02/04/2010

JORNADAS MUNDIAIS DESPEJOS ZERO 2009


Jornadas Mundiais Despejos Zero 2009
Nicola Sossass
27/09/2009

17:44

Para a ocasião do Dia Mundial do Habitat 2009, celebrado pela UN-Habitat com o tema “Planeje nosso futuro urbano”, a Aliança Internacional dos Habitantes, rede mundial pelo direito à moradia e à cidade sem fronteiras, divulgou um comunicado anunciando o lançamento das Jornadas Mundiais Expulsão Zero em apoio às resistências e projetos alternativos por uma cidade solidária, base concreta de um novo Pacto Social Urbano. Os pontos centrais desse comunicado são: a reivindicação de uma moratória mundial sobre as expulsões, um plano de financiamento da moradia baseado num Pacto Verde Global (“New Deal Vert”) que atinja pelo menos um bilhão de pessoas. A viabilização desse plano é proposta através de um Fundo Popular pela Terra e pela Moradia, constituído pela recuperação de uma parte importante dos fundos de ajuda ao desenvolvimento e pela anulação das dívidas externas. Essa proposta é uma evolução concreta dos acordos assumidos por todas as redes internacionais de luta pelo direito à cidade e à moradia durante o FSM de 2009 que representa uma nova etapa do processo de construção da Assembléia Mundial dos habitantes, prevista para 2011.

Os últimos doze meses fora marcados por atos violentos que amplificam os efeitos negativos das respostas neoliberais à crise global: dezenas de milhões de pessoas estão sendo expulsas de suas casas sem razão e sem alternativa, simplesmente porque se encontram impossibilitadas de assumir o custo de suas moradias. São as vitimas da lógica neoliberal que defendem a cidade rentável, dos mega projetos, das guerras que destroem as comunidades e o meio ambiente, das exclusões racistas e sexistas, da especulação e da corrupção imobiliária, das catástrofes naturais. E assim podemos estimar 1,7 bilhões de sem-teto e mal abrigados em 2020, o que confirma o fracasso do Objetivo do Milênio n° 7-11.

Queremos reafirmar aqui o caráter ilegal das expulsões e dos atentados ao direito à moradia, que violam o artigo 11 do Pacto Internacional sobre os direitos Sociais, Econômicos e Culturais. Este artigo foi assinado por 70 países (desenvolvidos ou pobres, sem distinção) nos quais, paradoxalmente, esta pratica desumana continuou a ser observada nos últimos doze meses.

Reconheceremos a decisão da UN-Habitat de reconsiderar a confiança dada às políticas neoliberais somente se essas políticas assumem a planificação como um instrumento participativo impedindo que a planificação urbana continue a ser um espaço controlado por profissionais submissos ao mercado.

A coerência obrigaria UN-Habitat a renunciar ao total pacto proposto a um setor privado que defende a destruição de habitações vazias e de conjuntos residenciais não rentáveis simplesmente para fazer incrementar o preço dos imóveis. Ao contrário, o que é preciso é o reforço de instrumentos como o Relator especial do direito à moradia, o Comitê consultivo sobre as expulsões (AGFE), o protocolo adicional ao PIDESC.

Nós sustentamos a legitimidade e a legalidade de todas as iniciativas de resistência, de luta alternativa de comunidades e organizações de habitantes, locatários e sem-tetos a fim de evitar as expulsões e reivindicamos o pleno direito à moradia. Reafirmamos nosso apoio a coragem dos prefeitos progressistas que, através de atos administrativos justificados e apoiados na lei, declaram seus territórios “livres de expulsão” e desenvolvem políticas públicas participativas nas áreas de urbanismo e habitação.

Afirmamos ainda nosso apoio ao engajamento cada vez maior das redes internacionais e dos organismos de defesa dos direitos humanos nessa área e insistimos sobre a necessidade, primordial, de unificar essa frente de luta, ignorando possíveis dispersões e falhas de coordenação.

Por todas essas razões e considerando os engajamentos unitários assumidos durante o FSM 2009, nos anunciamos as Jornadas Mundiais Expulsão Zero, que compreenderão dezenas de iniciativas em todos os continentes durante todo o mês de outubro. Estão convidadas a participar a esses eventos todas as entidades que lutam pela construção de um novo Pacto Social Urbano, fundado no respeito dos direitos humanos e dos ritmos e exigências dos habitantes, num desenvolvimento de políticas publicas alternativas capazes de se opor à crise e à invasão do setor pela lógica de mercado. Um Pacto Solidário sustentado por habitantes, poderes públicos e profissionais da área, comprometidos com a construção e a gestão de cidades integradoras e sustentáveis, numa aliança capaz de mobilizar forças em torno a uma reivindicação ao G-20: construir desde agora um pacto social global pela moradia sustentável.

Propomos assim uma reivindicação única, dirigida a todos os níveis de governo, visando obter com urgência:
- uma moratória mundial imediata sobre as expulsões devidas ao não pagamento de prestações ou aluguéis, aos mega projetos urbanos ou grandes operações imobiliárias, à ocupação estrangeira ou em razão de discriminação sexual ou racista;
- a incorporação no Pacto Verde Global de um plano de financiamento da moradia, a fim de melhorar as condições de vida de um bilhão de pessoas que vivem na insegurança e em condições de habitação inumanas;
- o investimento de uma parte dos fundos de ajuda ao desenvolvimento em projetos de habitação social eu de cooperativas habitacionais, principalmente através da transformação das dívidas externas em Fundos populares pela terra e pela moradia.

Essas mobilizações nas lutas anunciam uma nova etapa no processo de construção de uma Assembléia mundial dos habitantes, prevista ao mesmo tempo em que o FSM de 2011 à Dakar. Acreditamos que a melhor maneira de reorientar o destino dos habitantes é reforçando seu estatuto, provocando as condições sociais, políticas e econômicas necessárias à construção da cidade do futuro. Onde: doze meses de insegurança e de violação do direito à moradia.

Munde: doze meses de insegurança e de violação do direito à moradia

Como ignorar os dois milhões de famílias ameaçadas de perder sua moradia por causa da crise imobiliária nos Estados Unidos; as 150. OOO recentemente expulsas com a ajuda de boudoirs em Port. Harcourt, apesar do pedido de moratória de Un-Habitat; as dezenas de milhares de expulsões racistas dês Roma na Itália; a demolição do conjunto habitacional francês (HLM) ou de bairros populares como Sulukulé, em Istambul; a destruição de partes antigas de cidades chinesas; o impacto explosivo do campeonato mundial de futebol sobre os estabelecimentos humanos da África do sul e do Brasil; os ataques e expulsões de povos originários de territórios comunitários da Argentina e do México; a pressão dos projetos imobiliários no Camboja; a demolição de casas nos territórios ocupados da Palestina.
A esses números assustadores podemos acrescentar o Recorde de mais de 36 milhões de pessoas expulsas em razão das catástrofes naturais, das quais uma boa parte é conseqüência das mudanças climáticas. Sem esquecer os 4,6 milhões de indivíduos desterrados por conflitos e os 42 milhões de pessoas impedidas de retornar à sua terra devido a uma situação de guerra.

Assim, o número de 1,7 bilhões de sem-teto e habitantes precários previsto para 2020 se aproxima a passos largos e reafirma o fracasso do Objetivo do milênio n° 7-11.

Esses dados mostram o sofrimento de centenas de milhões de pessoas; sofrimento que é o resultado da confiança feita ao sistema neoliberal, da inexistência de limites aos investimentos privados e inescrupulosos, que produzem o êxodo rural, a explosão urbana e a exclusão dos habitantes do processo de produção da cidade.

NÃO PARTAM A MINHA CASA: O GOVERNO QUE DEMONSTRA QUE (NÃO) É DEMOCRÁTICO (sozinho!)

Foi com alguma preocupação que a OMUNGA recebeu a carta do governador provincial de Benguela (em exercício) a proibir a marcha "NÃO PARTAM A MINHA CASA", novamente marcada para 10 de Abril de 2010.

Desta vez, os argumentos não poderam ser nem o horário, nem o percurso, já que a OMUNGA tomou toda a atenção (nestes aspectos) aquando da (re)marcação da marcha.

Agora a justificação é que "pelo facto de a Província de Benguela não registar demolições, desalojamentos forçados, nem outros actos que colidam com a legislação vigente no País, o Governo Provincial considera improcedente e não autoriza a realização da referida marcha de protesto."

Em relação a esta posição do governo, a OMUNGA já reagiu:

____________________________

REFª: OM/ 077 / 10
Lobito, 02 de Abril de 2010

Cc: Exmo. Sr. Presidente da República de Angola – LUANDA
Exmo. Sr. Secretário de Estado para os Direitos Humanos – LUANDA
Exmo. Sr. Ministro da Justiça – LUANDA
Exmo. Sr. Provedor de Justiça – LUANDA
Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Nacional – LUANDA
Exmos. Srs. Deputados da Comissão de DIreitos Humanos da Assembleia Nacional – LUANDA
Exma. Sra. Special Rapporteur on adequate housing as a component of the right to an adequate standard of living, and on the right to non-discrimination in this context – GENEVA
Exmo. Sr. Special Rapporteur on the promotion and protection of the right to freedom of opinion and expression – GENEVA
Exmo. Sr. Special Rapporteur on the situation of human rights defenders – GENEVA
Exmo. Sr. Independent Expert on the question of human rights and extreme poverty – GENEVA
Exma. Sra. Taryn Lesser, Desk Officer de Angola e Moçambique no escritório do Alto Comissário dos Direitos Humanos da ONU – GENEVA
Exma. Sra. Elena Kountouri Tapieiro – Human rights Officer Treaties and Council Branch Alto Comissário dos Direitos Humanos da ONU – GENEVA
Exma. Sra. Lidiya Grigoreva – NGO Liaison Officer Civil Society Unit Excecutive Direction and Management – escritório do Alto Comissáriado para os Direitos Humanos da ONU – GENEVA
Exmos. Srs. Embaixadores acreditados em Angola – LUANDA
Exmo. Sr. Administrador Municipal de Benguela – BENGUELA
Exmo. Sr. Juíz do Tribunal Provincial de Benguela – BENGUELA
Exmo. Sr. Procurador Provincial de Benguela – BENGUELA
Todos os concidadãos (carta pública)


Ao
Exmo. Sr. Governador Provincial de Benguela
B E N G U E L A

ASSUNTO: REALIZAÇÃO DA MARCHA CONTRA DEMOLIÇÕES E DESALOJAMENTOS FORÇADOS “NÃO PARTAM A MINHA CASA” (resposta à vossa proibição)


A OMUNGA vem desde já agradecer ao Exmo. Sr. Governador provincial de Benguela (em exercício), pela vossa pronta resposta (vossa ref.ª 1268/GGPB/2010 de 01 de Abril de 2010) à nossa carta de 01 de Abril de 2010 (também), com Ref.ª OM/075/10, onde, esta associação, prestava toda a informação considerada necessária e de acordo ao Artigo 6.º (Comunicação) da Lei N.º 16/91 de 11 de Maio, LEI SOBRE O DIREITO DE REUNIÃO E DE MANIFESTAÇÃO.

No entanto acredita que, de acordo ao normativo vigente, a correspondência oficial deva ser entregue no endereço da associação e durante a hora normal de trabalho. Infelizmente, a vossa carta foi entregue no domicílio do coordenador da OMUNGA às 21.00 horas. A OMUNGA aproveita para lembrar que o facto de o seu coordenador ter aceite receber tal carta, apenas serve para demonstrar, mais uma vez, a nossa abertura, educação e o espírito de sempre manter as portas abertas para o diálogo.

Por tal razão, e atendendo a que esse vosso procedimento antecedeu um dos inúmeros fins-de-semana prolongados, achamos por bem, responder-lhe de forma pública, garantindo-lhe que a mesma ser-lhe-á entregue a 05 de Abril de 2010 (segunda-feira) de forma formal.

Em primeiro lugar agradecemos a vossa amabilidade de ter recepcionado (no seu gabinete) a nossa carta às 16.00 horas. No entanto essa informação não nos é muito útil (aqui) já que, na secretaria do Governo provincial de Benguela (esta nossa carta) deu entrada antes das 15.00 horas, que corresponde ao horário da função pública em vigor no nosso país. Este é o facto que permitiu ao Exmo. Sr. Governador provincial (em exercício) ter recepcionado a referida carta.

Como forma de aproveitarmos esta correspondência para ajudar a que todos nós cidadãos angolanos, entendamos os nossos direitos e os conteúdos das leis que devem garantir tais direitos, achamos por bem transcrever na íntegra:
ARTIGO 6.º (Lei 16/91)
(Comunicação)

1. As pessoas ou entidades promotoras de reuniões ou manifestações abertas ao público deverão informar por escrito com a antecedência mínima de 3 dias úteis ao Governador da Província ou ao Comissário da área, conforme o local da aglomeração se situe ou não na capital da província. (negritado e sublinhado é nosso)

2. Na informação deverá constar a indicação da hora, local e objecto da reunião e, quando se tratar de cortejos ou desfiles, a indicação do trajecto a seguir.

3. A comunicação deverá ser assinada por 5 dos promotores, devidamente identificados pelo nome, profissão e morada ou, tratando-se de pessoas colectivas, pelos respectivos órgãos de direcção.

4. A entidade que receber o aviso passará documento comprovativo da sua recepção.

Se assim entendermos e interpretarmos a letra e o espírito da lei, a OMUNGA procedeu à entrega de informação exigida mas não solicitou qualquer pronunciamento do Exmo. Sr. Governador provincial de Benguela em relação a qualquer sua opinião sobre factos. Em momento algum solicitámos a vossa opinião sobre se acha ou não que na Província de Benguela não se registem “demolições, desalojamentos forçados, nem outros actos que colidam com a legislação vigente no País”. Embora, claro, noutros momentos nos interesse poder abordar tal assunto.

Entenda-se ainda que não lhe foi pedida qualquer autorização pelo que, o que cita no ponto 1 da vossa carta, “considera improcedente e não autoriza a realização da referida marcha de protesto” é desprotegido de qualquer respaldo legal.

Por outro lado, não nos foi passado qualquer documento comprovativo de recepção (da nossa carta) que a lei obriga.

Diz ainda a Lei N.º 16/91:

ARTIGO 2.º
(Definições)

2. Por manifestação, entende-se o desfile, o cortejo ou o comício destinado à expressão pública duma vontade sobre assuntos políticos, sociais, de interesse público ou outros. (o negritado e sublinhado é nosso)

Voltando à lei, esta não diz em momento algum que o assunto a ser objecto/fundamento da manifestação (entenda-se aqui, marcha) tem que ser de ocorrência na província onde se pretenda realizar tal acto.

Para esclarecermos ainda melhor. O Conselho Nacional da Comunicação Social (CNCS), em Deliberação Genérica/Março 2010, de 26 de Março de 2010 (de acordo a informação recebida do jornalista Reginaldo Silva), diz:

1. Condenar a posição obstrucionista assumida na cidade do Lubango pelo Governador da Huila, o Sr. Isaac Maria dos Anjos, por ter proibido que fosse feita a cobertura televisiva das demolições levadas a cabo pela sua administração, um acontecimento de relevante interesse público. (o negritado e sublinhado é nosso)

Se voltarmos novamente à interpretação da referida lei, mesmo que, em algum momento, a OMUNGA não considerasse existir em Benguela, acções (ou ameaças) de demolições e expropriações de terras contrárias à lei, as demolições, em si só, ocorram elas em qualquer parte do território nacional, ou não, são assunto de interesse público e argumento suficiente para a realização da marcha.

No entanto, contrariando tal suposição, a OMUNGA continua a acompanhar as acções e efeitos de demolições do B.º da Graça (Benguela), a destruição de lavras e expropriação de terrenos de milhares de cidadãos no B.º da Cabaia (Lobito), a ameaça de desalojamento de dezenas de milhares de pessoas da Damba Maria (Benguela), a situação miserável em que vivem milhares de cidadãos no recinto da ex. Feira do Lobito, as condições desumanas de centenas de jovens ainda assentados (pela administração municipal do Lobito) em tendas há mais de dois anos no B.º da Lixeira (Lobito) e a privatização do hospital pediátrico do Lobito e dos terrenos limítrofes, que traz graves transtornos à saúde e vida das crianças ali internadas, para citar apenas alguns exemplos.

Por outro lado e para terminar nossa argumentação, o Exmo. Sr. Governador apenas tem legitimidade para proibir a realização de uma manifestação (entenda-se aqui marcha), de acordo ainda à mesma lei (16/91), caso faça recurso ao argumentado nos artigos 4.º e 5.º, ponto 2, (ARTIGO 7.º).

Assim sendo, e considerando a vossa decisão ilegal, a OMUNGA solicita que reveja a vossa proibição e volta a informar que vai realizar a marcha “NÃO PARTAM A MINHA CASA” a 10 de Abril de 2010, sendo a concentração a partir das 13.00 horas, no parque frente às escolas, junto ao rio Curinge, partindo às 15.00 horas da designada “rotunda do liceu” (na avenida Agostinho Neto). Percorrerá a Avenida Agostinho Neto até ao cruzamento com a Avenida Comandante Kassanje. Irá pela Avenida Comandante Kassanje até ao cruzamento com a Avenida 10 de Fevereiro. Em seguida percorrerá a Avenida 10 de Fevereiro até ao Largo de África (junto ao Cine Monumental) onde terá o seu término.

No Largo de África, haverá diversas comunicações e momentos musicais.

A OMUNGA solicita toda a vossa colaboração junto das autoridades administrativas e policiais para o bom êxito da mesma, de acordo ao ARTIGO 9.º (Garantias do exercício dos direitos) da Lei 16/91, já aqui inúmeras vezes referenciada.

Sem qualquer outro assunto, subscrevemo-nos cordialmente.


José António Martins Patrocínio
Coordenador

HOPE FOR A MARCH OF PROTEST

Assunto: hope for a march of protest

I support you as you try to meet the conditions and make alternative plans for a peaceful march of protest in Benguela, to stand up in solidarity with all those who have been forcibly evicted from their homes, and those whose homes have been destroyed

May you have strength and courage; and may justice win through

Carol Woollard (London, England)

FAÇO A MINHA PARTE

No dia 2 de Abril de 2010 11:52,
Reinaldo Miranda escreveu:

Caro José,

Espero que esta luta esteja longe de terminar. Aliás, agora é que não devemos cruzar os braços perante tamanha injustiça e acima de tudo, perante uma prova tão grande de que a TIRANIA reina pelas terras de Angola. Da minha parte, faço os possíveis para que estas injustiças sejam conhecidas entre os mais jovens e principalmente nas várias comunidades virtuais. Como tal, publiquei mais um artigo em www.canardlibertaire.blogspot.com e em www.recanhoto.blogspot.com relativo ao acto de repressão ocorrido no dia 25 de Março de 2010.
A luta continua!!!
Um abraço amigo
Reinaldo Miranda

ASSUNTO: SOLIDARIEDADE

De: Lara Pawson
Para: omunga.coordenador@gmail.com
Cc: zepatrocinio1@yahoo.com.br ; quintas.de.debate@gmail.com
Enviadas: Sexta-feira, 2 de Abril de 2010 11:26:14

Assunto: solidariedade


Senhores, Senhoras,

Eu gostaria de ser incluido na lista da solidariedade!

Abracos de Londres,

Lara Pawson e Julian Richards

01/04/2010

I WISH TO ADD MY NAME

Hello,
I wish to add my name to the list of people who are opposed to the demolition of houses and neighborhoods in Angola.

Peace like a river,
David Kim-Cragg

ANGOLA: Support victims of demolitions and evictions (Africafiles)

Action: Angola: Support victims of demolitions and evictions
Act By: 5/1/2010
Sponsor: Christian Aid

African Charter Article# 14: The right to property shall be guaranteed.

Summary & Comment: Brutal demolitions and forced evictions have become a regular occurrence in major cities and rural communities in Angola. The last one at beginning of March in Lubango killed seven people and displaced 3,800 families. Express your solidarity with the victims of the demolitions and evictions and for the cause for dignity, social justice and respect for human rights by adding your name and/or your organisation to the list of supporters. JS


30 March 2010 Update
Solidarity and support to victims of demolitions and evictions are growing worldwide
Dear colleagues,
Civil society organisations are making public, worldwide, a communication by the Provincial Government of Benguela (Angola) that banned the demonstration that would take place in Benguela, last Thursday (March 25th), against the brutal demolitions and forced evictions that have become a regular occurrence in major cities and rural communities in Angola. The last one happened in the beginning of March in Lubango, killing seven people and displacing 3,800 families.
In the letter, the government urges the population not to take part in the protest and that it will not be responsible for the consequences if the organisations decided to go ahead with the march (attached, in Portuguese): “The Provincial Government of Benguela, within the framework of its responsibilities in the protection of order, tranquillity and social peace, will use the means legally instituted, to aim at cancelling this pretension (the march) and declares that will not be hold responsible for eventual material or physical damage arising from the exercise of its authority, in the defence of the established order”.
On the other hand, solidarity is growing worldwide! Every day more organisations, movements, groups and individuals are expressing their solidarity to the victims of the demolitions and evictions and to the cause for dignity, social justice and respect for human rights.
You can request that your name and/or the name of your organisation be added to the list by simply sending it to omunga.coordenador@gmail.com, zepatrocinio1@yahoo.com.br and quintas.de.debate@gmail.com.
Pictures of the demolitions and evictions and of the movement against them are here: http://www.flickr.com/photos/quintasdedebate.
********************
26 February 2010
Update
Protest in Benguela / Congratulations!
Dear colleague,
As you probably heard or read in the news, the march in Benguela against the house demolitions and land evictions didn’t happen yesterday [February 25], as planned by Angolan civil society organisations.
The provincial governor of Benguela decided to ban the peaceful manifestation and a climate of intimidation was strategically set up, with shock-riot police with trained dogs placed along the route where protesters would march. In a statement, the governor declined any responsibility if the protesters didn’t follow the decision, meaning that there would be violence if the march started.
Although the march “Don’t Push Down My House!” (“Não Partam a Minha Casa”, in Portuguese) didn´t happen, we consider that there have been enormous achievements in this action to mobilise and bring together so many important groups and voices within civil society in Angolan. Our congratulations in this success!
You can see pictures of this action in Omunga´s blog Quintas de Debates (http://quintasdedebate.blogspot.com/) and can still add your support to the cause in solidarity with the victims.
Christian Aid
35 Lower Marsh. London, SE1 7RL
phone. +44 (0) 20 7523 2076 fax. +44 (0)20 7620 0719
w. www.christianaid.org.uk



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