalmente em Cabinda.


A Associação Tratado de Simulambuco-Casa de Cabinda, Associação de Direito Português e de Defesa dos Direitos Humanos, vem Denunciar à Opinião Pública Nacional e Internacional a Ilegalidade das Prisões Arbitrárias e Sem Culpa Formada, em Cabinda, nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2010, dos Seguintes Civis:

1. Raul Tati, Padre Católico e Professor Universitário, foi Secretário Geral da CEAST (Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé), Vigário Geral da Diocese de Cabinda e Reitor do Seminário Maior de Cabinda. Detido a 16 de Janeiro, às 18h 30m, na Residência de Amigos.

2. Francisco Luemba, Advogado, Jurista e Professor Universitário. Em 2008 publicou em Portugal um Livro sobre a História de Cabinda, intitulado “O Problema de Cabinda Exposto e Assumido à Luz da Verdade e da Justiça”. Detido a 17 de Janeiro, às 6h da Manhã, na sua Residência.

3. Belchior Lanso Tati, Economista. Detido a 13 de Janeiro, às 15h, na sua Residência.

Todos Três são Destacados Activistas dos Direitos Humanos em Cabinda.

Foram também Detidos em Cabinda, igualmente Sem Culpa Formada, entre Outros:

4. André Zeferino Puati, Trabalhador da Chevron e Membro de um Grupo de Escuteiros da Igreja Católica. Detido a 8 de Janeiro, às 5h 30m da Manhã, na sua Residência.

5. José Benjamim Fuca, Ex-Polícia. Detido a 12 de Janeiro, às 6h da Manhã, na sua Residência.

6. Barnabé Paca Peso, Engenheiro e Antigo Activista dos Direitos Humanos. Detido a 14 Fevereiro , às 7h da Manhã, na sua Residência.

Detidos ainda 2 (Dois) Jovens, João António Puati e Daniel Simba, em Janeiro, em condições ainda por esclarecer:

7. João António Puati, alegadamente detido a 8 de Janeiro, de Tarde.

8. Daniel Simba, alegadamente detido a 8 de Janeiro, de Tarde.

Também na República do Congo Brazzaville, foi denunciada a Detenção, em Janeiro e Fevereiro, de 10 (Dez) Refugiados e Residentes de Cabinda, cujos Nomes são:

António Vicente, Benjamin Boundji Ngoma, Dieudonné Manguila Boundji Ngoma, Nzau Cosmos, Alphonse Mbingi, João Kibinda, Alexandre Mabiala, João Makundu, Emmanuel Ngoma Gos, Pedro Maria Antonio Gomes.

O António Vicente é um Conhecido Civil de Cabinda.

A Associação Tratado de Simulambuco-Casa de Cabinda, vem expressar a sua Profunda Indignação pela Situação e Apelar à Libertação Imediata e Incondicional de Todos estes Cidadãos, tanto em Cabinda como na República do Congo Brazzaville, Detidos Ilegalmente e Sem Culpa Formada, constituindo uma Flagrante Violação aos Direitos Humanos.

A Associação Considera que Todos estes Cidadãos foram Presos apenas por “Delito de Opinião” .

Feito em Lisboa, aos 10 de Março de 2010.
_______________
Sede: Rua Costa Pinto, nº 8, 2770-048 Paço D’Arcos – Portugal -
Telefone: (+351) 219520131 e Telemóveis: 914602336, 914658763, 966702691

NÃO PARTAM A MINHA CASA/ DON'T DESTROY MY HOME/ NE DETRUISEZ PAS MA MAISON- CAMPANHA DE MOBILIZAÇÃO

NÃO PARTAM A MINHA CASA
Milhares de pessoas perdem actualmente as suas casas, em Angola, devido a massivos programas de demolições e desalojamentos forçados levados a cabo pelos diferentes governos provinciais sob a protecção da presidência da república e da assembleia nacional.

A OMUNGA iniciou um amplo processo de mobilização nacional e internacional de solidariedade para com as vítimas e de protesto contra estas acções que contrariam o estabelecido na Constituição de Angola e na Resolução 37/09 da Assembleia Nacional de Angola. Tais acções violam também todos os tratados internacionais de direitos humanos incluindo a Observação Geral n.º 7 (1997) adoptada pelo comité dos Direitos Económicos e Sociais das Nações Unidas, sobre a interpretação do parágrafo 1 do artigo 11 do Pacto Internacional dos Direitos Económicos e Sociais, os desalojamentos forçados.

Foi organizada uma marcha de protesto para Benguela, 25 de Março de 2010 que foi abusivamente impedida pelo governo provincial de Benguela, através de ameaças proferidas em comunicado difundido pelas rádios locais e pela presença de centenas de polícias de intervenção rápidas fortemente armados e com unidades caninas.

A onda de solidariedade tem vindo a crescer e a OMUNGA pretende realizar essa marcha, estando a preparar as condições para a divulgação da nova data.

Precisamos do teu apoio e do da tua organização.

Para aderires, envia-nos um email para zepatrocinio1@yahoo.com.br, omunga.coordenador@gmail.com ou quintas.de.debate@gmail.com.

PODES ENCONTRAR VÁRIAS INFORMAÇÕES E FOTOS EM http://quintasdedebate.blogspot.com/

A LISTA DE ADESÃO É ACTUALIZADA REGULARMENTE EM http://quintasdedebate.blogspot.com/2010/03/nao-partam-minha-casa-aqui-e-o-nosso.html

PODES AINDA ENVIAR UMA CARTA AO PRESIDENTE DE ANGOLA, ASSEMBLEIA NACIONAL E GOVERNOS PROVINCIAIS A EXIGIR O FIM DAS DEMOLIÇÕES E DESALOJAMENTOS FORÇADOS E O NÃO IMPEDIMENTO DA REALIZAÇÃO DA MARCHA "NÃO PARTAM A MINHA CASA" (estas cartas podem ser enviadas para os nossos email que faremos chegar aos destinatários)

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DON’T DESTROY MY HOME

Thousands of people have been loosing their homes in Angola, because of programs of massive demolitions and forced evictions carried out by different provincial governments, under the protection of the State presidency and the Parliament.

The association OMUNGA has started a large national and international mobilization process of solidarity with the victims and protest against those actions that contradict the right to reunion and demonstration as recognized in the Angolan Constitution and Resolution 37/09 of the Angolan Parliament on evictions. Such actions also violate all the international human rights treaties, including General Comment No. 7 (1997) that was adopted by the UN Committee on Economic, Social and Cultural Rights about forced evictions, as an interpretation of Art. 11.1 of the International Covenant on Economic, Social and Cultural Rights.

A march of protest was organized in Benguela city, on 25 March 2010, but could not happen because of abusive actions by Benguela provincial government, which broadcasted threats through the local radios and sent hundreds of heavily armed fast intervention police force and dog units.

The wave of solidarity has been increasing and OMUNGA does want to organize the march. It currently prepares the necessary conditions before announcing the new date for it to take place.

We need your support and that of your organization.

TO SUPPORT US, SEND US UN E-MAIL AT zepatrocinio1@yahoo.com.br, omunga.coordenador@gmail.com or quintas.de.debate@gmail.com.

YOU CAN FIND A LOT OF INFORMATION AND PICTURES AT http://quintasdedebate.blogspot.com/

THE LIST OF PEOPLE SUPPORTING OUR ACTION IS REGULARLY UPDATED:
http://quintasdedebate.blogspot.com/2010/03/nao-partam-minha-casa-aqui-e-o-nosso.html

You can also send a letter to the President of Angola, the Parliament and Provincial Government to demand the end of demolitions and forced evictions, and that they do not prevent the march to take place. The slogan of the march will be “Don’t destroy my home”. (You can send your letters to us by e-mail, we will make sure they reach the addressees).
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NE DETRUISEZ PAS MA MAISON

Des milliers de personnes perdent en ce moment leur maison en Angola, en raison des programmes massifs d'expulsions forcées et des démolitions menées par les divers gouvernements provinciaux sous la protection de la présidence de la République et de l'Assemblée nationale.
OMUNGA a déclenché un vaste processus de mobilisation nationale, de solidarité internationale avec les victimes et de protestation contre ces actes qui contredisent les dispositions de la Constitution de l'Angola et la résolution 37/09 de l'Assemblée nationale de l'Angola. De tels actes violent également tous les traités internationaux relatifs aux droits humains, notamment l'Observation générale n ° 7 (1997) adoptée par la Commission des affaires économiques et sociales des Nations Unies, sur l'interprétation du paragraphe 1 de l'article 11 du Pacte international des droits économiques et sociaux relatifs aux expulsions forcées.
Une marche de protestation a été organisée à Benguela le 25 mars 2010 mais elle n'a pu avoir lieu du fait des actions injustes du gouvernement provincial de Benguela qui a proféré des menaces dans une déclaration diffusée à la radio locale et du fait de la présence de centaines de policiers lourdement armés et avec des chiens.
La vague de solidarité est croissante et OMUNGA tient à la réalisation de cette manifestation. Elle prépare les conditions de réalisation de cette marche à une date qui vous sera bientôt communiquée.
Nous avons besoin de votre appui et celui de votre organisation.
VOUS TROUVEREZ DE NOMBREUSES PHOTOS ET INFORMATIONS SUR: http://quintasdedebate.blogspot.com/
Vous pouvez envoyer une lettre au Président de l'Angola, à l'Assemblée nationale et au gouvernement provincial pour exiger d'une part la fin des démolitions et des expulsions forcées et de l'autre l'autorisation de la manifestation qui aura pour mot d'ordre "Ne détruisez pas ma maison". (Ces lettres peuvent être envoyées à notre e-mail, nous les ferons suivre).

ANGOLA: Rebuilding by demolishing - politics of national reconstruction (Africafiles.org)

Angola: Rebuilding by demolishing - politics of national reconstruction
by Sylvia Croese, Luanda

Rebuilding by demolishing - the politics of national reconstruction

8 March marked the start of 'Operation Combat and Demolition of Shacks and Anarchic Constructions in the Municipality of Lubango', in the capital of the South Western province of Hui­la in Angola. So far, 2,000 houses have been demolished along the Moçâmedes Railway (CFM) which has been under reconstruction since 2005 and will ultimately re-connect the coastal harbour town of Namibe to the southern province of Kuando Kubango, passing through the province of Hui­la as part of the country's Programme for National Reconstruction. 1,000 more houses are to follow in the second phase of the operation.

It is not the first time that large-scale demolitions have taken place in Angola, that ironically are part of the government's efforts to rebuild the country after a war that lasted over three decades. During the parliamentary elections campaign of 2008, the Angolan president José Eduardo dos Santos promised to construct 1 million houses spread over the country's 18 provinces until 2012. After the elections, it turned out that the majority of these houses will have to be built by citizens themselves under government-led 'auto-construction' programmes. The minimum average cost for construction in Angola is about US$300 per square meter, while over half of the Angolan population still lives on less than US$2 a day.

Meanwhile, 'illegal' houses continue to be demolished in the capital city of Luanda (an estimated 3,000 homes affecting 15,000 people in 2009), and increasingly in the interior provinces of the country like the coastal province of Benguela and recently, Hui­la to clear ground for new public construction or infrastructure projects. Although Angola's recently approved constitution secures and charges the government with the promotion of the right to housing and quality of life (article 85), entire neighbourhoods all over the country continue to lack access to water and electricity. The government's arrogant and neglectful attitude towards this right is illustrated by the recent demolitions in Lubango, which have received virtually no attention in the state media.

According to local non-governmental organisations, to date almost 3,000 families have been evicted and temporarily accomodated in schools and stadiums before being forcibly transferred to Tchavola, an area 9 km outside of Lubango city centre where they are expected to rebuild their lives. Although journalists are not allowed to enter the area, this week independent newspaper Novo Jornal was able to find out that during a visit of CFM railway officials in November 2009, people were notified about the evictions but told that they would all would receive new houses. It now appears that these houses must be built by the people themselves on plots to be bought from provincial government for about US$250 each.

There are also reports that parts of the assigned plots are on farming land, which has sparked tensions between the displaced families and the original inhabitants of Tchavola. So far, only 700 tents have been distributed to provide the families in Tchavola with temporary shelter. Children are missing school and parents, which include teachers and public officials, are not going to work as they are afraid to leave the area and miss out on plots or tents for their families. Basic sanitary conditions are lacking - there are only open waterholes - and there is little to no access to electricity, food or blankets.

These conditions are exacerbated by the frequent and heavy rainfall. Robberies take place at night because there are no police present. Seven people are reported to have lost their lives, including two children. In an interview with Novo Jornal, the governor of the province of Hui­la, Isaac dos Anjos, justifies the evictions and inferior conditions in Tchavola as a necessary adherence to the law, which he says is more important than humanitarian considerations. 'The clock doesn't stop ticking. We had to continue our operation as planned, whether the conditions were created or not.' Citizens claiming to have documents from municipal authorities proving legal residence and compensation for their losses are left empty-handed as Article 95 of the recently approved Constitution and Article 25 of the Law of Land state that all land is state property and unauthorised construction on public land constitutes a violation of these laws. According to the governor, these kind of acts of corruption cannot be rewarded: 'people have to take responsibility for their actions'.[1]

Meanwhile the second secretary of Hui­la province, Virgi­lio Tyova, has offered apologies and compensation to victims of the evictions in Lubango, in name of the ruling governing party MPLA. The mayor of the city of Lubango chipped in by agreeing that the legal procedures regarding demolitions, evictions and replacements adopted by the National Assembly as Resolution 37/2009 in September last year should have been followed, which would have safeguarded better conditions for the evicted families.

In a radio interview by Voice of America[2], Governor dos Anjos says these statements stem from the wish to distance themselves from government acts that can put them or the party in a bad light and calls for the resignation of the mayor of Lubango. Earlier, the governor had already stated in Novo Jornal that none of the appointed members of the Provincial Intervention Commission set up 'for the eviction of the citizens that occupy public spaces', including officials from the provincial authorities in the areas of finances, health, security forces, social assistance, public works and housing as well as transport, had stepped up to their responsibilities upon the start of the operations, leaving the governor himself to lead the demolition process on the ground.

Central government also seems to have left Governor dos Anjos to his own devices to fulfil this dirty job in order to uphold its own image. While the minister for Urban Development and Construction José Ferreira attended the 5th World Urban Forum in Brasil this week (during which the will to shortly open a UN-Habitat office in Angola was reiterated), MPLA flags were burnt by people in the Sofrio quarter in Lubango. Central government then ordered the demolitions to be stopped, indicating that the complete operation was instructed from above. The demolitions were later resumed, but limited to all dwellings within a scope of 25 to 30 meters around the railway instead of the earlier 50 meters, saving about 100 houses.

Angolan civil society, leaders of the political opposition as well as the Catholic Church in the person of the archbishop of Lubango have spoken out against the demolitions, receiving letters of support from all over the world. This is a remarkable achievement for Angolan civil society and its supporters. The non-governmental organisation OMUNGA is waiting for a court's decision on a march on Thursday 25 March in Benguela it is organising to express solidarity with all victims of demolitions and forced evictions in Angola. This march was prohibited by the provincial government of Benguela, but OMUNGA has said it will go through with it no matter what the court decides, claiming its right to protest.

*Sylvia Croese is an independent Dutch-Angolan researcher and consultant, based in Luanda.

NOTES
It is worth mentioning that this is the same Isaac dos Anjos who was convicted when chairperson of the board of an Investment Fund set up by the Angolan president, after the Angolan state's Audit Department discovered that the Fund's management didn't have any proper accounting procedures in place and diverted funds to private ends (see Marques de Morais work on 'Angola's MPs and business dealings' published in January on this website).

CABINDA CONTINUA DESTAQUE

Atendendo à importância da matéria, decidimos transcrever os textos recebidos de nelaserrano@netcabo.pt

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http://noticias.pt.msn.com/Sociedade/article.aspx?cp-documentid=152836411

Actualizar: 30-03-2010
Comissão Europeia diz que sistema judicial é uma "fraqueza" de Angola
Bruxelas, 30 mar (Lusa) - A Comissão Europeia considera que o sistema judicial de Angola é uma "fraqueza" do país e que resulta na violação de direito...
Comissão Europeia diz que sistema judicial é uma "fraqueza" de Angola
Bruxelas, 30 mar (Lusa) - A Comissão Europeia considera que o sistema judicial de Angola é uma "fraqueza" do país e que resulta na violação de direitos humanos, em resposta a uma questão da eurodeputada socialista Ana Gomes, a propósito de Cabinda.

Bruxelas sustenta que o sistema judicial angolano "é atualmente uma das principais fraquezas levando a abusos dos direitos humanos" e, por isso, Bruxelas está a direcionar para esse eixo "projetos e programas financiados tanto pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento como por outras linhas orçamentais", segundo numa nota de imprensa de Ana Gomes.

O executivo comunitário respondeu a uma interpelação escrita da eurodeputada, na sequência da detenção de ativistas políticos e de direitos humanos em Cabinda, Angola, depois do ataque à seleção de futebol do Togo, a 08 de janeiro.

A Comissão Europeia diz ainda "partilhar as preocupações no que respeita à situação dos direitos humanos em Cabinda", acrescentando que a representação comunitária em Luanda "está a seguir atentamente a situação e vai encontrar-se com Defensores dos Direitos Humanos, tal como com as autoridades relevantes".

Para a eurodeputada, a resposta recebida mostra "um progresso no interesse da Comissão Europeia pelos problemas de Cabinda e os presos em Cabinda, em particular em comparação com a sua indiferença em 2007 e 2008, aquando da prisão do jornalista Fernando Lelo".

Na nota de imprensa, Ana Gomes lembra que entre os cidadãos detidos estão o advogado Francisco Luemba, o padre Raul Tati e o professor universitário Belchior Lanso Tati.
IG.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/fim

http://www.angoladigital.net/digitalnews/index.php?option=com_content&task=view&id=7314&Itemid=38

Secretário de Estado para Direitos Humanos reconhece violações e pede ajuda

Fonte: Notícias Lusofonas - Editado por AD
Wednesday, 31 March 2010
O Secretário de Estado angolano para os Direitos Humanos, António Bento Bembe, reconheceu terça-feira, em Luanda, existir violação de direitos humanos no país e pediu a ajuda de quem acusa para melhorar o actual quadro.

António Bento Bembe reagia, em declarações à Agência Lusa, ao posicionamento da Comissão Europeia, que considerou “fraco” o sistema judicial angolano, resultando na violação de direitos humanos, em resposta a uma interpelação escrita da eurodeputada socialista Ana Gomes, a propósito de Cabinda.

Segundo Bento Bembe, os cidadãos angolanos que se encontram detidos na província angolana de Cabinda, depois do ataque em Janeiro passado à selecção do Togo, têm os seus processos criminais a serem tratados pela justiça angolana.“Não vale a pena precipitarmo-nos, vamos esperar que eles sejam julgados, que eles se defendam para se tirarem conclusões”, disse António Bento Bembe, referindo-se aos activistas políticos e de direitos humanos detidos, desde 8 de Janeiro.
O governante angolano reconheceu a existência de violação de direitos humanos no país, mas pediu que seja também lembrado que Angola está em paz há apenas oito anos, depois de décadas de guerra.“As coisas estão a caminhar, mas lentamente. É preciso compreender que foram muitos anos de guerra e é necessário um grande trabalho para que se avance mais e pedimos inclusive a ajuda dos que acusam para que sejam dados passos mais significativos nesse campo. É uma tarefa que precisa do apoio de toda a gente”, frisou o Secretário de Estado.Bruxelas sustenta, na resposta à eurodeputada Ana Gomes, que o sistema judicial angolano “é actualmente uma das principais fraquezas, levando a abusos dos direitos humanos” e, por isso, Bruxelas está a direccionar para esse eixo “projectos e programas financiados tanto pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento como outras linhas orçamentais”.
A Comissão Europeia diz ainda “partilhar as preocupações no que respeita à situação dos direitos humanos em Cabinda, acrescentando que a representação comunitária em Luanda “está a seguir atentamente a situação e vai encontrar-se com defensores dos direitos humanos, tal como as autoridades relevantes”.
Para a eurodeputada, a resposta recebida mostra “um progresso no interesse da Comissão Europeia pelos problemas de Cabinda e os presos em Cabinda, em particular em comparação com a sua indiferença em 2007 e 2008, aquando da prisão do jornalista Fernando Lelo.
No mês passado, António Bembe deslocou-se ao enclave angolano em visita de trabalho, onde constatou que as detenções feitas na sequência do ataque à selecção do Togo eram “legais”, por haver “razões bem fundadas”.
Em Cabinda, António Bento Bembe manteve um encontro com o procurador provincial de Cabinda, com o qual teve uma “objectiva e longa conversa” para obter explicações sobre o caso.


http://www.delegptpse.eu/pspe/main.php?id=NOT4b62e51924a1c&PHPSESSID=e724d309cc81a822fc39ff148eea385c

Socialistas Portugueses no Parlamento Europeu


Notícias
27 de Janeiro de 2010
Ana Gomes promove debate sobre Cabinda no PE
Por iniciativa dos eurodeputados Ana Gomes e Richard Howitt, que estiveram em Cabinda como membros da Missão de Observação Eleitoral do Parlamento Europeu nas eleições angolanas de Setembro de 2008, teve lugar no passado dia 26 de Janeiro, no PE, uma Mesa-Redonda sobre 'Direitos Humanos em Cabinda', sendo convidado especial o Padre Jorge Casimiro Congo, que teve um papel-chave na decisão dos cabindas de participar nas eleições angolanas de 2008. Igualmente interveio o Dr. Reed Brody, em representação da ONG "Human Rights Watch", que tem publicado relatórios sobre violações dos direitos humanos em Cabinda.

O Padre Congo contou a origem histórica dos problemas de Cabinda e explicou como se agravavam, à medida que os cabindas iam vendo frustrados todos os seus esforços para, através de diálogo político com as autoridades angolanas, ver reconhecida a identidade própria e um estatuto de autonomia para Cabinda, porventura semelhante ao dos Açores ou da Madeira. Igualmente relatou o clima de intimidação e de perseguição contra os defensores de direitos humanos em Cabinda e a vaga de prisões arbitrárias de que estão a ser alvo vários activistas cabindenses nas últimas semanas, na sequência do ataque reinvindicado pelo movimento independentista FLEC contra a equipa de futebol do Togo, no início do mês.

O Padre Congo, que sublinhou estar a voltar dentro de dias a Cabinda apesar dos rumores de que também seria detido, indicou que os presos não foram especificamente incriminados por qualquer ligação àquele ataque, apenas lhes estavam a ser imputadas acusações genéricas de "atentados contra a segurança do Estado". Acusações que, para Ana Gomes, "lembram as do regime salazarista contra activistas portugueses e angolanos. Em vez de procurar trazer à justiça os autores do crime contra a selecção togolesa, Luanda parece estar a usar o ataque como desculpa para prender arbitrariamente padres, jornalistas e intelectuais de Cabinda. Esta tentativa de silenciar as vozes pacifistas da sociedade civil de Cabinda só pode levar a um agravamento da tensão política já existente - e isso não serve, claramente, o interesse de Angola".

http://www.delegptpse.eu/pspe/main.php?area=agenda&id=MAR4b5ec398cd1ce


Agenda


:: 25 de Janeiro de 2010 ::

Ana Gomes promove debate sobre Cabinda no PE Bruxelas
A Deputada Ana Gomes organiza amanhã, terça-feira dia 26 de Março, em Bruxelas, uma mesa redonda sobre a situação em Cabinda com a participação do padre Jorge Casimiro Congo, defensor dos direitos humanos no enclave. Ana Gomes integrou a missão de eurodeputados que acompanhou o sufrágio angolano de 2008, tendo então sido desenvolvida "uma série de contactos com elementos da sociedade civil" de Cabinda, "vários" dos quais "presos nas últimas semanas sem acusações específicas". A Deputada socialista considera "normal" que o Parlamento Europeu tenha "liberdade" para "inquirir" países sobre "matérias de direitos humanos", particularmente quando há governos que, "por razões diversas, são tolhidos na sua intervenção".

http://causa-nossa.blogspot.com/2010/03/angola-quem-trama-e-quem-esta-tramado.html
Causa Nossa
terça-feira, 2 de Março de 2010
Angola - quem trama e quem está tramado?
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O Padre Raul Tati está detido em Cabinda, desde 16 de Janeiro, em condições humilhantes e degradantes. Juntamente com o advogado Francisco Luemba e outros conhecidos intelectuais e activistas de Cabinda. Todos sem acusação formal, embora haja quem tenha tentado tramá-los sugerindo conexões com o estranho atentado contra a coluna de futebolistas togoleses ocorrido em Dezembro. Mas a verdade é que, até agora, só impende sobre os presos a suspeita de "crime contra o Estado". Uma salazarenta suspeita, num processo a tresandar à metodologia salazarista. Não, não é na "Angola nossa", dos tempos coloniais. É na Angola independente, em 2010.O Padre Raul Tati foi até Dezembro passado Vigário Geral da diocese de Cabinda. Foi antes Reitor do Seminário de filosofia de Cabinda e Secretário-Geral da Conferencia Episcopal de Angola e S.Tomé. É, incontestavelmente, uma figura influente em Cabinda, que é respeitada e merece ser respeitada - por muito que se possa discordar das suas ideias (e eu discordei, quando com ele conversei sobre as eleições angolanas em Setembro de 2008, em Cabinda).
O Bispo de Cabinda - o luandense D. Filomeno Vieira Dias - tratou de fazer afastar o Padre Raul Tati do cargo de Vigário Geral em Dezembro passado. Abriu assim caminho para ele poder ser detido, sem grandes engulhos para a couraçada Igreja Católica, em Janeiro. Mais uma vez, um processo muito salazarento, incluindo a cerejeira mãozinha a abençoar as perfídias em preparação... Vieira Dias é também o apelido do primo do Bispo, o General de «petit nom» Kopelika, que da Casa Militar da Presidência angolana se atarefa a por e dispor das fazendas estatais e muitas outras mais...(é ver a primeira prole a investir em Portugal - além do gozo e eventual proveito, há a precaução, para o que der e vier...). O General que tudo determina em Cabinda, além de um governador às ordens, tem ali todos a jeito, incluindo o primo primaz. Um enredo retorcido, a recordar as mais refinadas coreografias da ditadura salazarista.
Quem trama, acaba por se perceber. Mas, quem está tramado, afinal? Tati e os outros presos em Cabinda? ou, antes, Angola?PS: Pode ler-se aqui um comentário sobre a situação em Angola que escrevi para o jornal PÚBLICO e foi publicado a 21.1.2010


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Advogados lusófonos apoiam Ordem angolana no caso de Francisco Luemba - 24-Mar-2010 - 17:58 Apoiar os esforços da Ordem dos advogados de Angola no sentido de clarificar a prisão do advogado Francisco Luemba, em Cabinda, foi uma das conclusões aprovadas hoje, em Lisboa, no congresso lusófono da área. “Apoiar os esforços da Ordem dos Advogados de Angola no sentido da defesa dos advogados no exercício das suas funções, exortando-a para que pratique todos os actos que conduzam à clarificação da prisão de um advogado de Cabinda, Francisco Luemba, e manifestando a sua confiança quanto as posições a tomar no âmbito dos direitos constitucionais e na defesa do estado de direito”, declarou o advogado Manuel Gonçalves nas conclusões do I Congresso Internacional dos Advogados da Língua Portuguesa. Esta conclusão, debatida em plenário, foi aprovada com ampla maioria dos participantes do simpósio, que decorreu entre quarta-feira e hoje. O advogado e activista dos direitos humanos Francisco Luemba foi detido (conjuntamente com outros activistas, incluindo o padre Raul Tati), em Cabinda, Angola, a 17 de Janeiro, na sequência do ataque armado à coluna militar angolana que fazia segurança à selecção do Togo (a 8 de Janeiro), durante a realização da Taça das Nações Africanas de futebol, em Angola. A detenção ocorreu porque o advogado teria "posto em causa a segurança do Estado", segundo a única versão conhecida, exactamente a do governo angolano. A organização não governamental de defesa de direitos humanos Human Rigths Watch (HRW) alega que as autoridades angolanas têm intimidado mais críticos do governo de Luanda desde o ataque em Cabinda, realizando várias prisões. Entre outras conclusões aprovadas em plenário estão o incentivo que as ordens dos advogados pertencentes à União dos Advogados de Língua Portuguesa (UALP) na ratificação do Acordo Ortográfico pelos estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com o intuito que fortalecer a projecção do português nas instâncias internacionais. Angola e Moçambique não ratificaram ainda o novo Acordo ortográfico. Entre outras, foram aprovadas também o estudo para a criação do estatuto do advogado da UALP, o intercâmbio de jovens licenciados em direito da mesma instituição, o apoio incondicional ao Estado democrático e contra o Estado policial, a oposição da "mercantilização" da profissão de advogado e o apoio ao sigilo profissional. Segundo a UALP, o II Congresso dos Advogados de Língua Portuguesa acontecerá na segunda quinzena de Março de 2012, em Luanda, capital de Angola.