26/03/2010

ABEL CHIVUKUVUKU SOLIDÁRIO COM AS VÍTIMAS DAS DEMOLIÇÕES

"Gostaria de transmitir a total solidariedade para com todos os cidadãos que têm visto desaparecer as suas casas, vitimas da política de demolições que alastra por todo o país, arransando milhares de lares. Por outro lado manifestar o meu apoio, solidariedade e dar os parabéns a todas as organizaçõies da sociedade civil, em particular a OMUNGA, pelo bom trabalho que têm feito em prol da defesa dos cidadãos e do exercício da cidadania."

Abel Chivukuvuku - ex-deputado à Assembleia Nacional e antigo líder da bancada parlamentar "

AFRICA NEWS FALA DAS DEMOLIÇÕES EM ANGOLA

Angola: Seven killed in brutal land evictions
Posted on Wednesday 24 March 2010 - 16:15
Seven people including four children between four and 12-years-old have been killed in the latest wave of brutal and forced evictions in Angola. The evictions took place earlier this month when riot police swept through a provincial capital, Lubango.

Angolan national television has confirmed that some 3,800 families were driven from their homes which were then demolished. It is alleged that the eviction orders came from the Angolan government.
Such evictions have become a regular occurrence in recent years in the capital, Luanda , major cities such as Benguela and rural communities in many provinces.
“Many houses have been demolished and many people evicted from their land in Angola because they are often in areas very rich in mineral resources or where there are strong economic interests,” said Christian Aid’s Angola programme officer, Ana Menezes.
Menezes added: “This is a major humanitarian emergency caused by a human rights violation. Sadly, this is not an isolated case. This is part of a long-term pattern of violent, illegal land evictions and house demolitions.”
According to Christian Aid’s local Angolan partners, SOS Habitat and children’s rights lobby group OMUNGA, riot police quickly surround the area to be demolished, and then the bulldozers move in.
“People in the Tchavola locality in Lubango are now sheltering in school precincts or have been forcibly taken to areas with an insufficient number of tents, in heavy rain. Some have been robbed by bandits at night due to the lack of protection and police supervision,” said José Patrocínio of OMUNGA.
Patrocínio added, “We the State of Angola to cease immediately the demolitions, call on create a commission to evaluate alleged human rights’ abuses, and develop adequate compensation mechanisms for the people who have lost their homes and livelihoods.”
OMUNGA is planning a demonstration march in Benguela this coming Thursday on March 25 in solidarity with the victims of this and other evictions and demolitions.

ROSA MAYUNGA ESCREVE À FUNDAÇÃO KENNEDY

Ex.mos Senhores
Directores(as)
Gabinete dos Direitos Humanos
Fundação Kenedy-

Rosa Mayunga, Licenciada em Análises Clínicas e Saúde Pública, Presidente da Cooperativa de Ensino e Arte Escola Afro-Luso-Brasileira-ONG, descendente do Governo Tradicional de Angola-Reino dos Many-Congo. vem por este meio expor:

Os Povos de Angola não, podem continuar a sofrer as consequências da ganância dos Governos mundiais, que apenas querem "roubar,vender armas de guerra, explorar", os recursos naturais do seu País e continente, sem pensar nos direitos dos seus Povos, que sofrem por causa dos Governos ditadores que estes Governos Internacionais patrocinam(Europa e Ocidente), e ajudam a instalar.

Sabemos que os Estados Unidos têm conhecimento desta situação de grande falta pelos Direitos humanos imposto aos Povos de Angola e de África, pelo Governo ditador do MPLA, mas nada fez até agora.

1- Os Angolanos foram limitados de ir as urnas eleger um Presidente da República,
2- Foi-lhes imposta uma Constituição da República que impõe regras nunca defendidas pelos Povos de Angola,
3- Angola está a ser Governada há 30 anos por um Presidente que nunca foi eleito pelos Povos, 4- Os Povos vivem uma situação de miséria extrema desde a Independência depois duma colonização de 500anos,
5 -Agora vimos implantada em Angola um Governo ditador que limita a Manifestação Pacífica dos Povos de Angola a reivindicarem os seus Direitos que são os Direitos Humanos, ameaçados pela polícia militarizada!
6- No dia 25 de Maio foi impedida de ser feita uma Manifestação Pacífica dos Povos contra a demolição das suas casas sem nenhum qualquer outro recurso do Governo e a não poderem defender os Direitos Humanos.

- É o culminar da paciência dos Povos e o ressuscitar de mágoas, que podem levar a violência! Sabemos também que é interesse da Comunidade internacional fabricadores de armas, que África mantenha a guerra para escoarem com os seus armazéns de Armas de fogo e obterem lucros a custa do sofrimento dos Povos indefesos.

Sabeis que tivemos grande dificuldades em promover a Paz em Angola, depois dos 30anos de massacre promovido pelos Governos mundiais em que foram mortos milhares de Angolanos e mutilados outros milhares!

Nós os Filhos de Angola, não queremos mais guerra no nosso País, Somos Povos com História de milénios de existência, Pacíficos e temos no nosso País acolhidos Povos de várias partes do mundo. O que se está a passar em Angola nop silêncio da Comunidade Internacional parece ser o verdadeiro "terrorismo"!Os Angolanos têm, o direito de viverem em Paz e de desfrutarem do bem que Deus lhes deu na terra, no mar e no ar, os Governos de Angola têm a obrigação de Governar partilhando as riquezas, valorizando os Povos e respeitando-os, impondo o respeito internacional para com os seus Povos.Nada disso está a acontecer depois da Independência e os Governos da América e do mundo sabem e nada fazem! A Política do silenciamento dos Povos que gritam pelos seus Direitos não resultou, nem nunca resultará, porque "ressuscitarão" sempre almas, que virão dar continuidade as lutas pela liberdade para desassossego de quem aterroriza os Povos, até a justiça concretizar-se.

Por todo exposto, em nome das Crianças de Angola, das suas Famílias, dos Jovens de Angola, de todos os Povos de Angola de Cabinda ao Kunene, herança dos nossos antepassados, em nome de todos os cidadãos estrangeiros residentes em Angola, em meu nome pessoal e em nome dos nossos Antepassados que perderam as suas vidas Reinando e protegendo os Povos de Angola, pela colonização e ganância dos Governos que fizeram e fazem a exploração mundial, por perceber que esta situação está a ter contornos muito graves que perigam a Paz em Angola e do mundo, pois as injustiças não são a favor da Paz, nem do desenvolvimento, solicito e exijo:

que Vossas Excelências Directores do Gabinete da Fundação Kenedy e o Governo dos Estados Unidos tomem as urgentes medidas pedindo as Nações Unidas uma resolução contra o Governo de Angola do MPLA, que não respeita os Direitos Humanos e os Direitos fundamentais de Liberdade, da História Ancestral de Angola e de Cidadania dos Povos de Angola. Pela Paz e Desenvolvimento em Angola e no mundo, aguardo resposta de Vossas Excelências, e subscrevo-me com os melhores cumprimentos,

Rosa Mayunga
(Descendente do Governo Tradicional de Angola/Presidente da ONGD-Cooperativa Afro-Luso-Brasileira)

AS DEMOLIÇÕES E A MARCHA "NÃO PARTAM A MINHA CASA" NA IMPRENSA INTERNACIONAL

Angola: Rebuilding by demolishing
The politics of national reconstruction
Sylvia Croese
2010-03-25, Issue 475
http://pambazuka.org/en/category/features/63298

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"Angolan civil society, leaders of the political opposition as well as the Catholic Church in the person of the archbishop of Lubango have spoken out against the demolitions, receiving letters of support from all over the world. This is a remarkable achievement for Angolan civil society and its supporters. The non-governmental organisation OMUNGA is waiting for a court’s decision on a march on Thursday 25 March in Benguela it is organising to express solidarity with all victims of demolitions and forced evictions in Angola. This march was prohibited by the provincial government of Benguela, but OMUNGA has said it will go through with it no matter what the court decides, claiming its right to protest.

* Sylvia Croese is an independent Dutch-Angolan researcher and consultant, based in Luanda.
* Please send comments to editor@pambazuka.org or comment online at Pambazuka News.

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Angolan authorities ban housing protest: organisers

Thu Mar 25, 2:28 PM
LUANDA (AFP) - Provincial authorities in Angola banned a planned protest against housing demolitions that have left 3,000 families homeless to make way for a railroad, activists said Thursday.

Angolan human rights group Omunga had planned to march through the coastal city of Benguela to protest the demolitions earlier this month in the southern city of Lubango.

"We couldn't march because the local governor decided to ban the protest, and there's a climate of intimidation here," Omunga president Jose Patrocinio said by telephone from Benguela.

"There are police trucks in the city, and rapid reaction forces in the streets. The governor sent a communique to the media, which was broadcast on local radio in Benguela and Lubango," he said.

Several civic groups and opposition politicians had planned to join the march under the banner "Don't destroy my house."

Public displays of protest are rare in Angola, a country still emerging from a 27-year civil war that ended in 2002, where many still fear to challenge the government or police.

The ruling Popular Movement for the Liberation of Angola (MPLA) on Wednesday sent a parliamentary delegation to inspect the situation in Lubango, where government wants to revive a railway to link the southern coastal city of Namibe with the city of Menongue in the eastern interior.

The main opposition Unita sent a team to Lubango last week and said that the displaced families were living with little shelter and inadequate water after they were moved to a site five kilometres (three miles) from the city.

http://ca.news.yahoo.com/s/afp/100325/world/angola_protest_housing

(des)ordem (re)estabelecida


"Quando me desespero, lembro-me que a verdade e o amor sempre triunfaram.
Houve tiranos e opressores, mas todos caíram".
Ghandi


Vergonhoso. Ditatorial. Inqualificável. E eu nem sei como ainda me supreendo... A manifestação em Benguela, "Não partam a minha casa", não aconteceu. Limitou-se à leitura de uma declaração. Quando já vários activistas estavam na Graça para começar o protesto contra as demolições e despejos forçados, a Omunga retrocedeu e cancelou o que era aguardado com expectativa. Motivo: um ostensivo dispositivo da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) nas ruas por onde os manifestantes iriam passar - "sirenes o dia todo e em toda a cidade, cães, arsenal e carros pesados", segundo um amigo. Cenário de estado de sítio para conter um simples protesto de civis que iria acontecer de forma ordeira e pacífica, de acordo com as garantias dadas pela associação, e das quais não duvido minimamente. Ameaça e intimidação de órgãos do Estado aos que ousariam expressar a sua opinião contra os actos de governo. Que outra interpretação?


Mas não foi esta a única razão que ditou o cancelamento. Na noite de ontem, quarta-feira, segundo os relatos que chegam de Benguela, as rádios locais emitiram um comunicado do governo de Armando da Cruz Neto que alertava: “O Governo Provincial de Benguela (GPB), no quadro das suas responsabilidades de defesa da ordem, da tranquilidade e da paz social, usará os meios legalmente instituídos, visando anular tal pretensão [a realização da manifestação] e declara que não se responsabilizará pelos eventuais danos físicos ou materiais decorrentes do exercício da sua actividade em defesa da ordem estabelecida”. Citação do jornal Apostolado. A mensagem era simples: ou desistem de uma vez da ideia ou apanham porrada da PIR e nós nem aí. Uma aviso-à-Pilatos que, pelo menos indirectamente, terá sido transmitido a José Patrocínio pelo Comandante Provincial da Polícia Nacional de Benguela e pelo GPB, nos encontros que precederam a tentativa lograda da manifestação.


E tudo isto, pasme-se, "em defesa da ordem estabelecida". Mas que "ordem estabelecida" é esta? A da bagunça total em que sempre os mesmos continuarão a decidir a bel-prazer como se o país fosse deles, e nós meros inquilinos dos seus quintais? Quando é que se vão deixar de uma vez por todas da paranóia de que "quem não está connosco está contra nós?" Quando é que vão deixar de nos ver como ratos de porão a quem pensam poderem dar uns pontapés para sairmos da frente e umas migalhas para nos calarmos?


Esta vossa arrogância não vai durar para sempre. Por muitos ouvidos moucos que façam às reivindicações do povo que deviam servir (esta proibição abusiva de uma manifestação foi apenas uma entre muitas), vamos continuar a respirar o mesmo ar, a caminhar nas mesmas ruas, a viver no mesmo país. E essa vossa fantasia de super-homens vai continuar lado-a-lado com os nossos desejos e projectos que vos fogem do controlo, porque não são arquitectados nos corredores "do partido" ou da Cidade Alta. A consciência é livre e assim também o somos enquanto formos dignos!


À Omunga e a todos os que se deslocaram a Benguela, tiro o chapéu. Apesar da "retirada estratégica", foi a primeira vez em muitos anos que vi uma tamanha mobilização e tanta gente a dar a cara por uma causa. Espero que esta força não esmoreça, até porque a Omunga não desistiu do protesto e promete voltar à carga noutro contexto. Este é um sinal de que algo está a mudar em Angola. E como o poder tem medo disso!



(+55) 71 8817 2672

TAMBÉM OS PARTIDOS POLÍTICOS APOIARAM A MARCHA: COMUNICADO DO BLOCO DEMOCRÁTICO

BLOCO DEMOCRÁTICO
COMUNICADO

O BLOCO DEMOCRÁTICO, PARTIDO POLÍTICO EM PROCESSO DE CONSTITUÍÇÃO ATENTO A SITUAÇÃO POLÍTICA, SOCIAL E ECONÓMICA VEM ACOMPANHANDO DE ALGUM TEMPO A ESTA PARTE AS DEMOLIÇÕES HABITACIONAIS DOS CIDADÃOS DA GRAÇA AQUI NA PROVÍNCIA DE BENGUELA.

MESMO ASSIM, ESSES ACTOS CONTRA OS CIDADÃOS DA GRAÇA E DE BENGUELA NÃO SÃO OS ÚNICOS MALES QUE O MPLA E O SEU GOVERNO FAZEM CONTRA O POVO E TAMBÉM CONTRA O BLOCO DEMOCRÁTICO.

POR ISSO É QUE O BLOCO DEMOCRÁTICO CONSCIENTE DAS SUAS RESPONSABILIDADES POLÍTICAS E SOCIAIS NÃO VAI PERMITIR QUE ESTES ABUSOS DO PODER POLÍTICO INSTALADO NO PAÍS CONTINUE A PROVOCAR SOFRIMENTO AOS ANGOLANOS E EM PARTICULAR ÀS POPULAÇÕES QUE POR SINAL VOTARAM MASSIVAMENTE AO MPLA – PARTIDO QUE GOVERNA ANGOLA E QUE ESTÁ ATRÁS DE TODO ESTE SOFRIMENTO DOS ANGOLANOS.

ENTRETANTO O BLOCO DEMOCRÁTICO APOIA TODOS OS MOVIMENTOS DE REINVINDICAÇÃO TAL COMO A OMUNGA E O POVO DA GRAÇA ESTÃO A FAZER.

O BLOCO DEMOCRÁTICO APOIA ESTE ESFORÇO PARA A REALIZAÇÃO DA MANIFESTAÇÃO DO DIA 25 DE MARÇO PORQUE ESTÁ CERTO QUE ESTAMOS DENTRO DA LEI QUE SE CONFORMA COM A CONSTITUIÇÃO DE ANGOLA RECENTEMENTE APROVADA PELO MPLA.

O GOVERNO É QUE ESTÁ CONTRA O POVO E A CONSTITUIÇÃO.


VIVA O POVO DA GRAÇA
VIVA A OMUNGA
O BLOCO DEMOCRÁTICO ESTÁ CONVOSCO

NÃO PARTAM A MINHA CASA: A ilegalidade amordaçou....

A ILEGALIDADE AMORDAÇOU.....















MAS A CIDADANIA NÃO SE CALOU!!!!!!!!!!!!!!!!!